Noah, enfermeiro num hospital do coração de Londres, debate-se com uma vida sem rumo e decide partir para a Índia, em busca de conhecimento. A sua viagem leva-o a conhecer Sahana, uma jovem cuja vida se encontra perto de um abismo.
A ficção e a realidade enleiam-se num comovente e inesperado romance, onde os ecos culturais de uma Índia conservadora colocam o leitor no centro das intrigas de um país que ainda não aprendeu a respeitar as suas mulheres.
Este é um livro que para mim era claramente uma leitura menos óbvia. Se não fosse sugestão do @hmbookgang provavelmente passaria ao meu lado. Ainda bem que não passou, ainda bem que o encontrei, ainda bem que o li.
O Noah, enfermeiro em Londres, decide deixar a sua vida ‘normal’ e aventura-se numa viagem à Índia em busca de vida, felicidade e conhecimento.
Confesso que não morro de amores por homens que acordam ‘ah e tal não me sinto completo’ e largam tudo em busca de uma vida mais preenchida. Mas vá... Dou aqui o benefício da dúvida ao fofinho do Noah.
Este livro, para além da história do Noah, aborda a realidade triste, nua e crua de uma cultura tão mas tão diferente, a cultura de um país que não respeita as mulheres. O autor inclusivamente não se poupou nas descrições violentas. É impossível ficar indiferente a todos estes relatos e a esta história. Ao mesmo tempo acaba por ser um livro de aprendizagem e reflexão.
Está muito bem escrito e descrito, consegue prender-nos do início ao fim e foi sem dúvida uma belíssima surpresa.
Eu não sei quando vou superar esta história de coragem, de mudança, de amor, de garra, não sei quando vou deixar de pensar numa cultura corrompida por atitudes e regras violentas que colocam a mulher num pedestal de falta de respeito e degradação. Este livro chegou-me aos ouvidos pelo @hmbookgang e ainda bem porque a sua leitura tinha de ser feita. Fala da procura de um significado de vida de alguém, Noah, saído de um lugar de liberdade para um lugar onde liberdade não tinha o mesmo significado. Não há poupança nas palavras do Daniel Nunes de Sousa, que de uma forma bem crua descreve situações e momentos que nos fazem sentir um arrepio na espinha. Uma história que me levou pela Índia, melhor do que um guia de viagens, com o final realista que deveria ter com uma lágrima na minha face.
Nao tendo por hábito deixar uma review, com este livro fica difícil nao o fazer. Infelizmente, queria na realidade dar 2 estrelas. A terceira vale única e exclusivamente pela mensagem e pela cultura transmitida sem dúvida necessárias.
Por outro lado, é um livro demasiado irreal, com diálogos que não são lógicos nem demonstrativos de uma conversa verdadeira. O personagem principal parece inculto e demasiado condescendente. Em vários momentos olha “com orgulho” para mulheres indianas quando não tem qualquer noção da vida de alguém na India. Por que nao olhar com admiração? Que orgulho sente um inglês distanciado do problema num país asiático? Noah enervou-me a cada página que virava. “Que fazes da vida?” “Vivo” - uau
Identifiquei-me muito mais com personagens secundários que pareciam ficar igualmente frustrados com estes diálogos do Noah. Sendo um livro escrito por um português tambem me questiono por que é que nao escolheu um português para ser a personagem principal ja que assume expressoes portuguesas em diálogos como sendo inglesas mas traduzidas. Noah fica assim sem qualquer identidade britânica ou portuguesa, sendo apenas um personagem com complexo de superioridade.
Nunca me enervei tanto a ler um livro. Não obstante, mensagem e viagem pela Índia crua e bonita, que deveria bastar para o livro e acaba por não ter o peso que merece.
[alterei para 2 estrelas, pois achei que não era merecedor comparar este livro a outros aos quais dei 3⭐️]
3 estrelas é o máximo que consigo dar a este livro, com muita pena minha. Achei o conteúdo em si interessante e bonito, é um livro muito informativo para quem quer saber um pouco mais sobre esta cultura e que nos marca e deixa a pensar. No entanto, não me identifiquei com o tipo de narrativa, o narrador omnisciente e omnipresente, que conhece tudo o que se passa e todos os sentimentos de todas as personagens. Achei os diálogos muito repetitivos, sempre a "bater na mesma tecla", mesmo os diálogos entre as duas personagens principais, confesso que fui perdendo a paciência ao longo do livro. Pensei muitas vezes: "anda lá com isso, já sabemos...". Também não criei qualquer empatia com o Noah, o que não ajudou... Ainda assim, recomendarei a leitura a amigos e familiares porque acho que passa uma boa mensagem, e compreendo que o que não resultou para mim pode resultar para outras pessoas.
