No ano de 3.450, graças à constante inovação da biologia sintética e a implantação de um projeto que não somente cataloga todos os nascimentos ao redor do globo terrestre como também analisa possíveis alterações de comportamento celular a fim de identificar e tratar doenças severas, a humanidade se ergueu a um patamar em que quase não existe mais doenças ou o que, séculos antes, as pessoas classificavam como diversidade.
Tudo o que está além da compreensão ou que desafia os moldes de sociedade perfeita estabelecidos pelo Novo Governo precisa ser exterminado ou, como preferem dizer, abolidos.
Marcelo cresceu em uma época em que jamais deveria ter sequer dado as primeiras pulsações, afinal é ruivo e tem a Síndrome de Down, duas características proibidas nesse Novo Mundo. E, após a morte suspeita da sua mãe, ele precisa estabelecer contatos com pessoas desconhecidas a fim de se manter vivo enquanto luta contra um sistema que não pode ver, mas que parece observá-lo a todo tempo.
Clayton De La Vie, nascido em São Paulo/SP em 22 de agosto de 1994, é um romancista e maquiador brasileiro. Sua escrita é caracterizada por uma narrativa envolvente e descritiva, que aborda temas complexos como amor, violência, política e autenticidade. A habilidade de De La Vie em criar diálogos realistas e desenvolver personagens com profundidade emocional contribui significativamente para a imersão dos leitores em suas tramas.
Além disso, o autor se destaca pela utilização de metáforas e reflexões filosóficas em sua obra, buscando provocar questionamentos e estimular a reflexão sobre questões sociais, raciais, de gênero e existenciais. A mescla de elementos de suspense, drama e crítica social em sua escrita cria uma atmosfera densa e instigante, cativando o público e gerando impacto.
Clayton De La Vie ficou conhecido em 2020 por iniciar o movimento biopunk no Brasil, trazendo à tona discussões sobre tecnologia, corpo e identidade em um contexto futurista e provocativo. Seus trabalhos mais famosos são ‘O Último Ruivo’, ‘Seres do Além’ e ‘Aliens, A Terra Não é Só Os EUA’.
No ano de 3.450, graças à constante inovação da biologia sintética e a implantação de um projeto que não somente cataloga todos os nascimentos ao redor do globo terrestre como também analisa possíveis alterações de comportamento celular a fim de identificar e tratar doenças severas, a humanidade se ergueu a um patamar em que quase não existe mais doenças ou o que, séculos antes, as pessoas classificavam como diversidade.
Tudo o que está além da compreensão ou que desafia os moldes de sociedade perfeita estabelecidos pelo Novo Governo precisa ser exterminado ou, como preferem dizer, abolidos.
Marcelo cresceu em uma época em que jamais deveria ter sequer dado as primeiras pulsações, afinal é ruivo e tem a Síndrome de Down, duas características proibidas nesse Novo Mundo. E, após a morte suspeita da sua mãe, ele precisa estabelecer contatos com pessoas desconhecidas a fim de se manter vivo enquanto luta contra um sistema que não pode ver, mas que parece observá-lo a todo tempo.
Análise:
A premissa do livro é bem intrigante, me lembrou de início Admirável mundo novo, 1984 e o filme "O Show de Truman". Acredito que seja as fontes de referências do escritor para escrever sua obra.
O livro aborda temas bem pertinentes, como a nossa privação de liberdade, a manipulação genética, as diferenças e o autoritarismo. Entretanto, é nesse ponto que vejo que o livro peca, ele vai para um caminho óbvio, ao meu ver, não que isso seja ruim, porém, eu esperava uma profundidade maior quando achei que se tratasse de projeto de biologia sintética.
Outro ponto que me incomodou foi eu não consegui me identificar com nenhuma personagem, não teve aquela conexão o livro inteiro.
É um livro bom, e acho que o escritor tem um caminho frutífero a se trilhar no futuro.