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Vozes de batalha: A história de uma mulher extraordinária e de uma família que se tornaram símbolos do Rio de Janeiro

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Em Vozes de batalha, Marina Colasanti traz um delicioso retrato da sociedade carioca das décadas de 1920-40, tendo como ponto focal a intimidade do casal Henrique Lage e Gabriella Besanzoni. Ele, brasileiro e um dos maiores magnatas de nossa história, grande empreendedor e responsável por avanços significativos na infraestrutura do país em seu tempo. Ela, italiana e cantora lírica, contralto de enorme sucesso na Europa e na América Latina. Juntos, moldaram o círculo social e cultural da então capital do Brasil, vivendo naquele que hoje é um dos cartões postais mais emblemáticos do Rio de Janeiro: o Parque Lage, à época Quinta Gabriella, palacete construído por Henrique para sua amada. Marina, sobrinha-neta de Gabriella, mudou-se para o Brasil – e para o palacete – em 1948. Considera este livro “o cumprimento de uma promessa nunca feita”, seu “testemunho de gratidão” a essa impressionante mulher que foi Gabriella Besanzoni.

304 pages, Paperback

Published October 1, 2021

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Marina Colasanti

91 books47 followers
Marina Colasanti was an Italian-Brazilian writer, translator and journalist.

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Displaying 1 - 3 of 3 reviews
317 reviews3 followers
September 5, 2022
Durante minha infância e adolescência passei centenas de vezes em frente à propriedade que hoje chamamos de Parque Lage aqui no Rio de Janeiro, na ida e volta das escolas que frequentei. Naquela época era uma casa abandonada, circundada por um gigantesco terreno, coberto por mata tropical de tal forma densa, que não se conseguia ver a mansão que lá se escondia. A propriedade, diziam na época, estava presa em litígio que não se resolvia por anos. Uma das razões desse terreno ser inesquecível, para quem passava pela rua Jardim Botânico naquela época, era que a mata era tão densa, tão densa, que a temperatura ambiente baixava significantemente à sua frente. Numa cidade calorenta como o Rio de Janeiro, a mudança de temperatura, em segundos, porque passamos em frente à uma residência com mata fechada que abaixa a temperatura ambiente é algo notório. Mais tarde, a propriedade passou para o governo local por falta de pagamento de diversas dívidas da família e transformou-se no que hoje conhecemos como Parque Lage, local de acolhimento de diversas atividades inclusive uma escola de artes plásticas.

Essa mansão, que já fora uma das mais conhecidas da cidade, hoje ponto alternativo de turismo, leva o nome de seu antigo proprietário, Henrique Lage, um dos grandes empreendedores e uma das grandes fortunas do país no período entre guerras. A mansão dos Lage é foco central da escritora Marina Colasanti, que passou a infância usufruindo das delícias deste palacete, descendente que foi de Gabriela Besanzoni Lage, sua tia, casada com Henrique Lage em 1925. Vozes de Batalha, da autora, publicado este ano pela Tusquets, atraiu a atenção de dois grupos de leitura a que pertenço. Interessante notar que as avaliações dessas leituras foram bastante divergentes.

Trata-se das memórias de infância de Marina Colasanti, das aventuras dela e de seu irmão Arduíno, que exploraram o quanto quiseram a propriedade. Filhos de Lisetta e Manfredo, chegam ao Brasil depois da Segunda Guerra Mundial, imigrantes, sem grandes perspectivas financeiras, que se estabelecem em 1948 na casa de Gabriela Besanzoni. São os parentes pobres, da famosa cantora de ópera que havia arrebatado o coração de um dos maiores "partidos para casamento" do Rio de Janeiro no início do século XX.


Vemos a casa e a época através dos olhos dessa menina, hoje escritora. Estas são memórias afetivas. Elas aparecem com muitos lapsos, e bastante ingenuidade quanto à realidade política e financeira dos tios. Foi exatamente este ponto que fomentou a divergência de opinião sobre o livro entre os dois grupos de leitura. Um deles julgou ser uma excelente e divertida leitura [Encontros na Praça], outro grupo [Papalivros] esperava maior inserção da época, quer política, quer social, já que tão poucos de nossos escritores parecem se ater ao período. Esperavam substância histórica mais densa, digamos assim, do Rio de Janeiro nos anos de brilho vividos pelo casal Lage. É importante lembrar que a cidade era a capital do país e, por isso, quase impossível separar os encontros políticos dos sociais. Ainda que haja menções ao governo de Vargas, em diversas ocasiões, falta ênfase na importância financeira da família e na interação das finanças com a política, claramente insinuada. Essa foi a principal razão dos senões apontados pelos leitores, ainda que todos tenham entendido este não ser o principal objetivo de Colasanti.

Com a conhecida prosa fluida de Marina Colasanti estas memórias de criança são encantadoras. Além disso o livro abre o apetite para sabermos mais sobre os Lage, sobre a época entre guerras no Rio de Janeiro. É leitura boa e leve, ideal para um fim de semana prolongado. Sou, no entanto, uma daquelas que apreciaria maior inserção histórica na obra. Mas não me arrependo dos momentos que passei acompanhada pelo livro. Três estrelas, tendo cinco como máximo.
Profile Image for Camille.
68 reviews
June 20, 2022
O livro se propõe a ser um retrato da sociedade carioca de 1920-1940. Ele até começa bem, mas logo vira um relato autobiográfico da autora e de seus dramas familiares sem falar do círculo carioca etc. e até os dramas que poderiam render uma história mais bem contata ficam soltos. Personagens são mto confusos, difícil entender quem é quem. Parecem anotações soltas, faltando costura…
Profile Image for Danielle Aleixo.
220 reviews4 followers
January 19, 2022
Incrível admiração tenho pela escritora e pessoa que Marina Colasanti é e por sua fantástica história de vida. Neste livro a autobiografia de Marina é entremeada com a preciosa biografia de sua tia Gabriela, importante cantora lírica do Século 20. A vida de Gabriela e Marina tem elementos, poderia dizer-se, de conto de fadas como aqueles que Marina tantas vezes nos contou com a sua caneta e voz. Brava Marina!
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