Zé Tó é um típico “cromo da bola”. Engatatão, descontraído e irresponsável. Vive de emprego precário em emprego precário, esticando o ordenado até ao fim do mês. O presente é tudo o que lhe importa, resumindo-se o seu leque de interesses à próxima bebedeira, à próxima queca e ao próximo jogo do Benfica, de quem é adepto fervoroso. A sua história começa quando, aos vinte e sete anos, decide ir viver sozinho para um minúsculo T1. Lutando contra uma pilha de contas a pagar, o seu maior stress é a quantidade de mulheres que consegue arrastar àquele apartamento, a fim de justificar a loucura de ter saído da casa dos pais. De peripécia em peripécia, sozinho ou com os amigos de sempre, com muito humor brejeiro e reminiscências de um passado já algo distante à mistura, este é o relato, na voz do próprio, daquilo que são os seus dias, até às vésperas do seu 30º aniversário. Há na displicência com que encara a vida algo de ingénuo e puro, mas não será ele bem mais sábio e ajuizado que o comum dos adultos, incessantemente a saltar de preocupação em preocupação?