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Jovita Alves Feitosa: Voluntária da pátria, voluntária da morte

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Em 1865, a cearense Jovita Alves Feitosa, de dezessete anos, vestiu-se de homem e decidiu alistar-se como voluntária da pátria na Guerra do Paraguai. Descoberto o disfarce, Jovita foi, ainda assim, aceita como voluntária pelo presidente da província, no posto de segundo-sargento. Transformada em celebridade do dia para a noite, fez um percurso triunfal de Teresina ao Rio de Janeiro. Mas, por fim, Jovita não foi aceita como combatente e desapareceu do noticiário até seu suicídio, dois anos depois.

Em Jovita Alves Feitosa: voluntária da pátria, voluntária da morte, José Murilo de Carvalho, um dos maiores historiadores em atividade no país, reproduz e analisa preciosos documentos de época, que compõem um quadro rico e complexo. Estão reproduzidas uma pequena biografia datada de 1865, notícias de jornal, um depoimento dado à polícia, documentos, diversos poemas escritos em sua homenagem, fotografias. Estudando os limites entre fato e mito, o autor busca entender os sonhos e a luta da voluntária - e as relações que se estabeleceram entre ela e a sociedade de seu tempo.

152 pages, Paperback

First published January 1, 2019

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About the author

José Murilo de Carvalho

36 books49 followers
José Murilo de Carvalho é um cientista político e historiador brasileiro, membro desde 2005 da Academia Brasileira de Letras. Junto com o jurista e professor Celso Lafer, é o único historiador brasileiro a ser membro dessa Academia e também da Academia Brasileira de Ciências.

Professor da Universidade Federal de Minas Gerais e do IUPERJ por vinte anos, é também professor titular de História do Brasil no Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

José Murilo de Carvalho é o sexto ocupante da Cadeira 5 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 11 de março de 2004, na sucessão de Rachel de Queiroz. Foi recepcionado em 10 de setembro de 2004 pelo acadêmico Affonso Arinos de Mello Franco.

(Fonte: Wikipédia, 16/04/2014)

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Profile Image for Harvey Hênio.
667 reviews3 followers
December 31, 2021
O célebre e consagrado historiador e cientista político José Murilo de Carvalho, autor de clássicos como “Os bestializados”, “A formação das almas” e “Pontos e bordados” nos conta de forma bem objetiva a sofrida história de Jovita Alves Feitosa, moça cearense semianalfabeta que, num arroubo patriótico, se ofereceu, ao saber das propaladas atrocidades cometidas por paraguaios no Mato Grosso no início da Guerra do Paraguai, para lutar como soldada na frente de batalha no sul. Recusada, Jovita se disfarça de homem e tenta ingressar nas tropas regulares. Desmascarada, Jovita é usada na propaganda de guerra como símbolo de uma brasilidade ainda em construção.
No entanto Jovita teimou em manter o seu objetivo que era obter a permissão de entrar nas tropas regulares. Instada a aceitar tarefas “condizentes com o seu sexo” Jovita termina descartada e atirada numa “roda viva” que durou até o seu fim trágico.
Os adeptos da obra do célebre historiador podem estranhar, como eu estranhei, a objetividade da obra ( apenas 136 páginas) o que se justifica pela ausência de fontes mais completas sobre a trajetória de Jovita.
Mas, mesmo assim, é uma excelente pedida. E vale a pena conhecer um pouco mais sobre Jovita, hoje incluída no “Livro de heróis da pátria”, depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves após aprovação de projeto apresentado em abril de 2012 pela deputada federal pelo PSB/RN Sandra Rosado.
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