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Lilith - A Mulher Primordial

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A cisão arquetípica do anjo e demónio.

O nosso mundo ocidental encontra-se dominado e dividido por uma dicotomia profunda da Mulher que tem a sua origem na Bíblia, portanto desde há cerca de 5 mil anos. Tudo o que é anterior foi votado ao esquecimento e ao descrédito, vive nos escombros da nossa memória colectiva.

Lilith é a Primeira Mulher, aquela que foi banida da história do homem porque não aceitou o seu domínio e foi perseguida como um demónio. Só após a rebelião desta Mulher Original é que surgiu Eva, a partir da costela de Adão. Foi a esta mulher inferior que a Serpente do Paraíso deu a comer a maçã do conhecimento. Mas essa Serpente não era senão Lilith, a parte da mulher que ficaria para sempre reduzida à sua sombra e condenada a viver no exílio da nossa psique, enquanto Eva serviria o homem e a comunidade patriarcal, sujeita às suas leis e às suas normas.

O trabalho da mulher consciente da sua cisão deve ser encontrar a totalidade em si mesma, realizar-se enquanto mulher integral, abandonar a visão da mulher secularmente dividida em duas e que vive uma crucificação de si mesma. Esta divisão manifestou-se mais tarde sob a forma de Maria, a Virgem Mãe no altar, e Maria Madalena, a a santa e a prostituta. A mulher comum sofre este dilema e, quando julga ter entrado no mundo da espiritualidade, cai na armadilha da realização espiritual, não tendo integrado a totalidade da sua psique, sofrendo assim desestruturações graves no plano mental e emocional (histeria, bipolaridade, fibromialgia, depressões, etc., e todo o tipo de doenças auto-imunes e psicossomáticas).

Tal acontece devido a uma rejeição sistemática e sistémica da sua natureza fulcral enquanto mulher matriz e telúrica, ligada ao instintivo, ao sensual-sexual-mediúnico, que são inibidos pelo crivo da moral judaico-cristã que a condena, arriscando-se a nunca mais se encontrar na sua totalidade, continuando a anular a parte do seu ser que é a Mulher Original, ligada à Terra-Mãe e ao culto da Deusa, o que, em última análise, é prejudicial para a evolução do próprio planeta.

Sem uma verdadeira identidade feminina de base, a Mulher Cálice, a Rainha e a Musa, jamais se encontrará na sua plenitude. Só através da integração do Princípio Masculino e do Feminino poderão os homens e as mulheres realizar-se, estando ambos conscientes das suas diferenças a nível biológico e psíquico. À mulher que assim o permitir, este livro poderá acender o fogo de Lilith e a consciência da Mulher Primordial, Aquela que pode verdadeiramente transformar o mundo!

245 pages, Paperback

Published January 1, 2020

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About the author

Rosa Leonor Pedro

3 books1 follower

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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Ana Reis.
Author 6 books87 followers
October 27, 2022
Num estilo que se apoia muito num fluxo de consciência e muito pouco em factos, a autora leva-nos a explorar a essência da mulher primordial. Contudo, apesar de lermos sobre essa verdadeira mulher vezes incontaveis, pouco ou nada a ficamos a conhecer.
Este livro é um ensaio em negativo, em que nos é dada a tarefa impossivel de conhecer essa mulher primordial explorando aquilo que ela não é. Ela não é a mulher moderna, que vive numa ilusão de falsa liberdade sexual. Ela não é a mulher erudita que singra num mundo racional desenhado por homens para homens. Ela não é a mulher forte que não precisa de homens. Ela não é uma mulher trans. Nem sequer uma mulher lésbica.
Discordo de muitas das ideias que são apresentadas de forma crua neste livro. Mas discordo especialmente de um feminismo que exclui mulheres trans. Um feminismo que exclui o poder de escolha da propria mulher. Um feminismo que nega a propria diversidade da essência de cada uma de nós. Porque a natureza humana é fluida, e depois de tantas tentativas de criticar aquilo que a mulher é nos dias de hoje, senti que não sobrou espaço para imaginar essa mulher primordial.
Não imaginei que um dia fosse ler um livro tão incontornavelmente anti-feminista. Peguei nele na esperança de ficar a conhecer o mito de Lilith, mas pousei-o com um desgosto incrivel ao ver ideias reducionistas desta dimensão a serem publicadas em Portugal.
Profile Image for Morgana.
1 review
March 4, 2021
No início estava a gostar bastante. Todavia, a partir do segundo capítulo começou a tornar-se repetitivo. Se a intenção da autora era a interiorização da mensagem, por parte do leitor, através da repetição de conceitos, ao exemplo d'O Segredo, não foi bem sucedida; na medida em que a uma dada altura, já parecia que estava a ler páginas repetidas.
O despertar da mulher primordial não é conseguido, a meu ver, por este método de escrita em que nada é dado como ferramenta ao leitor, nem há um apontar de caminho para aqueles que o procurarem com a leitura da obra.
Profile Image for Valéria.
126 reviews26 followers
Read
January 23, 2023
I am being blatantly honest with you all when I admit that I did not read this book in its entirety.

