Alain Badiou, Ph.D., born in Rabat, Morocco in 1937, holds the Rene Descartes Chair at the European Graduate School EGS. Alain Badiou was a student at the École Normale Supérieure in the 1950s. He taught at the University of Paris VIII (Vincennes-Saint Denis) from 1969 until 1999, when he returned to ENS as the Chair of the philosophy department. He continues to teach a popular seminar at the Collège International de Philosophie, on topics ranging from the great 'antiphilosophers' (Saint-Paul, Nietzsche, Wittgenstein, Lacan) to the major conceptual innovations of the twentieth century. Much of Badiou's life has been shaped by his dedication to the consequences of the May 1968 revolt in Paris. Long a leading member of Union des jeunesses communistes de France (marxistes-léninistes), he remains with Sylvain Lazarus and Natacha Michel at the center of L'Organisation Politique, a post-party organization concerned with direct popular intervention in a wide range of issues (including immigration, labor, and housing). He is the author of several successful novels and plays as well as more than a dozen philosophical works.
Trained as a mathematician, Alain Badiou is one of the most original French philosophers today. Influenced by Plato, Georg Wilhelm Friedrich Hegel, Jacques Lacan and Gilles Deleuze, he is an outspoken critic of both the analytic as well as the postmodern schools of thoughts. His philosophy seeks to expose and make sense of the potential of radical innovation (revolution, invention, transfiguration) in every situation.
Junto con "La ética", este sutil opúsculo permite un genuino acceso (sencillo, teniendo en cuenta la complejidad del trasfondo filosófico de Badiou) a varios de los conceptos claves de la dimensión existencial, trascendental y política de la filosofía continental (aunque también podría extrapolarse a otras corrientes sapienciales, tales como el taoísmo, el zen y demás).
En este caso, Badiou busca ilustrarnos en el concepto de "Real", esto es, ¿Qué es el Ser? ¿Qué posibilidades tiene el libre albedrío, la existencia, la física, la creatividad, la innovación, la escucha? ¿En qué reposa la vibración incensante de lo que ES? Sí, aquí resuena el Vedanta y Parménides, Lao Tse y el Chamanismo, Nietzsche y Heidegger, Lacan y cada uno de nosotros. Y Badiou, conocedor de lo críptico (pues no se trata de mera racionalidad, sino de experiencia, de inmanencia, de intuición, de gnosis) de este concepto, sobre todo en su dimensión terapeútica (véase Lacan), anuda el concepto de una forma magistral para quien quiera entender.
Y quien no quiera entender, que no se preocupe. Puede seguir viendo la televisión, el mundo espectacular, encerrarse en placeres mundanos sin ningún interrogante o en formalizaciones forclusivas que le haga creer que ostenta la verdad.
o real é aquilo que frustra a representação; ou ainda, [...] o real, nesse caso, é o que vem assombrar o semblante [...]
[...] todo acesso ao real é também sua divisão. Não existe o real que se trataria de depurar do que não é ele, já que todo acesso ao real é imediatamente, e de maneira necessária, uma divisão, não apenas do real e do semblante, mas também do próprio real, visto que há um real do semblante. É o ato dessa divisão, por meio do qual o semblante é arrancado e ao mesmo tempo identificado, que podemos descrever como sendo o processo de acesso ao real. [...]
[...] Como o real é sempre aquilo que se descobre ao preço de que o semblante que nos subjuga seja arrancado, e como esse semblante faz parte da própria apresentação do real escondido, propus chamar de "acontecimento" esse gesto de arrancar a máscara, porque não se trata de algo interior à própria representação. É algo que vem de alhures, de um alhures interior, se assim podemos dizer, ainda que esse alhures seja dificilmente situável e, infelizmente, muitas vezes improvável. [...]
se o real só é acessível como arrancamento de seu semblante, então há necessariamente certa dose de violência no acesso ao real [...] De tal modo que, ao arrancar a máscara, dividimos o real, não o deixamos intacto diante de nós [...]; todo acesso ao real o fere.
Que tirar daí?
1: que só há conquista do real ali onde há uma formalização - pois, se o real é o impasse da formalização, é preciso que haja uma formalização. [...] O real supõe que tenha sido pensada e construída a forma aparente daquilo de que um determinado real é o real oculto [...]
2: a afirmação do real como impasse dessa formalização vai ser em parte a destruição dessa formalização. Ou, digamos, sua divisão.
Texto ok, relativamente curto e interessante, porém extremamente repetitivo. Li em algumas horas, com certa náusea. O tópico é bastante martelado, e tanto as considerações de Badiou sobre a idéia do "Real" político [cujo alicerce é fundamentalmente lacaniano] quanto seus comentários sobre o capitalismo/imperalismo/democracia liberal permanecem os mesmos, nada de novo.
Lido pra uma disciplina onde estamos discutindo diferentes conceitos de real. Badiou apresenta um ótimo ensaio, capaz de construir uma crítica radical ao real como revelação do escândalo ou acessado imediatamente pela intuição ou pelo conceito (e com uma interessantíssima crítica da maneira como o real emerge na análise para Lacan). Badiou é afiadíssimo nas críticas à subjetividade do capitalismo tardio e da "realidade" impositiva neoliberal. Também é certeiro na insistência da política comunista e o enfoque na abolição do Estado. Gosto muito das três interações, com Molière, Lacan e Pasolini. Concordo com muito do que leio, apesar de meus pés atrás com o platonismo, o lacanismo e o maoísmo de Badiou (a apologia ao "socialismo real" e o take sobre a "dialética afirmativa" também não me convencem). E apesar de grandes diferenças com o conceito de real que me parece mais interessante teoricamente (o conceito deleuziano), acho que Badiou apresenta um bom caso para seu conceito de real, apesar de achar problemática a proposta de uma "nova formalização". Uma boa, rápida e densa leitura.
Badiou riflette niente meno che sul rapporto tra reale e impossibile e lo fa in compagnia di Moliere, Lacan e Pasolini, giustapponendo democrazia (che fa rima con burocrazia) e comunismo, storia e impossibile. Preziosa soprattutto la riflessione sulla "umile corruzione" (desunta da Le ceneri di Gramsci di Pasolini) come chiave della nostra acquiescente adesione alla corruzione che ci governa. Saggio breve ma prezioso.
Il s'agit d'une réflexion sur le réel dans le monde contemporain occidental, monde dans lequel le réel souvent se trouve enfermé dans le domaine économique. Pour B. le problème principal est que le monde économique pense qu’il n'y a que le capitalisme et qu'il faut le préserver.
Pour B. le réel est le scandale, c'est à dire la chose que se trouve dernière le masque public. Donc, le réel est au dela de la normalité et il montre que l'impossible, en realité, est possible.
Le but de l'homme contemporaine est de lutter pour rendre possible çe que l'économie dit impossible, surtout l'égalité : en effet, l'égalité est une valeur démocratique qui est niée au bénéfice des règles du marché. Il faut lutter parce que l'Histoire ne travaille pas pour notre émancipation, comme chez Marx. Il faut prendre conscience de cette vérité et combattre afin d'obtenir una laternative à la democratie moderne.