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Je vous écris d'Auschwitz: LES LETTRES RETROUVÉES

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« Mes chers, je suis dans un camp de travail et je vais bien... » Voici les quelques mots ¿ presque toujours les mêmes ¿ expédiés depuis Auschwitz par près de 3 000 juifs de France. On découvre ainsi qu'une correspondance a existé entre les déportés à Auschwitz et leur famille entre 1942 et 1945. La procédure autorisait même les réponses. Ces lettres-cartes, écrites sous la contrainte, faisaient partie d'une vaste opération de propagande, la Brief-Aktion, qui visait à rassurer leurs proches et dissimuler l'horreur. D'autres lettres, clandestines celles-ci, ont pu entrer et sortir du camp et dévoilent davantage l'enfer concentrationnaire. Sont rassemblées ici aussi des lettres écrites dès la libération du camp, preuves de survie uniques et émouvantes adressées aux familles par les rescapés. Grâce à des archives totalement inédites, Karen Taieb dévoile pour la première fois un pan méconnu de l'histoire de la Shoah, tout en honorant la mémoire des victimes. Pas à pas, elle redonne une identité à vingt et un déportés, dont ces lettres, qui nous plongent de façon saisissante dans la réalité du camp d'Auschwitz, sont parfois les dernières traces.Karen Taïeb est responsable des archives au Mémorial de la Shoah. Elle a publié Je vous écris du Vél' d'Hiv. Les lettres retrouvées (2011).

272 pages, Paperback

Published April 8, 2021

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Karen Taieb

7 books

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Displaying 1 - 9 of 9 reviews
Profile Image for Ana.
652 reviews121 followers
January 31, 2023
Não apreciei particularmente este livro. Lê-se bem e é sempre interessante conhecer a história de pessoas que passaram pelos campos de concentração, quer tenham sobrevivido ou não, mas não me apresentou nada de especialmente interessante.
Profile Image for Voando com Livros.
92 reviews1 follower
September 27, 2022
Karen Taieb é historiadora e trabalha no Memorial da Shoá, o Museu do Holocausto, em Paris. Nesse Museu, existe um acervo que é o objeto de estudo da Karen no livro "Eu te escrevo de Auschwitz". Esse acervo documenta a chamada ✉ "Brief-Aktion (operação cartas). Esta consistia em obrigar os deportados a escrever cartas endereçadas à família ou aos amigos para tranquilizá-los quanto à sua situação. O conteúdo, curto, obrigatoriamente escrito em alemão, não poderia dar nenhuma informação pessoal. A fórmula consagrada resumia-se, geralmente, a algumas palavras: "Estou em um campo de trabalho e estou bem", com uma ou outra variação."


De setembro de 1942 até julho de 1944, foram registradas cerca de 5 mil cartas trocadas entre a França e a Alemanha pelos prisioneiros do Holocausto e seus familiares.


A operação era bem camuflada, então o estudo histórico não é nada fácil. Mas existe duas hipóteses sobre o funcionamento da operação, a primeira era a propaganda positiva da imagem dos campos e a segunda era conseguir encontrar mais judeus que estivessem escondidos.




✉ "O primeiro objetivo era mascarar a realidade por meio de informações relativamente tranquilizadoras que visavam acalmar as legítimas preocupações das famílias mais aflitas. Mas era também, acima de tudo, um meio de obter endereços para novas deportações."


Para proteger seus familiares e amigos, os prisioneiros endereçavam as cartas para amigos arianos que poderiam entregar as correspondências para o destino certo sem riscos.



A Karen selecionou algumas das cartas para contar a história de seus remetentes, ela reconstituiu a vida de cada um falando de onde a pessoa era, como foi presa, qual era sua profissão fora do campo e até, em alguns caso, como morreram. Ela também conta como era a relação das famílias com as cartas. ✉ "Para algumas famílias, essas cartas, embora sucintas, são os únicos depoimentos que restaram de um pai, de uma mãe ou até mesmo de um filho desaparecido nos campos, e são conservados como bens preciosos."


Uma das partes do livro, traz a cópia de cartas clandestinas, que não passavam por uma censura rigorosa, e exatamente por isso eram mais extensas, mais íntimas e por consequência, ainda mais dolorosas de ler.


✉ "A expressão "cartas clandestinas" não é totalmente apropriada, porque o caminho seguido por essas correspondências era oficial."


✍🏻"É muito difícil estar separado de minha pequena Popi e de você, não as ver, não poder abraçá-las, não poder ouvir minha pequena Popi viver, não vê-la brincar, não ouvi-la rir, falar, enfim, ser privado da maior alegria da minha vida. [...] Sim, minha querida, é a esperança de voltar a viver com vocês que me sustenta e me ajuda a suportar a vida atual, e espero que continue me sustentando no futuro."


A última parte do livro é composta por cartas que foram enviadas após a liberação dos prisioneiros. Apesar de livres, eles ainda aguardavam a deportação para voltarem para a França. E nesse intervalo de espera, escreveram cartas aos familiares. As cartas não sofreram mais censuras, então são bem detalhadas, contaram o que estavam sentindo, o que passaram e o que pensavam sobre o futuro. Alguns demonstraram sentimentos de vingança, o que é muito compreensivo, mas a maioria escreveu sobre o amor pela família e é muito gostoso de ler.