Este livro foi uma das maiores surpresas do ano. Já tinha ouvido falar imenso sobre o Daniel Nunes de Sousa, mas ainda não tinha tido oportunidade de ler o seu primeiro romance. Segue a história de Noah, um enfermeiro em Londres que decide partir para a Índia em busca do auto conhecimento e de algo que sente que lhe faz falta. Na Índia, depressa se depara com a miséria em que vive grande parte da população e como as mulheres são mal tratadas e espezinhadas pelos homens. Lá, conhece Sahana, uma mulher misteriosa e inteligente que vai mudar a sua vida e trazer um novo sentido à sua estadia na Índia. Gostei de todas as personagens secundárias deste livro, tendo todas elas algo a ensinar a Noah, especialmente dos momentos mais emocionais nos quais Noah revela toda a sua bondade e empatia para com aqueles que nada têm. Achei que as descrições do país estavam muito bem feitas, sentimos que estamos lá, a viver todas aquelas experiências, e gostei especialmente do quão cru e realista é o retrato do país (por exemplo, no Comer, Orar e Amar, não temos essa perspetiva sobre a Índia, e ficamos com a sensação que é um país idílico). O tópico da violência contra a mulher foi muito bem abordado, com passagens muito informativas e bem construídas, que na minha opinião se enquadraram muito bem nos diálogos, não achando de todo forçado. Este livro é um banho de cultura, com passagens sobre o hinduísmo, o budismo, a história da Índia, a política internacional e os direitos das mulheres. Tem passagens muito violentas e cruéis, com vários trigger warnings. No entanto, o romance é belíssimo e a escrita irrepreensível. Sem dúvida que irei acompanhar o trabalho do escritor daqui para a frente, porque este livro é uma pérola escondida que merece todas as oportunidades do mundo.
TW: violação (descrição pormenorizada), violência doméstica, violência contra a mulher, morte de crianças, feticídio, morte de filho.
Uma história linda que fala de amor, busca pelo propósito de vida num país onde o choque cultural é enorme. Descrições cruas, de como é a vida e de como as mulheres são tratadas na Índia. Desde a primeira página que senti uma enorme empatia pelo Noah, para mim foi espetacular a forma como ele encarou tudo o que viveu naquele país tão diferente do seu. E por isso fiquei muito surpreendida e muito triste com final do livro 😭 percebi a ideia do autor mas eu queria que o fim fosse diferente... E mais não digo porque não quero dar nenhum spoiler.
"Uma lágrima na face da Índia" conta-nos a estória de Noah, um enfermeiro britânico que não se sente realizado e resolve viajar para encontrar o seu propósito no mundo.
Iniciei esta leitura em 2021 para o projeto #onossoportuguesdomes da Isabel das Sensações no Papel. Li umas 100 págs e depois acabei por colocar outras leituras no meio e não voltei a pegar no livro. É sempre mais difícil retomar leituras quando as estórias abordam temas mais complicados e difíceis de digerir. Retomei a leitura agora e digo-vos que foi uma experiência agridoce.
Gostei muito da escrita do autor. Consegue ligar muito bem a estória com os aspectos culturais e sociais da Índia, essenciais para compreender o enredo. Contudo, algumas partes foram demasiado extensas. Senti quase "Vamos lá avançar!". Um ponto positivo foi a forma como o autor balançou muito bem os aspetos bons e maus da cultura indiana. No meu caso desconhecia completamente a dimensão e a gravidade dos crimes contra as mulheres. Essa realidade chocante e arcaica foi muito bem descrita e explicada no livro. Partiu-me o coração.
Quanto às personagens, não morri de amores pelo Noah. Achei um bocadinho inconsistente. Ora não sabe o que quer, ora torna-se num defensor / orador dos direitos das mulheres. A Sahana é uma personagem mais estática. Representa o flagelo social que o autor quis retratar. Gostei da força dela ao tentar lutar contra o inevitável. O amor impossível foi bastante singelo. A evolução da atração, à amizade e depois ao amor foi bem desenvolvida. No meu ponto de vista, respeitou a dimensão cultural da Sahara, não desvirtuando a personagem. Este aspeto, ajudou-me a criar uma ligação mais emocional com as personagens. Escusado será dizer que chorei horrores no final.
