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História Social do LSD no Brasil

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Em História social do LSD no Brasil, Júlio Delmanto analisa os detalhes do primeiro processo judicial por tráfico de dietilamida do ácido lisérgico no país, ocorrido treze meses depois do endurecimento da ditadura pelo AI-5. O livro percorre o longo caminho entre a descoberta do LSD na Suíça, em 1943, e a prisão de um jovem artista na cidade de São Paulo, em 1970, caso atravessado por episódios de tortura e sensacionalismo jornalístico. Nesse trajeto, o autor aborda os primeiros usos da substância Brasil — em pesquisas científicas que, já nos anos 1950, buscavam investigar os efeitos da nova droga sobre a mente humana — e os antecedentes políticos e sociais que fizeram do ácido um ícone da contracultura nas décadas de 1960 e 1970, tendo papel catalisador em movimentos artísticos que influenciaram gerações.

436 pages, Paperback

Published August 1, 2020

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Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for yagho szulik.
76 reviews3 followers
March 5, 2024
MUITO bom. muito bem escrito e conduzido. o autor passa a maior parte do livro contextualizando a contracultura e o uso de LSD no brasil e no mundo, para, no maior capítulo do livro, chegarmos ao mote principal da pesquisa — o primeiro processo judicial por tráfico de LSD no brasil. super acessível, portador de reflexões muito importantes para entendermos a progressiva e arbitrária demonização, tanto midiática quando estatal, do ácido lisérgico.
Profile Image for Carol Guandalin.
3 reviews
March 14, 2021
Obra-prima para quem se interessa por história do Brasil, ou história do LSD, ou história da contracultura (com um enfoque primoroso na cena brasileira!) ou simplesmente história. Citando um trecho das considerações finais:
Creio que o trabalho do historiador é traduzir essas histórias numa narrativa coerente, que ilumine fatos, reflexões e conexões, que rememore trajetórias esquecidas ou perdidas, mas que também abra portas para novas investigações, questionamentos, inquietações, descobertas.

De fato, Júlio Delmanto se sobressaiu nesse aspecto.

Fazendo um paralelo com o xará estrangeiro Acid Dreams: The Complete Social History of LSD: The CIA, the Sixties, and Beyond (Martin Lee e Bruce Shlain), esse livro se destaca, assim como Acid Dreams, pela riqueza de material e fontes disponíveis - depoimentos, pesquisa aprofundada em acervos, lista impressionante de referências e entrevistas. Uma aula completa sobre como o moralismo da época, com seus valores familiares deturpados, machismo escancarado e burrice sem precedentes (chamando usuários de LSD de viciados, mencionando como essa droga acarreta dependência física e psíquica, "sacando dados sabe-se lá de onde" e utilizando a cabeleira hippie como um flagrante), influenciou esse processo judicial específico, mas que explicita o modus operandi dos métodos jurídicos e policiais no Brasil durante o pleno vigor do AI-5.

Vendo os eventos de perto, numa escala menor, mais aproximada, eles falam por si sós no sentido de levantarem outras discussões e reflexões sobre a forma que justiça, polícia e imprensa funcionavam durante a ditadura militar. Além disso, analisar e organizar as diferentes versões para os mesmos fatos nos propicia um ótimo material para a reflexão historiográfica, para vermos diante de nossos olhos o processo de constituição e interpretação das fontes a partir dos interesses de quem as produziu e, ocasionalmente, analisa, posteriormente.

De fato, o livro nos informa sobre "a mídia e suas informações absolutamente conflitantes, estereotipadas e muitas vezes aleatórias", atentando-nos para o absoluto cuidado que devemos ter com as informações que chegam até nós e como identificar os preconceitos imersos nas notícias pode não ser trivial quando estamos imersos em um contexto social e histórico específico. Isso mostra como é importante a profissão de um historiador e como precisamos aprender com a história, para evitarmos falácias do nosso tempo.

Finalmente, também recomendo este livro para quem está permeado de preconceitos com relação às drogas, uma vez que os estereótipos em torno do seu consumo são frutos da propaganda proibicionista arbitrária e de repressão moralista, as quais veem tais substâncias como um risco à moral e bons costumes e seus usuários como agentes de corrupção da juventude, uma vez que associam tais pessoas àqueles que põe em xeque o sistema deturpado em que vivemos, trazendo caos à ordem vigente.
Profile Image for André Müller.
14 reviews
August 20, 2023
Acabei depois de meses por pura procrastinação, o que não diz respeito à qualidade do livro. Muito bem escrito, esse estudo historiográfico é indispensável para quem se interessa pela história da contracultura no Brasil.
Displaying 1 - 3 of 3 reviews

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