Uma viagem ao alcance de todos, para fazer sozinho, em família ou com amigos.
Na sua mais recente viagem, Gonçalo Cadilhe aventurou-se por percursos que todos pensamos conhecer, mas ainda com muito por explorar. Foram 8 dias de caminhada, 200 km de distância entre Lisboa e Coimbra, 25 km por dia, deixando se deslumbrar pelos encantos do nosso país.
Ao percorrer trilhos de outros tempos, o autor evoca o período medieval, relembra como se caminhava há mais de oitocentos anos e reitera como ainda temos tanto a descobrir em Portugal.
A caminhada de Gonçalo Cadilhe, inspirada na viagem que o jovem Santo António terá feito no início do século XIII, por bosques e planícies bem no coração de Portugal, atravessa várias dimensões da atividade física à componente espiritual, da reconstrução histórica à (re)descoberta das belezas no nosso país.
Gonçalo Cadilhe é um viajante, jornalista e cronista português. Cadilhe nasceu na Figueira da Foz em 1968 e é licenciado em Gestão de Empresas. Viajar é a sua paixão e nos últimos anos esteve envolvido em vários projectos pessoais em colaboração com o jornal Expresso. O viajante português lança as crónicas das suas experiências por esse Mundo fora e publica-as semanalmente na revista Única.
As crónicas das suas viagens foram posteriormente publicadas em livro, de que são exemplo Planisfério Pessoal, A Lua Pode Esperar, África Acima e Nos Passos de Magalhães[1].
Para além disso é cronista também nas revistas portuguesas Blitz e Surf Portugal.
Uma das suas paixões é o surf, que pratica regularmente.
Desde 2008 Gonçalo Cadilhe é líder de viagem da agência Nomad - Evasão e Expedições
Antes de iniciar a leitura deste livro e depois de ler a sua sinopse, fiquei com imensa vontade de fazer este percurso de Lisboa a Coimbra, os passos que Santo António terá seguido quando ainda era jovem e percebeu que queria ser missionário e não estar em clausura num mosteiro, tal como Gonçalo Cadilhe decidiu replicar durante 8 dias e que documenta neste “Por Este Reino Acima”.
Bonito. Conseguiu transportar-me para diferentes momentos dos vários caminhos que já realizei. E partilho da mesma visão sobre o trekking em Portugal. Acredito que este livro se encaixe perfeitamente em qualquer pessoa, quer já tenha experienciado ou não um caminho. Ao ler, facilmente imaginamos o caminho que o próprio percorreu e as suas análises ao país/sociedade, assim como os seus pensamentos, dão um toque especial ao livro.
Leitura agradável de um texto que permite visualizar o trajecto, imaginar os transeuntes. A estória dentro do relato da caminhada é verosímil e boa para o entremear. Quantas vezes é usado o adjectivo "homeopático" 😁? Os comentários críticos são reflexo dum pensar próprio e têm o valor que se lhes quiser dar. A reler qualquer dia.
Bof, bof! Os textos em itálico onde o autor-viajante imagina os diálogos de Fernando/António com Sisnando sabem a muito pouco. Faltou imaginação para recriar um passado de que pouco ou nada se sabe. O livro não conseguiu levar-me a viajar até ao tempo de Sto António!