No geral foi uma excelente leitura. Uma estória bastante crua e dura de uma realidade tão longe da nossa e que nos faz ver a sorte que temos em termos nascido neste lado do mundo.
Este livro foi-me dado a conhecer pelo clube do livro Book Gang (@hmbookgang). Se não tivesse sido uma das recomendações do mês (dezembro de 2019) acho que nunca teria lido este livro, pelo simples facto de que não se enquadra no tipo de leituras que costumo fazer.
Não foi uma história fácil de ler, já tinha lido outros livros passados na Índia, mas nenhum como este. Claro que é, praticamente, impossível ler um livro sobre a Índia onde não se veja abordado este tema, mas nunca o tinha visto descrito desta maneira. O autor não (nos) poupa as descrições mais cruas e violentas... abre-nos os olhos para uma realidade que nos é completamente alheia - infelizmente uma realidade que ainda existe, e não só na Índia.
Tive alguns problemas em identificar-me com a personagem principal - o Noah. No geral, não tenho muita paciência para pessoas 'instáveis', pessoas que não sabem bem o que querem, que nunca se sentem 'preenchidas' e passam pela vida sem a apreciar na realidade. No entanto a vida do Noah dá uma volta de 180º quando realmente encontra aquilo que preenche a sua vida: dar a sua voz por uma causa maior, uma causa que é maior que uma pessoa e até mesmo um país. Um bom homem, este Noah!
Um livro que me marcou e que, durante muito tempo, não irei esquecer!
Uma bonita história de amor, luta pelos ideais, entrega. Mais um alerta para que não pensemos só no nosso “cantinho à beira mar plantado”. E que não pensemos só na nossa casa. Se ajudarmos uma pessoa, mudaremos o mundo.
Este foi, até agora, o melhor livro que li em 2020. Uma história de coragem, persistência e amor que não deixa ninguém indiferente.
Neste livro conhecemos a história de Noah, um enfermeiro em Londres, que quando insatisfeito com a vida, decide começar uma viagem para estudar o amor e esta viagem começa na Índia. Aí conhece Sahana... e uma realidade que está determinado a mudar.
Também nós somos levados nesta viagem e depressa nos afeiçoamos às personagens, sentimos também as fortes emoções e o final deixa-nos com o coração nas mãos. Um livro que fica connosco muito depois de o terminarmos.
Por último, Daniel Nunes de Sousa tem uma escrita muito bonita. Conseguiu abordar um tema muito delicado com uma elegância incrível. Irei certamente prestar atenção a este autor e a livros que ele venha a publicar no futuro.
Que livro maravilhoso! Não me conquistou logo nas primeiras páginas, foi uma relação difícil de iniciar mas, depressa se tornou numa leitura urgente e compulsiva. Um relato fidedigno do que é a infeliz realidade da Índia que perdura até aos nossos dias. A história de um amor puro e casto,condicionado por uma sociedade que discrimina, ignora e se recua a ouvir os gritos por ajuda que ecoam um pouco por todo o mundo. Chorei a bom chorar com a reviravolta da história mas reconheço a grandeza do final!
"- Eu sei, Sahana. Não quero viajar para colecciona carimbos. - Então queres coleccionar o quê? - Histórias - Já tens a tua? - Até morrer nunca acabará."
É um livro que relata a realidade das mulheres indianas, mas que pode ser a de tantas outras. Faz-nos pensar que ainda há tanto por fazer e por mudar numa sociedade que devia olhar para seres humanos e não para géneros. Paralelamente as descrições dos lugares fazem-nos viajar e sentir a Índia, conta também uma bonita história de amor e superação.
Uma história que nos relata o que é ser mulher na Índia… o sofrimento, a humilhação e desvalorização que tem como apoio a cultura daquele país. Um país que precisa de uma mudança radical e que, embora estejam a ser feitas reformas, ainda não são suficientes.
“A cada vinte minutos uma mulher é violada.”
“Violação só é violação se houver uma queixa na polícia.” E, entre marido e mulher não existe violação.
