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Redacções da Guidinha
"O amor é uma coisa que há em Coimbra quando os estudantes tocam guitarra e passeiam com umas coisas que há lá e que eu não sei o que são chamadas tricanas mas depois os estudantes acabam os exames e vêm para Lisboa e não pensam mais no amor e casam eu sei estas coisas porque oiço o rádio da vizinha que está sempre a tocar muito alto mas não conheço ninguém que tivesse guitarra em Coimbra e por isso não sei muito bem o que é o amor e a que sabe mas sei outras coisas porque sou de Olhão como diz a minha professora que é a D.Eugénia..."
Durante muitos anos esgotado, As Redacções da Guidinha é uma compilação de algumas das melhores crónicas de crítica social escritas por Luís de Sttau Monteiro e publicadas, entre 1969 e 1970, no Diário de Lisboa.
Um conjunto de saborosas crónicas de crítica de costumes, na forma de redacções escritas por uma adolescente - a Guidinha, que liberta das amarras da pontuação, ao sabor do seu espírito ingénuo, mas observador e arguto, nos lança, com apuradíssimo sentido das contradições sociais, para a evidência, umas vezes confrangedora outras vezes risível, da natureza e da condição humanas.
Durante muitos anos esgotado, As Redacções da Guidinha é uma compilação de algumas das melhores crónicas de crítica social escritas por Luís de Sttau Monteiro e publicadas, entre 1969 e 1970, no Diário de Lisboa.
Um conjunto de saborosas crónicas de crítica de costumes, na forma de redacções escritas por uma adolescente - a Guidinha, que liberta das amarras da pontuação, ao sabor do seu espírito ingénuo, mas observador e arguto, nos lança, com apuradíssimo sentido das contradições sociais, para a evidência, umas vezes confrangedora outras vezes risível, da natureza e da condição humanas.
112 pages, Paperback
First published January 1, 2003
About the author
Luís de Sttau Monteiro
18 books37 followersAt the age of 10, he left to London, with his father, which was a portuguese ambasssador.
He comes back in 1943 at the time his father was fired by Salazar.
Sttau Monteiro got an advocate degree in Lisbon and only practiced his profession for a short amount of time.
He leaves again to London, becaming a Formula 2 racer.
He comes back to Portugal and be part on numerous publications, as Almanaque magazine or A mosca in Lisbon's Diary.
In 1961 he published the play Felizmente há Luar! (engl: Finally there is Moonlight!), being distinguished with the Theater's price. The play was censured and prohibited by the fascist regime.
Only in 1978, the above play was annouced in the Nacional Theater. 160 000 copies were sold.
Sttau Monteiro was arrested by the fascist police (PIDE) in 1967 after the publishment of the plays A Guerra Santa (engl: The Holy War) and A Estátua (engl: The Statue), satires against the fascist regime and the colonial war.
In 1971 he wrote the novel Agarra o Verão, Guida, Agarra o Verão (engl: Hold the Summer, Guida, Hold the Summer), which was adapted to tv through the soup opera Chuva de Areia (engl: Sand Rain) in 1982
He comes back in 1943 at the time his father was fired by Salazar.
Sttau Monteiro got an advocate degree in Lisbon and only practiced his profession for a short amount of time.
He leaves again to London, becaming a Formula 2 racer.
He comes back to Portugal and be part on numerous publications, as Almanaque magazine or A mosca in Lisbon's Diary.
In 1961 he published the play Felizmente há Luar! (engl: Finally there is Moonlight!), being distinguished with the Theater's price. The play was censured and prohibited by the fascist regime.
Only in 1978, the above play was annouced in the Nacional Theater. 160 000 copies were sold.
Sttau Monteiro was arrested by the fascist police (PIDE) in 1967 after the publishment of the plays A Guerra Santa (engl: The Holy War) and A Estátua (engl: The Statue), satires against the fascist regime and the colonial war.
In 1971 he wrote the novel Agarra o Verão, Guida, Agarra o Verão (engl: Hold the Summer, Guida, Hold the Summer), which was adapted to tv through the soup opera Chuva de Areia (engl: Sand Rain) in 1982
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Community Reviews
Displaying 1 - 4 of 4 reviews
June 7, 2020
3.5*
Narrado por uma criança muito reguila, este livro tem um humor crítico para com a época e a condição social.
Narrado por uma criança muito reguila, este livro tem um humor crítico para com a época e a condição social.
November 20, 2025
Na verdade, foi uma releitura. Gostei de voltar a este universo da Guidinha, simultaneamente satírico e ingénuo. Uma viagem no tempo até à "crise" dos tempos da primavera marcelista. A fazer lembrar as sucessivas crises (ou a crise permanente?) que o nosso país vai suportando...
April 18, 2018
Em dois dias despachei este livro. Não é de difícil leitura, o que não deixa de ser um pouco estranho, pois não tem pontuação nenhuma. E ainda se queixam de que o Saramago só usa pontos e vírgulas! Quem o faz, se lesse este livro, cortaria os pulsos, por mais esta facada (e precoce, por ter sido feita entre 1969-70) no Português escrito.
No geral gostei bastante, porque me pareceu um fantástico exercício de escrita que, apesar de parecer simples de fazer, não o é. As crónicas imitam as redacções de uma menina lisboeta que anda na escola (primária?), muito travessa e que está sempre a levar bumba no toutiço por isso mesmo.
De Sttau Monteiro só conhecia Felizmente Há Luar, que li quando andava no 12º ano e por isso foi interessante conhecer mais um pouco do que ele nos legou. Não será um dos escritores maiores da literatura portuguesa, mas sem dúvida que foi importante na denúncia dos actos nefastos do Estado Novo através das suas críticas veladas. Também nestas crónicas escritas com humor, não deixa de haver sátira à maneira de ser portuguesa e ao contexto social e político de finais dos anos 60. Gostei.
No geral gostei bastante, porque me pareceu um fantástico exercício de escrita que, apesar de parecer simples de fazer, não o é. As crónicas imitam as redacções de uma menina lisboeta que anda na escola (primária?), muito travessa e que está sempre a levar bumba no toutiço por isso mesmo.
De Sttau Monteiro só conhecia Felizmente Há Luar, que li quando andava no 12º ano e por isso foi interessante conhecer mais um pouco do que ele nos legou. Não será um dos escritores maiores da literatura portuguesa, mas sem dúvida que foi importante na denúncia dos actos nefastos do Estado Novo através das suas críticas veladas. Também nestas crónicas escritas com humor, não deixa de haver sátira à maneira de ser portuguesa e ao contexto social e político de finais dos anos 60. Gostei.
February 17, 2020
Sttau Monteiro escreveu estas crónicas humorísticas em 1969 e 1970. A sua Guidinha é, como a Mafalda de Quino, uma jovem cheia de perguntas e indignações. Várias são hilariantes e até surpreende como passaram na censura, talvez por serem tão inopinadas e inesperadas. Estão lá as fomes, a violência doméstica, o machismo e a ditadura por detrás de cada gargalhada.
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