Uma galeria de monstros onde o grande ausente foi Hitler.
Os Julgamentos de Nuremberga foram o mais importante processo internacional de todos os tempos. Tiveram início a 20 de novembro de 1945 e marcaram definitivamente o fim da Segunda Guerra Mundial. Os «crimes contra a Humanidade» ganharam novos contornos ao responsabilizar-se não só quem os praticou mas também aqueles que, pelos seus conselhos e influência, contribuíram para o deflagrar da guerra. Os alvos eram as mais altas personalidades do Terceiro Reich, civis e militares: Goering, Hess, Ribbentrop, Keitel ou Rosenberg. Hitler foi o grande ausente.
Como se chegou a semelhante processo? Teriam os Aliados o direito de se arvorarem em juízes e carrascos de um país e de um regime vencidos? Seria o processo legítimo? E se a guerra tivesse sido ganha pelos nazis, teria o mundo assistido a um «Nuremberga» ao contrário? Estas são algumas das questões a que este livro procura dar resposta.
Speer, um dos réus, declarará, ao reconhecer a culpabilidade do regime de Hitler: «Este processo é necessário. Mesmo sob uma ditadura, crimes tão abomináveis exigem uma responsabilidade comum. Seria uma desculpa inadmissível pretender escondermo-nos por detrás da obediência às ordens.»
Documento interessante sobre todo o processo de julgamento dos principais líderes nazis (os que não se suicidaram antes). Neste livro é levantada a questão sobre a legitimidade de um tribunal constituído pelos vencedores para julgar os vencidos, pois os crimes de guerra e crimes contra a humanidade feitos pelos aliados, não foram contemplados, nomeadamente: - Assassínio de 2000 oficiais polacos, pelos russos/soviéticos, quando invadiram a Polónia; - Abate de 2 navios franceses e Assassínio da tripulação - 2000 marinheiros, pelos ingleses, quando a França capitulou; - O bombardeamento da cidade de Dresden e assassínio da maioria dos seus habitantes civis, pelos ingleses, já no final da guerra; - O lançamento de 2 bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki, originando o assassínio de milhares de pessoas civis, nascendo ainda hoje bebés com deficiências, pelos americanos; - Assassínio de cerca de 20 Milhões de pessoas, desde o arquipélago de Gulag até assassínios massa de população, pelos russos/soviéticos; - Assassínio, violação, pilhagens e outras atrocidades contra homens, mulheres e crianças alemãs, durante a invasão da Alemanha, num propósito de vingança gratuita contra o povo alemão... São estas as idiossincrasias da história...
An absolutely disquieting and rapturous book! Heartaching read, allowing ourselves never to forget those diabolical times where humanity was relegated to a second plan. Heartbraking! The only reason I gave it 4 stars and not 5 is because being a book about a trial, I was expecting not so many Historical facts (that I can learn in every other book about WWII) and more dialogs, questionings, debates... However, I can understand the author thought the framework was necessary!
Leva 3 estrelas, não pela história ou narrativa (5 estrelas), mas pelos erros ortográficos, gramaticais e sobretudo pela falta de cuidado na revisão linguística.