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Reflexões sobre a vaidade dos homens (Clássicos da literatura mundial)

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Neste livro o autor faz reflexões sobre o comportamento dos indivíduos analisando a vaidade de vários pontos de vista, que considera a maior paixão da humanidade e motivo pela vivência superficial pautada pelo mostrar e não pelo ser, influenciando atitudes que transcendem a razão. As vaidades são a base da vida, dos limites humanos, das virtudes e o entendimento de todo o Universo na obra de Matias Aires.

135 pages, Kindle Edition

Published September 9, 2020

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About the author

Matias Aires

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Filho de José Ramos da Silva e de sua mulher Catarina de Orta, Matias Aires Ramos da Silva de Eça (em grafia antiga, Mathias Ayres Ramos da Silva d'Eça) nasceu em São Paulo, na Capitania, depois Província e hoje Estado de São Paulo, Brasil. Foi Cavaleiro da Ordem de Cristo e Provedor da Casa da Moeda de Lisboa, obtendo e sucedendo neste emprego a seu pai, José Ramos da Silva, por sua morte. Foi Bacharel em Filosofia pela Faculdade de Ciências e Mestre em Artes pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Formou-se numa Universidade Francesa em Direito Civil e Canónico. Fez estudos de Matemática e Ciências Físicas. Conhecia o Hebraico e outras línguas.

Em 1716 seus pais se mudaram para Portugal, e Matias Aires ingressou no Colégio de Santo Antão. Em 1722, estudou nas Faculdades de Leis e de Cânones de Coimbra, onde recebeu o grau de Licenciado em Artes, graduando-se mais tarde na cidade de Baiona, na Galiza.

Foi notável literato e naturalista e grande amigo do malogrado António José da Silva, o Judeu, que procurou ardentemente salvar da fogueira, o que não conseguiu.

Escreveu obras em Francês e Latim e foi também tradutor de clássicos latinos. É considerado por muitos o maior nome da Filosofia de Língua Portuguesa do seu tempo.

Em Reflexões sobre a Vaidade dos Homens, cuja primeira edição é de 1752, o autor tece suas reflexões a partir do trecho bíblico extraído do Eclesiastes: Vanitas vanitatum et omnia vanitas, ou seja, "Vaidade das vaidades, tudo é vaidade". Como um dos exemplos da vaidade dos homens, é citada a sumptuosidade dos mausoléus.

Inocêncio Francisco da Silva informa no seu dicionário que "Quanto à data de seu óbito é por ora ignorada, sabendo-se contudo que já era falecido no ano de 1770". Ernesto Ennes informa data de 10 de dezembro de 1763, a partir de documentação comprobatória. O Dicionário Biobibliográfico de Autores Brasileiros informa a mesma data.

“A ambição dos homens por uma parte, e pela outra a vaidade, tem feito da terra um espetáculo de sangue: a mesma terra que foi feita para todos, quiseram alguns faze-la unicamente sua".

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