Leitura ideal para uma manhã preguiçosa de sábado ou para encaixar nas frestas mais apertadas do seu dia, este livro reúne os melhores textos dos primeiros anos da newsletter Bobagens Imperdíveis, publicação semanal da escritora Aline Valek. Literatura, cinema, TV, ciências, política, internet, sociedade, a mente com leveza, humor e profundidade, os textos de Bobagens levam os leitores para debater questões variadas, entre as esquisitices da vida real e as verdades das histórias inventadas.
Bobagens imperdíveis para ler numa manhã de sábado tem o DNA da leitura rápida, com assuntos atuais e a proposta de ser uma grande conversa com o leitor. Um livro sem medo de abraçar a filosofia millenial, inclusive pela disposição de analisar com um olhar crítico os medos e a forma de vida desta geração.
Aline Valek é escritora e ilustradora. Mineira-brasiliense, vive em São Paulo, mas é do Cerrado. Formada em Comunicação Social, escreve para a internet há mais de uma década e publica de forma independente desde a adolescência. Além de newsletter, zines e livros, também conta histórias em seu podcast Bobagens Imperdíveis. É autora dos independentes Hipersonia Crônica (2013), Pequenas Tiranias (2015), Bobagens Imperdíveis para ler numa manhã de sábado (2018) e Bobagens Imperdíveis para atravessar o isolamento (2020). É autora do romance As águas-vivas não sabem de si, publicado pela Rocco em 2016.
Livrinho sensacional. A Aline tem um jeito único e incrível de falar sobre questões triviais ou profundas de um jeito que a gente se identifique e queria urgente marcar um café com ela. Já acompanhava a newsletter Bobagens Imperdíveis, mas o livro também traz alguns textos mais antigos que eu não tinha lido — foi um misto de rememoração de textos que eu já amava e primeira leitura de textos inéditos pra mim. Recomendo demais!
Sou muito fã da newsletter da Aline, são realmente escritos que marcam, cheio de aleatoriedades, construções e ligações que parecem não funcionar ou até não fazer sentido, até que ela de alguma forma, nos faz acreditar e ficarmos envolvidos. Faz pensar!
"o diálogo fica impossível (independente do idioma) se não há a vontade dessa troca, não há o esforço ou o interesse de dialogar. Porque a conversa exige um mínimo de boa vontade, de se fazer entender e de tentar acessar o que o outro quer falar" (p. 102) uma das coisas que eu achei mais legais desse apunhado de cartinhas é a globalidade do interlocutor: a a valek não está escrevendo para um outro específico, mas sim para quem estiver interessado, para quem quiser fazer o esforço de entender e, eventualmente, se deixar entender. talvez isso seja um resultado de como a gente usa a internet, não sei, uma capacidade de falar e falar e não ter um outro formado na nossa mente, e sim uma abstração em que muitos outros se encaixem. além disso, ela está sempre falando do mundo contemporâneo: redes sociais, a angústia da solidão e a ansiedade da socialização, como nos conectamos com o outro bem na nossa frente ou a quilômetros de distância, como nos relacionamos com o mundo frenético (e por vezes odioso) ao nosso redor; como consumimos cultura e entretenimento e o que isso pode querer dizer de nós ou que nós queremos dizer com isso. um eterno relacionar-se com o outro, agora menos abstrato. e o que a valek quer dizer é: calma, galera. para e pensa antes de se desesperar ou desistir ou compartilhar ou ansiar por um like.
eu tinha lido o primeiro capítulo de "as águas vivas não sabem de si", que a amazon disponibiliza pra ler no kindle, e tinha gostado. é interessante que aqui a linguagem é outra completamente: o tom é leve e divertido, dinâmico - bem clima manhã de sábado de sol, café na mão etc; enquanto em "as águas vivas" ele é um pouco mais profundo e sério, e com isso, um tanto mais lento - bem clima domingo chuvoso à noite.
A newsletter Bobagens Imperdíveis foi por alguns anos aquela companhia gostosa na manhã de sábado, aquele momento de voltar para a cama com uma xícara de café com leite e ler o que a Aline tinha pra dizer. E sempre era alguma coisa muito legal, cheia de referências instigantes e ideias que me faziam refletir sobre os temas mais diversos. Uma linguagem ao mesmo tempo clara e poderosa.
Daí a minha alegria em poder relembrar algumas dessas histórias nessa coletânea que reúne textos escolhidos pela própria autora para falar de temas do mundo contemporâneo: literatura, ciência, internet, arte, solidão, sociedade... O fato de ser da mesma geração da autora faz com que eu me sinta ainda mais ligada aos temas abordados e à capacidade de diálogo e conexão da Aline.
Estou maravilhado com o poder de diálogo da autora por meio de seus textos. Senti como se fôssemos velhos conhecidos conversando em um lugar familiar numa manhã de um sábado qualquer. O livro é repleto de textos incríveis que, de forma natural, levantam várias reflexões necessárias acerca da vida, do universo e tudo mais. Aproveitei cada segundo que investi na leitura desse livro, e com certeza irei revisitá-lo algumas vezes ao decorrer do tempo.