It catched my eye while searching some books at my local bookstore to the point where I ended up switching the initial Napoleon biography I was going to buy for it (now in retrospect not one of my wisest decisions).

Lilith has always been a really captivating mythical figure from my perspective, to read a whole book dedicated to her image and her presence in womanhood was a jackpot that I could not lose.

I began reading the book quite excited, the way the author portrays the disconnected and fragmentary state of modern womanhood as defined according to what role it may take in relation to any sort of traditional masculine counterpart was something that went straight to the heart.

The dichotomy of the Whore and the Saint, the reality of the demolition of Feminine centred worship with the rise of Abrahamic religions that reinforced a patriarchal system upon human social and economic organisation, the necessity of recognising the inability of being truly ourselves when abiding to one sole role that is laid down not by our will but that of those that we are seen as supposed to be subservient to.

As I said previously, an interesting book in the beginning, there were some vocabulary choices that I ignored during the first stages in order to attempt to enjoy the work as much as I could, until it began to become quite unbearable.

The repetition is everywhere, I believe that perhaps it is simply a consequence of the stream of consciousness style adopted throughout the book, but it came to the point where so much was written and yet it was simply another mixture of the same 7 concepts that the author did not even graced us with her own definition of.

There is of course the exclusion of trans woman due to the extremely genitalia centred narrative portrayed which made me quite uncomfortable, not only of course due to its exclusionary nature but also due to my personal view that something as sacred as womanhood cannot be solely defined according to human anatomy.

I knew it was time to close the book by the moment the author said more witches were burned in the Witch Hunts than Jews were killed in the Holocaust.

Still I prevailed and skimmed a bit through the rest of the work to see whatever I could obtain as a surplus for my labour as a reader.

Not anything of extremely enlightening impact but… uh… interesting in some manners? I presume?
Profile Image for Sandra Paula.
16 reviews1 follower
September 5, 2022
Este livro chama-nos para uma grande evolução, a nós Mulheres!
Mas é antes de mais uma evolução interna.
É um murro no estômago, mas fez muito sentido para mim, só não sei se estava preparada. Sim é repetitivo, sim levanta questões cujas respostas são difíceis e se calhar cada uma de nós tem as suas respostas.
É um caminho.... Ganhei uma nova perspetiva de um assunto bem importante: a condição da Mulher.
Profile Image for Jess.
28 reviews
May 15, 2025
DNF
queria saber mais sobre Lilith, talvez, sim, saber como ser um pouco mais como ela, corajosa, incontrita, profundamente por mim e por todas as mulheres, e tive de desistir. A dificuldade em entrar no livro, quando o tema me é tão querido deve-se essencialmente ao quão pouco o conteúdo e o tema se relacionam.
O sentimento anti-feminista é prevalecente, sinto até um sentimento anti-mulher no geral: as mulheres que casam e se dedicam à família estão erradas, as mulheres solteiras que se focam na carreira estão erradas, as pensadoras e filósofas e as domésticas e as prostitutas, para a autora, estão todas erradas então, pergunto, qual é a forma certa de ser mulher à imagem de Lilith?
Como mulher, e sim, como feminista, considero que todas temos o direito de escolher como vivemos, se mulheres domésticas e dedicadas a sua família, se mulheres de carreira, se mulheres que vivem da sua sexualidade, cishetero, lésbicas ou trans, sem julgamentos alheios, e não vejo porque Lilith será alguma vez tão “rígida” quanto a autora defende. O que nos é apresentado é basicamente Lilith como o Jesus branco dos conservadores racistas e homofóbicos. E não é tolerável.
Lilith, a primeira mulher, sempre consciente do seu valor e do seu lugar de direito, que se rebelou contra Deus e não aceitou mais o seu domínio ou a ser secundaria a Adão, seu igual, que perseguiu o conhecimento e não aceitou nunca a subjugação, ou alheamento, não julgará as nossas escolhas quando elas fazem sentido para nós, quando são as que nos são possíveis de fazer, não deixará de lado nenhuma mulher que a respeite.
Foi uma desilusão mas numa coisa a autora está certa, Lilith não se dará a conhecer a qualquer uma, e não duvido que teremos de estar profundamente conectadas connosco mesmas.
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