Num país em que o homem mostra a sua força, batendo e violando uma mulher. Em que é o homem que dita o que uma mulher pode ou não fazer.
Embora o livro tenha muito foco nas mulheres é um livro que também nos mostra a cultura e os costumes da Índia. A beleza deste país, mas também a sua pobreza. Aprendi muito com este livro, sobre a cultura da Índia e sobre o hinduísmo.
Mas, temos também a história do Noah, um britânico que decide viajar para a Índia e conhece a Sahana. Ele apaixona-se e a sua missão é salvar aquela mulher e todas as mulheres da Índia. Esta viagem vai mudar a sua vida e defender muitas mulheres e pobres.
É uma história que nos dá coragem de lutar. Lutar por um mundo melhor e pela igualdade, seja de género ou social. Somos todos iguais 🤍
“O melhor lugar do mundo é sempre aquele onde desejas estar.”
A India é a minha viagem de sonho, e este livro veio reavivar esse sonho.
É um país com uma cultura, que para mim, é fascinante, deve ser lindíssimo, mas tem grandes diferenças socias e onde os homens exercem grande violência sobre as mulheres e acham que têm esse direito.
O livro é sobre essa violência, sobre a luta das mulheres pelo fim dela e pela igualdade, mas também é sobre o amor e sobre a redescoberta daquilo que é mais importante.
É o primeiro livro do autor, há coisas a melhorar, mas para o primeiro, está muito bom.
“(…) não precisamos de mudar milhões de vidas. (…) se cada pessoa se preocupar com outra e lhe fizer bem, imagine só no quão bom este mundo poderia ser.”
“Precisou de abandonar a sua família para, quando voltar, conseguir estar realmente com ela. Partir foi a única forma de estar presente em tudo na vida.”
“(…) a vida que levamos é aquela de que nos lembramos”
4⭐️ para este livro por abordar um tema tão importante, de forma crua mas necessária, que é a desigualdade, violência e crueldade entre homens e mulheres. Viajei para a Índia num tempo em que não nos é possível viajar. Em contrapartida, tive uma certa dificuldade em engolir alguns diálogos entre as personagens, que por vezes nos são apresentados de uma forma tão idealista que dei por mim a pensar “ninguém diz isto na vida real”. Ainda assim, recomendo este livro a 100% por representar a realidade tão dura da Índia. Não nos esqueçamos da necessidade urgente de mudar o pensamento machista, seja na Índia ou em qualquer outro país.
Um livro que tive que perdi o fôlego em muitos momentos. Me fez ver o quão afortunada sou em ter nascido num país em que a liberdade já foi conquistada pelas mulheres. Sou grata por cada mulher que lutou pra que chegássemos onde estamos. E por cada homem que nos trata com respeito. E que final... nossa. Sem palavras.
Acho que é a primeira review que faço. Tem tudo para ser um bom livro. Mas é só mau. Ou talvez seja o facto de achar o personagem principal muito mal caracterizado, que não me fez ganhar empatia com ele (muito pelo contrário), que tudo me fez embirrar. As primeiras 200paginas foram muito custosas. As últimas 200 leram-se melhor, mas é demasiada descrição, por o conteúdo que é.
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Romance brutal, que nos teletransporta para a Índia e para os seus costumes, relatando a violência contra as mulheres. Fez-me sentir apaixonada e, ao mesmo tempo, revoltada. Dos melhores livros deste ano!
A bit cliché. Someone who wants to find himself and runs from his boring life to India. Despite that, it addresses some interesting topics, namely violence against humans and particularly women in favor of traditions, which is still so common unfortunately.
O conceito e a história retratados no livro são interessantes, mas o tipo de narrativa escolhido para o livro não é o melhor. Considero o livro demasiado extenso, tendo em conta a mensagem que se pretende transmitir (a opressão das mulheres na Índia), e acho que o final é muito abrupto. Ainda assim creio que o tema é bastante relevante.
Tinha este livro debaixo de olho há algum tempo e a premissa parecia boa, mas para um livro tão grande deixou muito a desejar! Não consegui ter uma leitura fluída sem revirar os olhos tanto por causa do estilo do autor (existem mais verbos além do verbo falar, por amor da santa!), como por causa do que me parece a carência de uma revisão cuidada. Para um tema tão interessante, o livro soa oco e superficial, o que é pena porque poderia ser um bom livro.