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A CABALA E A ARTE DE SER FELIZ - SETE PRATICAS PARA ILUMINAR SUA VIDA - portuguese

A cabala e a arte de ser feliz, de Ian Mecler, foi escrito para levar aos leitores temas essenciais para a realização humana, todos ocultos por trás da aparente literalidade do texto bíblico. Autor do best seller O poder de realização da Cabala, Mecler traz em seu livro ensinamentos que, fundamentados em uma das maiores heranças espirituais do mundo - a Cabala -, servirão de ferramenta para que qualquer pessoa penetre em um universo cercado de harmonia e felicidade. Os ensinamentos revelados em A cabala e a arte de ser feliz permitirão a todos aproveitar muito mais uma grande oportunidade que nos foi dada: a vida.

Paperback

Published January 1, 2007

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Ian Mecler

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Profile Image for Daniel.
16 reviews
December 24, 2017
É uma boa introdução à Cabalá para pessoas que já buscam a espiritualidade e/ou estão abertas a novas ideias e conceitos. Apresenta alguns conceitos e princípios importantes da Cabalá, mas, de um modo geral é superficial, o que é desejável em uma introdução. Também foca na influência prática, dando ao livro uma pegada de auto-ajuda. Ao mesmo tempo, apresenta exercícios com os 72 nomes de Deus, que possibilitam algum contato com uma das partes mais interessantes da Cabalá e também um de seus princípios mais importantes: a vivência de milagres, para que não seja necessário acreditar (e sim comprovar).

Abaixo algumas descrições de temas abordados:
* O livro é estruturado sobre 7 conceitos: desejo, escolha, sintonia, meditação, propósito, refinamento e amor, que é uma forma de introduzir as Sefirot sem abordá-las diretamente.
* Fala do desejo, de como desejos físicos imediatos são diferentes daquilo que realmente queremos e nos tornam infelizes (perspectiva interessante para pessoas deprimidas)
* Fala de como a Bíblia não é literal, de como história de Adão e Eva é uma alegoria, Satan é “obstáculo”, não uma entidade.
* Apresenta meditações com alguns nomes sagrados, suas vocalizações e funções. Também apresenta algumas práticas, atitudes que podem ajudar a mudar a perspectiva de vida da pessoa. Também apresenta os 72 nomes de Deus, fala sobre como foram obtidos e como podem ser usados na prática da meditação. Esclarece que, quando Moisés conduziu os hebreus pelo deserto, “coluna de nuvens”, isso poderia ser traduzido como “coluna de 72”.
* Fala do que é a o livre-arbítrio na Cabalá: liberdade para não fazer o que se “quer” (i.e., o que o ego exige da gente), diferente do animal, que é 100% movido pelo instinto.
* Fala das 10 cortinas (sem mencionar que são Sefirot), relaciona com os 10 planos da Teoria das Supercordas. Menciona que ficamos atrás da 10ª cortina, ou seja, a realidade percebida é apenas 10% do total. Por isso não entendemos doenças, caos financeiro, relacionamentos conturbados… (porque não enxergamos o todo). Ex.: história de Abrahão e o sacrifício de Isaac: uma oportunidade para que pai e filho se reconectassem.
* Menciona a realidade como tendo bilhões de anos (em oposição aos 5 ou 6 mil da interpretação literal da Bíblia). Antes havia apenas Luz (o Criador) e o receptor (Adam Kadmon, homem primordial, a alma global). O receptor sentiu o desejo de compartilhar, mas, não tendo para quem, resistiu à recepção da Luz, contraiu-se em um ponto e explodiu, criando tudo o que existe. Nós somos pedacinhos dessa alma original.
* Fala da sintonização, de pessoas que se sentem sozinhas, mas ficam ainda mais infelizes com alguém. Por que algumas pessoas tem problemas apenas conosco? Por que algumas pessoas sempre dão certo? Atraímos aquilo que somos, falamos, fazemos… Quem está alegre, atrai alegria, por isso a depressão é um problema tão grande.
* Menciona a importância da meditação para organizar nossos pensamentos (desconexos e caóticos). Fala que a luta de Jacó com o anjo da morte, quando se tornou Israel, que, na verdade, era uma luta de seus temores em reencontrar o irmão que havia enganado e o profundo estado meditativo que atingiu. Jacó significa “trapaceiro” em hebraico e Israel é uma composição (em hebraico) com os nomes dos patriarcas e matriarcas. Segue nessa linha para falar da importância do comportamento meditativo x reativo (e nos faz pensar no quanto já perdemos em vista da reatividade em nossas vidas). Os obstáculos sempre estarão presentes, nossa postura determina o quanto de sofrimento eles nos causarão.
* Ao focar no propósito, exemplifica com um amigo que teve uma crise existencial profunda, mas conseguiu se recuperar quando começou a se dedicar a trabalhos voluntários. A tristeza pode ser combatida se tivermos um senso de propósito para nossas vidas.
* Sobre o refinamento: acumular menos e se dedicar mais ao que importa, ou seja, refinar as 3 “vestimentas da alma”: ação, fala e pensamento. A forma como usamos as vestimentas, determina o que será atraído para nós. Quem só fala negatividade vive atraindo negatividade, em especial com fala mal dos outros (Lashom Hará). Isso inclui reclamar dos políticos, do chefe, do trânsito, do cônjuge… Mesmo que SEJA verdade, se não for trazer algum bem a alguém, é melhor que não seja pronunciado. Ouvir negatividade também não é bom, pois acumulamos essa negatividade dos outros… E, às vezes, é uma questão de perspectiva: em vez de “está tudo muito ruim”, pode-se dizer “isso é passageiro”, em vez de “ele não vai se salvar”, pode-se dizer “ele precisa de um milagre”.
* Menciona a importância da humildade, para que o ego não domine e não reaja frente a maledicência alheia. Propõe o exercício de imaginar que falta faria no mundo o seu veredito sobre o certo e o errado. Isso nos ajuda a julgar menos. Uma boa forma de praticar é exercitar o silêncio.
* Ao falar sobre o amor, esclarece que “Egito” na bíblia trata de um nível espiritual, não um lugar (relativo à escravidão do ego). Outro é o “deserto”, relativo ao vazio (uma provável referência ao processo de “ocultação” que acontece no início). O terceiro nível é “terra prometida”, quando conseguimos desvelar a primeira cortina da realidade (atravessar a machsom).
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