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Todos os santos

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Numa mescla de passado e presente, em meio a um Rio de Janeiro mítico e uma Nova Zelândia misteriosa, Adriana Lisboa constrói um romance brilhante sobre arrependimento e perda. Vanessa e André estão eternamente ligados por uma perda irreparável na infância. Num feriado à beira da piscina, o irmão mais novo de Vanessa, e melhor amigo de André, sofre um choque dentro d'água e morre antes que alguém possa ajudá-lo.
Unidos pelo acidente, Vanessa e André iniciam uma relação que logo ultrapassa a amizade. As famílias se esfacelam e transformam, mas eles permanecem juntos. Agora, vivendo na Nova Zelândia como bióloga, Vanessa procura entender o que aconteceu com o irmão e sua família. Procura também refazer sua história de amor com André, cercada de culpa e de segredos.
Com uma linguagem poética e precisa, Adriana Lisboa tece uma narrativa que viaja entre passado e presente, entre as águas da baía de Guanabara e do rio Manawatū, para falar da perda, mas também do perdão.

152 pages, Paperback

First published January 1, 2019

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79 people want to read

About the author

Adriana Lisboa

76 books91 followers
A escritora brasileira Adriana Lisboa nasceu no Rio de Janeiro. Publicou doze livros, entre os quais seis romances, uma coletânea de poesia, uma coleânea de narrativas breves e livros para crianças e jovens. Seus livros foram traduzidos para nove idiomas, entre os quais inglês, alemão, espanhol, francês e árabe, e publicados em treze países.

Ganhou o Prêmio José Saramago pelo romance Sinfonia em branco, uma bolsa da Fundação Japão para o romance Rakushisha, uma bolsa da Fundação Biblioteca Nacional, no Brasil, e o prêmio de autor revelação da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) por seu livro de poesia para crianças, Língua de trapos. Em 2007, o Hay Festival/Bogotá Capital Mundial do Livro incluiu-a na lista dos 39 mais importantes autores latino-americanos até 39 anos de idade.

Graduada em música pela UniRio, com mestrado em literatura brasileira e doutorado em literatura comparada pela Uerj, Adriana Lisboa viveu na França – onde atuou como cantora de música popular brasileira – e atualmente mora nos Estados Unidos, no Colorado.

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18 (28%)
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27 (42%)
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1 star
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Displaying 1 - 11 of 11 reviews
Profile Image for Cláudia Azevedo.
400 reviews224 followers
May 29, 2022
3,5* (quase 4)
A morte de uma criança numa piscina em dia de festa, com o Dia de Todos os Santos à porta, vai condicionar irremediavelmente a vida de Vanessa, André e Isabel, mas também de duas famílias. A criança era o irmão de Vanessa, que gosta de André, que é irmão de Isabel, que gosta de Vanessa. Eram todos amigos e também estavam perto da piscina no dia fatídico.
Ao longo de todo o livro, Vanessa fala com André, faz-lhe perguntas, conversa sobre a morte, a dor, a perda, o luto, o sentido de pertença, o desenraizamento, o lugar da família, a influência de pequenos nadas em grandes escolhas (como escolher biologia por ver ninhos de andorinhas nos buracos dos muros), as partidas e os reencontros.
Na minha leitura, Adriana Lisboa faz um bom trabalho, alternando entre passado e presente e ligando os vários elementos da trama. Exatamente como num vaso de cerâmica partido que, por ser colado com cola de ouro, passa a valer mais. A metáfora é repetida por, sem dúvida, expressar bem esta "take home message": ainda que despedaçados, podemos continuar a existir e a ter uma vida preciosa. Basta, para isso, que tenhamos o ouro que nos junte os cacos.
Finalmente, este acaba por ser também um livro sobre o perdão ou a impossibilidade do perdão.
Gostei mais do que previra.
Profile Image for Luciana.
523 reviews169 followers
June 4, 2021
Se a vida é uma travessia, como disse a autora da presente obra, nada mais esperado que uma obra que viesse retratar o tempo como travessia, onde é possível esbarrar com a solidão, com o perdão e com caminhos se entrelaçando na vida das pessoas. É, assim, que o enredo da obra foca; quando de um acidente advém o contato de Vanessa e André, este se perdura no tempo, tão real como as aves migratórias que os dois buscaram estudar na Nova Zelândia.

Vivendo em um Rio de Janeiro caótico nas décadas de 80-90, os personagens tentam amar a cidade que não os ama de volta, seja superando as catástrofes, a inflação, a tão recente redemocratização e o futuro incerto que 2016 trouxe a tona, o futuro da barbárie, do autoritarismo, do fascismo, tudo isso ao som de Bowie.
Um pouco de respirar aqui e ali, a autora propõe uma obra que perpassa pelo caos, pelas mudanças climáticas, pelo luto, pelo futuro incerto, pelo avanço da extrema-direita, tudo isso em uma narrativa que esconde, mas que também deixa sentir a dor pelo qual Vanessa e tantos precisam aprender a lidar ao decorrer da vida, sendo uma ótima obra e excelente escrita.

