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O Mundo Está Cheio de Deuses

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O novo poema a ser escrito para este tempo, em resposta ao de Kavafis, teria de chamar-se «À espera dos anjos». Mas primeiro teremos os bárbaros à espreita, os que já entraram e os que estão à porta, por detrás de todas as portas, do WTC, do metro de Londres, dos comboios de Madrid, de todos os lugares do Império. E afinal, como diz a última linha do poema de Kavafis, essa gente poderia ter sido a nossa solução (se tivéssemos sabido dialogar a tempo). Agora, o Império está perplexo: expulsa uns bárbaros, mas sabe que terá de continuar à espera de outros, sem saber quando nem onde eles irão chegar. E a «multidão», essa criação transgénica saída da mente de um radical que já foi mais coerente, terá de esperar, para já, a passagem à sua condição pós-filosófica. Talvez indefinidamente.

190 pages, Paperback

Published September 1, 2011

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About the author

João Barrento

112 books15 followers
Licenciou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1964) com uma tese sobre a obra do dramaturgo inglês Harold Pinter. De 1965 a 1968 foi leitor de Português na Universidade de Hamburgo e, depois, leitor de Língua Alemã na Faculdade de Letras de Lisboa. É desde 1986 professor de Literatura Alemã e Comparada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Professor convidado e conferencista nas Universidades alemãs de Hamburgo, Göttingen, Düsseldorf, Heidelberg, Erfurt, Leipzig, Mainz, Bielefeld e nas Universidades de Viena (Áustria), Louvain-la-Neuve (Bélgica), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Federal da Paraíba (Brasil).

Autor de numerosos artigos e ensaios sobre temas de literatura alemã, portuguesa, inglesa, literatura comparada, teoria da literatura e da tradução, designadamente em revistas da especialidade – Colóquio/Letras, Revista da Faculdade de Letras (Lisboa), Biblos, Binário, etc. –, bem como nos jornais Expresso e Público, tem-se distinguido pela selecção, tradução e apresentação de edições de J. W. Goethe, Hugo von Hofmannsthal, Erich Fried, Michael Krüger, G. Benn, Christa Wolf, Paul Celan, Johannes Bobrowski, Thomas Bernhard, Georg Trackl, Peter Handke, Heiner Müller, entre outros, e também pela organização e tradução de antologias de textos e poemas de língua alemã. É ainda autor de livros de divulgação da literatura portuguesa na Alemanha.

É desde 1994 vice-presidente do Pen-Clube Português e foi vice presidente da Associação Portuguesa de Germanistas (1994-96) e presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Tradutores, desta sendo, aliás, membro fundador. É ainda membro da Associação Portuguesa de Escritores, da secção portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários, da Associação Portuguesa de Estudos Germanísticos, da Internationale Robert Musil-Gesellschaft (Viena) da IVG-Internationale Vereinigung für Germanische Sprach und Literaturwissenschaft e da Deutsche Schillergesellschaft (Alemanha). Foi agraciado com vários prémios e condecorações, designadamente o Grande Prémio de Tradução do Pen-Clube e da Associação Portuguesa de Tradutores (1993), o Prémio de Ensaio "Jacinto do Prado Coelho", da Seccção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários (1996), o Grande Prémio de Ensaio da Associação Portuguesa de Escritores (1996, atribuído a A Palavra Transversal), a Bundesverdienstkreuz (Cruz de Mérito Alemã, 1991) e a Medalha Goethe da República Federal da Alemanha (1998).

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Profile Image for José Simões.
Author 1 book52 followers
July 8, 2020
João Barrento é inteligente, culto, escreve bem, sabe citar sem abafar a sua voz. O que falha aqui então? Um preciosismo, talvez. Pensar a sociedade, os nossos tempos, de forma simples - mas sem simplismos. Explico-me com um exemplo. Para pensar o lugar do intelectual, se ele existe, devemos recuperar o que sobre ele se tem escrito e inscrito. Mas perdermo-nos algures nesse emaranhado de pseudo-definições e de contraditórios não nos leva a olhar com clareza. Também não ajuda o tom quase sempre pessimista que adopta, mas que se compreende tão bem como se compreende o tom de José Gil ou Eduardo Lourenço. Há intelectuais, também me parece, a questão é outra e não cabe aqui. Já as crónicas coligidas no final são um primor. Respondeo dicendum, como Tomás de Aquino: Que o livro é bom e se recomenda, que não é datado, que se lê bastante bem e se aprende muito com ele, sim, claro, admito-o sem rebuço. Que ajuda a pensar os nossos tempos, apesar daquela questão de pormenor? Também. Ajudava à vezes olhar para um risco numa tela e dizer que é só um risco? Pois.
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