Um livro delicado, de escrita quase poética, que descreve brevemente seres - animais e vegetais - que se fazem únicos e especiais pelos olhos da autora. As ilustrações são um deleite. ♡
Com um olhar poético e quase inocente, Maria Esther Maciel dá personalidade e identidade a várias Marias, Joões, viúvas e seres híbridos. Uns são ranzinzas, outros dóceis e tem aqueles solitários. . Várias vezes desejei estar observando alguns deles, presencialmente, enquanto ouvia de algum senhor sábio esses verbetes tão sensíveis, que unem biologia e poesia. . Todas as raças são lindas, curiosas e fantásticas. Esther foi sábia em não dar voz a uma única raça, a maior e mais inteligente: a humana. Não merecemos a poesia, a fantasia e a sensibilidade. Somos pedra em meio a natureza. . E a "Pequena Enciclopédia de Seres Comuns" é um registro em forma de protesto, de socorro e de respiro. Afinal, ainda estamos vivos e ainda há esperança de salvar tudo o que tem vida.
Uma livro que brinca com a ideia de enciclopédia e descreve, com muita delicadeza, criatividade e lirismo, seres que, muitas vezes, passam despercebidos. O literário, nesse livro, se dá a partir da criação feita pela fusão do real com o imaginário, enaltecendo a beleza de pequenos seres tão comuns.