O Fazedor de Cercas leva-nos numa viagem à Antiga China, a um tempo de há três ou quatro mil anos. Só alguns séculos depois nasceria Lao-Tsé. Mas os Homens Antigos já conheciam o Tao e sabiam vivê-lo. Em dias tão distantes, não éramos diferentes. As nossas necessidades básicas eram as de hoje e os mais angustiantes problemas existenciais pediam soluções - como agora. Aqueles homens antigos, no entanto, haviam encontrado respostas originalíssimas às mais intrigantes perguntas. E vivenciavam-nas. Acaso seria possível chegar-lhes, chegar lá, onde parecem isolados, num Tempo inacessível? Até onde nos pode levar a imaginação? E quem a leva?
Os Homens Antigos estão lá, à nossa espera. Apesar das dificuldades, não é tão grande nem «concreta» a escorregadia distância que nos separa deles. Afinal, o Tempo foi sempre uma ilusão de ir, tanto assim que se condensa e concretiza, inteiro, em cada aqui e agora.
É normal, portanto, que seja possível chegar lá. A nossa imaginação é a mesma daqueles tempos. E igualmente denso (como outrora) permanece o mistério que a leva. Talvez seja útil alguma orientação nessa não-estrada, quem sabe um mapa em branco... ou uma bússola, contanto que não indique direção alguma, mas apenas possibilidades. Talvez este livro sirva de orientação e torne mais fácil e segura a nossa viagem ao encontro dos Homens Antigos.
«De tempos a tempos, surge um livro que muda para sempre a vida de quem o lê… Este é um desses livros!»
Um livro imensamente belo em que eu só consegui apanhar certas coisas. Um livro como diz o autor "de brincar". A história de um homem que encontrou o Tao e soube viver nele, um homem belo, um poema, tal como qualquer um de nós, histórias irrepetíveis. Um livro que se for lido de forma intelectual se perde muito, tal como qualquer bom livro, e que aponta precisamente para a superficialidade da intelectualidade, coisa que eu mesmo tenho de aprender muito. Recomendo a quem estiver pronto para o ler, para quem for suficientemente simples. Creio que não se vão arrepender.
Um romance espiritual surpreendente, inspirador, mágico, maravilhoso, que nos aquece o coração! Ficamos a pensar nas coisas simples da vida, no ritmo e na beleza natural dos acontecimentos, no amor e na liberdade. Talvez uma história de crianças e de homens pequenos, insignificantes e grandiosos.