Profile Image for Vinicius De Silva Souza.
171 reviews5 followers
January 11, 2022
Começou um tanto capenga, morno, lento. E terminou ligeiramente melhor. Talvez eu que tenha, depois de um tempo, me adaptado ao ritmo da prosa e aí a coisa fluiu melhor.
Profile Image for Solange Cunha.
288 reviews46 followers
December 5, 2020
2.5
Alguém me explica como esse livro foi finalista do Jabuti na categoria de romance literário?

Livro arrastado, mesmo tendo apenas 147 páginas (!)
Algumas passagens bonitas e poéticas, mas, no geral, muita embromação.

Li para um clube de leitura e espero que o livro ganhe mais camadas na discussão.
Profile Image for Mario Soares.
220 reviews5 followers
November 28, 2020
Narrativa ok, com alguns trechos de efeito poético memorável, a trama se arrasta ao longo das breves 147 páginas.
Profile Image for Breno Barros.
2 reviews5 followers
June 25, 2020
Essa obra me deixou confuso, ainda que positivamente. Todos os paralelos entre a vivência e do luto e as fugas disfarçadas de mudanças. A profundeza de uma relação e o marasmo que o tempo causou nela com a superficialidade de outras e sua intensidade. Me tocou muito em vários pontos. Não sei se o final precisaria ter sido da forma que foi. Ainda que tenha sido o ponto nevrálgico, a construção toda já estava ali, mesmo sem ele teria sido.
Profile Image for Guilherme Kawachi.
19 reviews4 followers
January 22, 2021
Conheci Adriana Lisboa em "Sinfonia em Branco"; foi paixão à primeira vista. Infelizmente, tudo o que me cativou, lá, parece estar ausente em "Todos os Santos". Ou quase tudo. O fio narrativo revestido de poesia ainda está lá, talvez seja a maior virtude da autora e que mais pesa na minha percepção de "gostei; porém...". Os poréns são muitos: senti o ritmo deste romance muito arrastado, como algumas pessoas já assinalaram aqui. Mesmo em poucas páginas, mesmo em intermináveis ondas de emoção e sensibilidade, fiquei com a sensação de que pouco se desenvolvia em vários momentos. Entendi que o jogo da interlocução enfocado em André mas direcionado a nós, leitores, é uma técnica, uma proposta objetiva, mas pelo menos pra mim, cansa: as constantes repetições e a conclamação à voz de André ("você não acha?") soam artificiais, quase como se houvesse a necessidade de deixar explícito que a narrativa é um exercício de rememoração com esse outro. O trauma, sempre presente nas obras de Adriana Lisboa, me parece, também, estrangeiro - há algo que não sei explicar entre as diferentes sensações de perda que senti ao ler este livro e as tragédias de "Sinfonia" e "Hanói". Aqui, a dor ainda existe, mas emerge desamparada de contextualização, de foco, de ritmo, não sei...

Por outro lado, a não-linearidade, o zigue-zague fragmentário na imersão da consciência das personagens é construído com maestria - e, repito, com muita poesia. A abordagem do não-pertencimento e dos deslocamentos culturais, geográficos e existenciais também segue sendo o ponto forte da autora - e disso eu gosto muito. Depois de ter passado boa parte do livro cansado, gostei do final - e me refiro às últimas 10 páginas, mesmo - (talvez eu seja uma exceção) justamente porque ali, finalmente, a autora parece dizer o que quis dizer ao longo de toda a história sem as amarras da repetição e do falso diálogo que tanto me incomodaram. Por isso, apesar da percepção majoritariamente negativa, dou 4 estrelas porque, no final das contas, acabei a experiência da leitura satisfeito por ter encontrado, ainda que nos últimos 10% da obra, aquilo que eu estava procurando desde o início.
Profile Image for Erwin Maack.
454 reviews17 followers
June 10, 2022
“Literatura é estilo, dizem os que entendem. Madame Bovary não é a história de um adultério, é o autor e sua sensibilidade escrevendo as contradições, os anseios e perplexidades da humanidade que leva, à base de profunda reflexão, cravados no ventre e o obrigam a gritar como só os escolhidos fazem, voz que é música, música que é pensamento, obra que é arte e tudo junto é o desejado estilo, a literatura.”
Pilar del Rio
Profile Image for Camila Vilela De Holanda.
191 reviews10 followers
January 12, 2025
A delicadeza da narrativa de Adriana Lisboa, sua habilidade para enxergar o singelo, a capacidade de verbalizar o que se sente e não se diz, e sua maestria na condução de tecer os fios do enredo continuam a me impressionar, porém, devo dizer que hora ou outra estive entediada neste romance (sensação a mim inédita em todos os outros dela).
Profile Image for Leonardo Tonus.
Author 10 books6 followers
July 5, 2020
Dominio da tecnica de escrita e, como sempre, a acuidade para com o mundo.
Profile Image for Alaor Rocha.
Author 4 books1 follower
October 15, 2024
Qualquer livro que reconheça que o mundo deu errado depois da morte do Bowie entra pro meu Hall da Fama. Me recuso a elaborar.
Displaying 1 - 11 of 11 reviews

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