Sem emprego e sem família, uma mulher reescreve a sua história com a ajuda de uma garotinha, um velho chofer e muitos biscoitos de chocolate.
Depois de ser acusada de roubo e descartada pelos patrões aos quais se dedicou por mais de três décadas, Yolanda Sue Jones, a Nana, precisa encontrar uma forma de sobreviver. Ela volta para o local onde nasceu e passa a fazer biscoitos para vender no bairro mais nobre da cidade, onde conta com a ajuda de um velho amigo. Ao conhecer uma garotinha de cabelos acobreados que se encanta por suas histórias sobre fadas, Nana se vê mais uma vez envolvida na trama de uma família rica — uma que com certeza não hesitará em mandá-la para a prisão caso seja descoberta.
Nesta história curta para aquecer o coração, os leitores seguem uma das personagens mais queridas da 'Série Extraordinário' em um caminho de amizade, laços familiares que se formam apesar das diferenças e, muitas gotas de chocolate que derretem na boca.
Desde quando jovem, Nana foi ensinada para trabalhar em casa de famílias, pois essa era a olhos de muitos a alternativa para quem morava em bairros pobres, e vivia em condições financeiras baixas, e provável com pouquíssimas chances de oportunidades. Nana nunca pensou em não optar pela ideia, levava mesmo jeito com crianças, prova de cuidar de seus irmãos. Logo que adulta, já estava no primeiro emprego como planejado, no entanto o sumiço de um colar, talvez o motivo depois de anos para decisão na sua demissão. A tentativa então de conseguir uma nova família, porém sem chances a vista faz Nana buscar por outras alternativas, vender seus biscoitos, que por anos fizeram sucesso na família com quem trabalhou e entre os colegas com quem conviveu. Seus biscoitos de chocolate parecem na verdade mágicos, capaz de levar todo carinho com que foi produzido, para o coração de quem provar. Através deles a faz chegar a Melissa, uma criança cheia de energia, esperta e carinhosa, e desde que o destino as fez cruzarem o mesmo caminho suas vidas se transformaram, tornando-se a cada encontro cada vez melhor. Um vínculo de afeto entre Nana e Melissa, tão forte, capaz de fazer a exigente Patrícia Whitehill enxergar o amor, dedicação, paciência e carinho transmitido daquela mulher a sua filha, transformando as atitudes antes rebeldes de Melissa, em uma menina adorável recebendo a atenção que a sua idade é necessária. Sorte é da família Whitehill é ter Nana em suas vidas!
Uma senhorinha muito simpática que conta com amizades verdadeiras e um grande talento que a faz recuperar o brilho e a leveza de viver. Captura, com muita ternura, a afeição desta que mudará para sempre a sua vida. Uma história emocionante de determinação e persistência que nos mostra que não existe idade para recomeçar. E que com doçura é possível mover montanhas e derreter corações.
Nota: 4/10 Biscoitos, fadas e outras coisas extraordinárias somo confrontados com a história de Nana, que desde muito cedo, foi ensinada para trabalhar em casa de famílias ricas, pois era ‘’única’’ chance de trabalho que ela e os outros a sua volta acreditavam, devido a sua origem em um bairro pobre e enfrentando condições financeiras baixas. Tendo que se agarrar a todas as chances possíveis. Depois de ser acusada de roubo, onde ela não foi a culpada e demitida pelos patrões aos quais se dedicou por mais de 30 anos, Yolanda Sue Jones, a Nana, precisa encontrar uma forma viver e trabalhar. Ela volta para o local onde nasceu e passa a fazer biscoitos para vender no bairro mais nobre da cidade, onde conta com a ajuda de um velho amigo. Eu até queria falar mais sobre o livro, história e flexões propostas, mas ele é tão pragmático e com um foco tão central, que eu iria contar a história inteira na resenha. É um bom livro pra passar o tempo e cumpre o que vende. Simples, básico e rápido. Bom para passar o tempo e ocupar a mente com um conto sentimental e divertido.
O interessante desse livro é a discussão que ele perpassa no nosso subconsciente. Sua protagonista já é uma mulher mais velha em um emprego braçal, ela se sente inválidada e atrasada em relações a outras mulheres que possuem filhos e famílias já consolidadas. Somando isso a sua idade e desemprego temos uma soma de angústias e problemas sociais/psicológicos que afetam as dinâmicas da identidade de Nana como uma mulher de verdade. Infelizmente, o livro é só um conto e não um ensaio feminista e social sobre esses parâmetros, logo, se partirmos de uma óptica mais crítica por esse lado, se torna provocante, mas ainda sim raso. Vale a pena a leitura para uma reflexão moral sobre como o machismo e misóginia é absorvido pelas mulheres, que são vítimas desse problema complexo-estrutural, e assim adstrito a suas ações sociais de maneira inata e inconsciente socialmente. O que levanta ainda mais variantes do mesmo problema, onde que o oprimido acaba oprimido ele mesmo e o seu próprio igual nas dinâmicas poder e manutenção do papel do gênero como corrente sociológica da mulher.
História de uma babá que se dedicou por trinta anos à uma família e, com uma suspeita de furto, foi dispensada. Devido a sua idade, não encontrava emprego, começou a vender biscoitos e acabou ficando amiga de uma criança e depois foi contratada por essa família
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Eu achei bem ok, mas diferente do nome do livro na *minha* opinião não foi nada de extraordinário. Mesmo sendo um livro curto acho que dava para ter desenvolvido mais na história da Nana.
Confesso que fiquei tentada a fazer uma receita de cookies, eu comecei a ler e não me dei conta que era tão pequena a história, a leitura é gostosa e rápida !