Impressionante uma FM que nasceu há quase 40 anos ainda ser citada, debatida e comentada por pessoas de várias idades, inclusive e especialmente as que sequer eram nascidas quando ela surgiu e, obviamente, têm muita curiosidade em conhecer os bastidores da “Maldita”. Este relato foi feito na segunda metade de julho de 2019, quando dois filmes de longa-metragem sobre a rádio são finalizados. “Aumenta que é Rock and Roll”, de Tomas Portella, uma ficção de L.G. Bayão baseada neste livro, e o documentário “Maldita”, de Tetê Mattos. Este livro é um tributo emocionado, um testemunho opinativo assumidamente passional e crítico sobre um marco da história do rádio latino-americano.
Bem mais uma biografia do criador do que, necessariamente, do biografado.
Para quem já conhece as colunas do LAM nos jornais daqui de Niterói, a escrita dele é assim mesmo. Mas é difícil ignorar e não se incomodar com a narrativa inflada e a verborragia em caso de textos extensos. E sim, a arrogância aqui e ali ajuda bastante nisso.
O que a Radio Mundial foi para minha irmã, a Fluminense FM significou para mim. Enquanto ela ouviu a morte de Lennon por lá, eu nunca vou me esquecer o choque que foi ouvir a notícia da morte de Kurt Cobain por uma das locutoras que, infelizmente, não lembro o nome agora e não quero ser injusta.
Pensei que fosse abranger até anos 90, a pá de cal final, porque a participação da fluminense nos Hollywood Rock foi bem forte. Nenhuma rádio poderia ser mais atuante no período do movimento Grunge do que a Fluminense, o que fica parecendo ser mais uma biografia do LAM do que biografia de fato da rádio, mas ele não teve coragem de expor isso.