Comecei mal: não li o livro numa manhã de sábado, mas entre o domingo, segunda e terças de muito confinamento, paranoia e vontade de gritar.
Os textos são muito bons. Não há truques. Há uma coisa a ser contada com muito humor (sem ser simplório), muita simplicidade (sem ser simplista) e é curioso que reflita tanto os tempos pandêmicos antes mesmo de sequer sonharmos com sua possibilidade.
O livro está dividido em 4 partes: solidão, realidade, ficção e conexão. E ainda vem com uns exercícios de escrita no final bem interessantes.
Aline centra bastante a sua reflexão na humanidade e nas diversas relações que construímos e que hoje, mais do que nunca, estamos obrigados a construir em um mundo que se tornou muito mais conectado (como se fosse possível) depois da quarentena.
O texto "Juntos", que encerra o livro, é particularmente tocante. Uma odisseia desde o momento em que o macaco desceu da árvore, passando por todas as mudanças boas, as atrocidades, os abusrdos até chegar a um futuro que sequer vislumbramos.
Aline Valek tem uma voz muito cativante. Seja no podcast, nos ensaios ou nos romances, a voz dela é clara e próxima, fisga fundo e te leva rápido.
enrolei anos pra ler esse livro. recebo a newsletter e esperava encontrar textos de divagações metafísicas cotidianas igual já recebo e leio. Só que esse livro refinou os textos selecionados pra compor o volume.
a seleção dos textos fez um caminho e o percurso é uma brisa gostosa em tempos difíceis. sem escapismo, mas cheio de palavras parceiras nesse caos.
Aline tem um jeito muito especial de escrever parecendo que ela entrou na minha cabeça e vasculhou todos os meus pensamentos. Das duas uma: ou ela tem um talento psíquico ou ela é muito sensível para o que nos cerca e o que nos forma (ou as duas coisas, vai saber).
Por isso, indico demais essa leitura. São textos que falam muito de nós, mesmo que esteja falando de um assunto qualquer.
ler a aline é sempre muito humano, é muito próximo, se não é exatamente o que a gente sente. ler suas bobagena imperdíveis e reler textos que já tinham me tocado foi a melhor decisão da minha manhã de sábado.
Vim pelo podcast, então é meio inevitável ler tudo com a voz da autora. Parece que estou lendo a transcrição dos episódios, o que não é ruim. Textos levinhos e rápidos.
Reli dia 14/11/2020 "Futuros distópicos talvez sejam mais parecidos com esse momento de agora do que com alguns cenários imaginados pela ficção. Porque os acontecimentos que levam a uma distopia nunca vêm de uma só vez. A mudança acontece devagar. Tão devagar que permite que a gente simplesmente continue vivendo. Que tenha tempo de se acostumar e achar tudo normal."
Que experiência interessante reler este livro no Ano da Pandemia. Sem querer, a Aline faz várias reflexões pertinentes que se aplicam ao que a gente está vivendo agora, inclusive essa aí de cima, que é perfeita para o Brasil de 2020. ____________________________________________________________ "Mais duas linhas nesse texto não são apenas linhas: é tempo que passa."
Me identifiquei demais com a escrita e as ideias da Aline! Que livro gostoso de ler! É tudo tão bem pensado, bem articulado, a linguagem é simples, mas ao mesmo tempo evoca reflexões e nos faz pensar no esquisito, no inesperado, no tempo que passa. Muito bom! Os contos são sensacionais, "Corpo que" e "Juntos", uau! Que força na escrita! Ainda estou impressionada com o que li.
Eu comprei o livro pelo site da autora e, além de vir embrulhado com todo o cuidado, ganhei um adesivo e um marcador de páginas. E uma dedicatória muito atenciosa! Obrigada pelo seu trabalho, Aline!
Não li numa manhã de sábado. Sim, eu sei, que pecado, mas enfim. A escrita da Aline é gostosa e pode carregar o leitor em qualquer período de qualquer dia da semana, então pra que se limitar? Como já diria a renomada filósofa Sakura Kinomoto, "liberte-se".
A Aline tem um jeito especial com as palavras, isso é inegável. Apesar de gostar muito dos contos dela que li — e ainda mais do romance que ela publicou pela Rocco —, é na não ficção que ela parece se sentir em casa. Para ela, dissertar sobre as coisas parece ser natural. Eu admiro isso. Como uma pessoa que encontra dificuldade na eloquência, tenho todo meu respeito pela Aline. A nota só fica na metade porque nem todos os assuntos me interessam, mas isso é inevitável. Quem sou eu pra julgar o que entra ou não num livro?
As bobagens são realmente imperdíveis — e nem sempre bobagens —, seja para uma manhã de sábado ou não.