✉ "Cada nova carta é importante porque revela uma vida, uma existência, devolve a dignidade a uma pessoa que não é apenas um nome na Parede. Essas cartas nos oferecem uma ligação direta com os desaparecidos: escritas de próprio punho, elas relatam um fase de sua vida e constituem, infelizmente, os últimos vestígios de alguns deles."





Os objetivos dessa obra são: "revelar um aspecto desconhecido da história da Shoá, promover esses documentos e, ao mesmo tempo, honrar a memória das vítimas."


Ao meu ver, todos foram atingidos, é um livro incrível e agrega muito ao tema.


Você que gosta de ler sobre o tema da Segunda Guerra Mundial, esse livro é indispensával.
Profile Image for Amélie (Lune).
39 reviews
October 7, 2024
Ce livre met en lumière des témoignages émouvants et intéressants sur la seconde guerre mondiale et l'horreur des camps par un biais rare que sont les lettres. J'ai été impressionnée par le travail de recherche des historiens qui ont su raconter la vie des auteurs des lettres présentées dans cet ouvrage. Je ne crois malheureusement pas que l'Humain arrêtera les guerres, on oublie les horreurs et on les laisse recommencer. Mais si ce livre doit laisser une morale c'est de profiter de nos privilèges en temps de paix et de faire de notre mieux à notre niveau pour aider ceux qui en ont besoin.

"Vous ne saurez jamais apprécier assez ce que représentent la liberté et la possibilité de manger quand on a faim et de se couvrir quand on a froid." - Yvonne Lévy, survivante de Auschwitz-Birkenau et décédée en 2003 dans sa 101e année
Profile Image for Estela Peña Molatore.
188 reviews27 followers
August 16, 2022
Hay cientos de libros sobre el Holocausto, pero este se trata de la reciente revelación de la correspondencia que los presos enviaban a sus familiares en diferentes momentos de su reclusión. Le da un rostro más humano aún a la tragedia que marcó el destino de millones de personas.
Gran investigación, muy bien articulada y narrada de forma respetuosa, humana y conmovedora.

Tuve el privilegio de traducir esta obra.
Profile Image for Anaïs.
128 reviews
December 6, 2024
Ici pas de chapitres mais un découpage basé sur les personnes ayant écrit les lettres recueillies. Leurs parcours sont retracés, depuis le début de la guerre en général, avec le maximum de faits possibles. Pour certains, peu d'informations sont avérées, ce qui ajoute clairement à l'horreur de cette période. Dans cette configuration, deux choses sont frappantes : la personnalisation incessante de ces destins brisés, qui rendent les lettres et les vécus tellement plus réels que de simples généralités énoncés lors d'un cours d'histoire; mais aussi le fait de ne pas savoir. Parfois, on ne sait pas l'âge de la personne, parfois c'est les circonstances de sa mort que l'on ne sait pas, et d'autres fois, en fait, on ne sait que très peu de choses. Ce sont deux choses qui m'ont beaucoup marqué lors de la lecture, car je ne peux pas cautionner qu'une personne simplement ait été rayée de la surface de la Terre, comme ça, sans que personne ne garde trace.

🤐 L'autre facette extrêmement intéressante était bien sûr toute la première partie dédiée à l'opération de propagande appellée Brief-Aktion, dont je n'avais absolument jamais attendue parler. Une véritable enquête sur le sujet permet de montrer un autre volet de toute cette machination et cette opération si réfléchie et préméditée par les dignitaires nazies. Évidemment, cela met en exergue leur cruauté, mais c'est aussi une façon de montrer encore davantage le courage et la persévérance des personnes qui ont non seulement compris, mais surtout contourné le système officiel.
Profile Image for Raquel Cunha.
111 reviews2 followers
January 22, 2024
Um livro completamente diferente de todos os outros que já li sobre este tema. Apesar de mostrar a realidade vivida naqueles campos, mostra também a irrealidade que eram obrigados a passar cá para fora. É interessante ver que todo este esquema feito pelos Nazis (que poderia ser levado em boa conta) até porque estavam a deixar os prisioneiros terem acesso a cartas, encomendas e afins… não passa de mais um esquema manipulado em que tentam apanhar as pessoas pelas moradas que são enviadas as cartas, e tentam passar uma imagem contra tudo aquilo que as pessoas estão a viver lá dentro.
É também interessante ver em como os prisioneiros já massacrados pelos esquemas se apercebem disso e vão enviando mensagem em entrelinhas, e tudo mais…
Acho que o que mais choca são as palavras escritas por alguém que viveu com a morte lado a lado mas que acaba por escrever “estou bem de saúde”.
É importante ver os rostos de alguns, ouvir e ler as palavras deles, porque este livro que representa aquilo que parece um mundo irreal, foi uma da realidades mais chocantes de todos os tempos.
Profile Image for Danilo Lipisk.
260 reviews3 followers
May 16, 2023
Não é exatamente um livro histórico, mas sim um livro que presta homenagem às 22 pessoas que conseguirem se comunicar de “dentro do inferno” com seus familiares escondidos. Um livro tocante, pelas cartas, às vezes com poucas palavras, conseguimos sentir um parte da aflição e sofrimento destas pessoas. Recomendo, vale muito a leitura.
382 reviews1 follower
July 9, 2022
Um livro que é um documento antes de tudo . Coisas relacionadas ao Holocausto costumam ser muito dolorosas . Esta correspondência e assim também mas corrobora tudo aquilo que se descobriu sobre a maldade aviltante do esquema anistia em relação aos judeus.
Displaying 1 - 9 of 9 reviews

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