He came from a poor family with his mother being a "washerwoman." In youth he took a series of odd jobs and had an erratic education until he attended the university in 1941. In 1945 he graduated and by 1964 was a full professor in sociology. In that same year he won the Prêmio Jabuti. In 1969 he fled to Canada for political reasons and began to teach at the University of Toronto. In 1973 he returned to Brazil and became involved in the Partido dos Trabalhadores. At 75 he died of an embolism.
4 estrelas por saber que aproveitaria mais a leitura se tivesse maior bagagem marxista. O (ótimo) didatismo do texto nem sempre consegue contornar a complexidade de alguns dos temas e isso foi um entrave na compreensão.
Estava quase afirmando que é um livro mais sobre Estado do que sobre autoritarismo, até me dar conta de que a premissa é justamente de que essas coisas (o autoritarismo e o Estado) estão indissociáveis no sistema capitalista. Assim, diria que num curso de "crítica marxista à teoria geral do Estado" seria leitura obrigatória.
A análise e crítica do Welfare State é bastante destrinchada, considero que seja um dos pontos mais marcantes do texto. Junto dela, também elencaria os apontamentos sobre o contexto necessário para a existência de um processo revolucionário - que simplifiquei na minha cabeça pela máxima "revolução não é receita de bolo".
O livro é do final dos anos 70 e não sinto que isso seja um motivo que prejudique a qualidade dos apontamentos. Mas, um incômodo (ou provocação?) que permanece comigo nesse sentido vem justamente do quadro de referências socialistas hoje ser outro. Simplificando (bastante): a revolução russa (a URSS), que é ponto colocado como central na transição para o socialismo, já não existe mais.
Por esses motivos, talvez, me pareça que o livro segue ainda mais forte na sua leitura do capitalismo, mas um pouco ultrapassado no realismo/otimismo com a possibilidade de mais revoluções.
Não se deixe enganar por esse livro tão curtinho, que aparentemente da para ser estudado em uma “sentada”. Esse livro do Florestan me deixou várias vezes com uma leve dor de cabeça e fazendo com que eu o lesse em voz alta, para que eu pudesse entendê-lo melhor.
Um livro muito completo que, apesar de ter sido ‘escrito’ no final dos anos 70, traz uma leitura bem atual do que estamos vivendo na política atual, tanto nacional quanto internacionalmente.
Uma obra prima que, sim, da muito ttrabalho de estudar, mas que te recompensa na mesma medida.
Apontamentos sobre a “Teoria do Autoritarismo”. | Florestan
Seguindo minhas abordagens mediante ao post anterior, esse é o primeiro de alguns livros de minhas futuras releituras dos clássicos sociológicos (leitura técnica) no “eventual” projeto de leituras. Minha Intenção é promover uma imersão reflexiva desses escritos, “absorver” de forma minuciosa o arcabouço teórico de autores nacionais e internacionais.
Achei interessante iniciar minhas releituras pelo livro do Florestan Fernandes, tenho uma profunda admiração pelos seus escritos. Acredito que o título está bem sugestivo ao período sombrio em que estamos atravessando, livro intitulado como “Apontamentos sobre a Teoria do Autoritarismo”. O livro foi publicado pela “expressão popular”, foi uma das primeiras aquisições que fiz da editora.
O aprofundamento que consiste no trabalho intelectual de Florestan Fernandes do livro referente ao post, são reuniões de textos e anotações em um curso de graduação na PUC-SP. No livro ele fez apontamentos sobre o condicionamento autoritário, com funcionalidades rígidas, servindo como bases estruturais ao regime fascista e ao sistema liberal, fomentando o alcance capitalista e suas consequências desastrosas.