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O diário da Turma 1976-1986: a história do rock de Brasília

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Sobre a primeira edição, em 2001, assim se expressou Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial, e um dos personagens deste diário:
Todo mundo acha que a sua adolescência foi especial. Todo mundo acha que ninguém mais vai entender a intensidade do que aconteceu. Parte da graça está aí: um entusiasmo impossível de traduzir em palavras. É hora de ação, não de se preocupar em entender ou explicar. Isso fica pra depois. Bem depois. O ideal é esperar alguns anos, olhar pra trás e, com a isenção do tempo, fazer um balanço.
É lógico que isso é uma missão quase impossível. Como não cair numa tentação nostálgica? “A meus anos dourados...” ou algo assim?
Paulo Marchetti responde a essa pergunta, condensando as aventuras de seus amigos. Se todas as adolescências são iguais, às vezes calha de numa só turma todos resolverem, de algum modo, ser artistas. Às vezes calha de o país estar vivendo simultaneamente uma profunda transformação política. O sentido de urgência da juventude, às vezes, parece conduzir o país.
Todos queremos mudar o mundo, e em alguns momentos achamos que realmente dali em diante tudo será diferente.
No final, o país pode não ter mudado muito. No final, era só a adolescência de mais uma turma. Mas não duvide: ao menos esse povo sabia se divertir.

227 pages, Paperback

First published January 1, 2001

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Paulo Marchetti

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Profile Image for Matheus Augusto.
14 reviews
December 3, 2022
O Diário da Turma nos traz um importante registro da história de um movimento que marcou Brasília nos anos 70 e 80 até ganhar projeção nacional. A história é contada pelos próprios entrevistados, com adições pontuais de Paulo Marchetti no início de cada capítulo, para contextualização. Ao ler as histórias, nos sentimos como alguém numa roda de amigos que relembram os velhos tempos.

Nela, acompanhamos a Turma da Colina, que se reunia para ouvir e tocar músicas, influenciadas pelos discos e fitas punk vindas de colegas do exterior. A música, fator central de todo o livro, é uma rota de escape para os jovens de uma jovem Brasília, ainda em formação e com poucas opções de lazer. O movimento, que depois se ampliou para outras regiões da cidade, mostra uma forma de se ocupar a cidade, driblar o tédio e criar uma identidade própria para uma Brasília povoada por pessoas de diferentes locais.

De um ponto de vista pessoal, como um brasiliense nascido já após todo o movimento, é interessante ver histórias de Brasília de uma época anterior, já bem diferente da atual. Também é curioso ver as histórias das bandas que cresci ouvindo, entendendo todo o processo de sua formação. O tempo pode até ter passado, mas a Turma deixa de herança a música e uma nova cara para Brasília.
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