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Em “O Alienista”, influenciado pelo determinismo ― típico de sua época ―, Simão Bacamarte casa-se com D. Evarista, que não era bonita, mas tinha os atributos físicos de uma mulher fértil. No entanto, D. Evarista não engravida, nem mesmo com a alimentação e as orientações prescritas pelo marido. Frustrado, Simão Bacamarte resolve dedicar sua vida a uma causa maior: a medicina psiquiátrica. Assim nasce a Casa Verde, sanatório onde seriam tratados os loucos de Itaguaí. Mas, afinal, qual o limite entre a loucura e a sanidade? Analisando bem de perto, existe alguém completamente são? Numa narrativa cheia de humor e ironia, Machado de Assis discute o tema da loucura numa sociedade repleta de máscaras e dissimulações. “Casa Velha” conta a história de Félix, um filho bem-nascido e super-protegido por sua mãe, Dona Antônia, e de uma jovem, Lalau, de condição social inferior. Com um enredo próximo ao de Dom Casmurro, a novela machadiana retrata a hipocrisia das classes burguesas.
Joaquim Maria Machado de Assis, often known as Machado de Assis, Machado, or Bruxo do Cosme Velho, (June 21, 1839, Rio de Janeiro—September 29, 1908, Rio de Janeiro) was a Brazilian novelist, poet, playwright and short story writer. He is widely regarded as the most important writer of Brazilian literature. However, he did not gain widespread popularity outside Brazil in his own lifetime. Machado's works had a great influence on Brazilian literary schools of the late 19th century and 20th century. José Saramago, Carlos Fuentes, Susan Sontag and Harold Bloom are among his admirers and Bloom calls him "the supreme black literary artist to date."
O Alienista é uma obra bem pequena, mas, como poucos, trazem toda uma graça em volta de si, através de recursos interessantes: nome de armas viram nomes de pessoas, a ambientação se dá em lugares conhecidos dos sues leitores e a abordagem das persoangens é majoritariamente psicológica. O provável protagonista, Dr. Simão Bacamarte (lembre-se: bacamarte é nome de uma arma), é um psiquiatra que se forma nas melhores instituições europeias do final so século 19 e, após sua formatura, vem ao Brasil exercer sua profissão; o clímax se dá quando ele interna praticamente toda sua cidade por achar que seus habitantes são inválidos mentais por apresentarem transtornos psiquiátricos, sobrando muitos poucos. Isso dá margem a uma interpretação que confirma as miudezas sentimentais daquele povo, as mesquinharias, a limitação tosca daquela cidade. No final, entretanto, todos são libertos da clínica de reabilitação e descobre-se, então, que o maior louco é o próprio Simão Bacamarte!
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A ironia de Machado é deliciosa de ler e, ao final, dá vontade de pegar logo outra obra do autor
O Alienista aborda a interessante questão da loucura x sanidade (e outras cositas mas), quando o Dr. Bacamarte, recém chegado da Europa, inaugura uma Casa de Orates em Itaguaí com o intuito de pesquisar sobre a mente e descobrir a cura da loucura. Ele, como bom homem da ciência que é, logo passa a observar os moradores e identificando qualquer sinal de patologia os interna na Casa Verde para tratamento. Talvez todos sejam mais doidos do que parecem, a princípio, rs, ou será que não? A crítica é muito interessante e o conto dá muito pano para discussões.
Já em Casa Velha acompanhamos um padre que se vê perdendo o foco de sua pesquisa histórica ao se envolver com segredos e assuntos do coração ao se aproximar da família de um falecido político. A leitura desse conto já foi mais prazerosa (me lembrou de Henry James) mas o desenrolar foi como um balde de água fria. Cumprimentos do realismo, talvez? rs