Treze vidas que se cruzam por acaso e se tornam ligadas por um assassinato. O massacre planejado é impedido por um corajoso jornalista. O padre ali presente logo chama socorro e abençoa a alma altruísta que ajudou a evitar a tragédia.
Um pobre medico morreu, vítima de um crime sórdido, que acabou com a vida de um homem de bem. Felizmente os demais passageiros estão a salvo.
A narrativa padrão, habitualmente construída pela sociedade, é deixada aos pedaços por Clarissa Wolff nesta história em que ninguém é o que parece. Neste grupo heterogêneo de pessoas, uma coisa é certa: não há possibilidade de salvação.
Contribuiu para veículos como CartaCapital, Vogue, Vice, Folha de S. Paulo, Revista Cult, Huffington Post, UOL, MTV, Rolling Stone, Obvious e mais, entrevistando artistas como Björk e escritoras como Carola Saavedra, Kristen Roupenian e Carmen Maria Machado.
Seu primeiro livro é o romance "Todo mundo merece morrer" (Verus, 2018), finalista do Prêmio SESC. Também participou da coletânea "Tragédias brasileiras" (Amazon, 2019).
Eu comprei o livro, pois vi alguns booktubers falando sobre ele. Todos falando bem, inclusive. As notas aqui eram boas também. Fui com uma certa expectativa, a de que eu, pelo menos, iria gostar da história, afinal ela prometia.
Eu não gostei do livro. Não curti o estilo da escrita que muda muito ao longo do livro e não dá unidade a história, e dá, até, uma sensação de mudança de narração, de primeira para terceira pessoa em alguns momentos. Isso torna os capítulos, confusos, por vezes. Entendo que a diferença de linguagem, entre os capítulos, seja uma tentativa de ser fiel ao ambiente em que o personagem narrado está inserido, mas para mim isso não funciona.
Todas as histórias são muito violentas, o que a princípio pensei que fosse ter uma "explicação" no fim. Mas parece que nos capítulos 12 e 13 a autora se cansa da violência e o tom “abranda”, em certa medida. No fim das contas, a história não tem um desfecho para mim. A violência impressa em tantas páginas não se justificam. O indigesto não é digerido. Só fica um grande sentimento de que nada disso faz sentido.
Fico pensando que, por mais que as pessoas do vagão retratadas pelo livro tenham sofrido ou imprimido tanta violência, ainda assim, não merecem morrer. Ninguém deveria ter em si o sentimento de que pode escolher o destino de alguém, ainda mais esse destino. Fica a indagação de que, ao faze-lo, a pessoa estaria se igualando a esses personagens, não estaria?
vários curtos textos, envoltos em um mesmo guarda-chuva mal explicado, Todo Mundo Merece Morrer tenta, sem grande sucesso, emular diversos gêneros e formas de escrita. Poucas revelações, temáticas rasas, personagens mais rasos ainda. It’s a trap.
Houve um assassinato na linha verde do metrô de São Paulo e a vida de treze pessoas que foram levadas àquele vagão específico é relatada nos capítulos seguintes e...caramba, que livro é este?
Cada personagem é retratado de forma crua, com sua natureza cruel ou simplesmente fadado ao fracasso, preso a tantos problemas do mundo muitas vezes cruel que nos rodeia. Indigesto em vários momentos, os personagens são reflexo direto das pessoas que fazem parte da nossa sociedade. Hipócritas, com verdades inquestionáveis e donos da razão, que vivem suas vidas além de qualquer bom senso, ou pior, se julgam dignos de tudo o que há de melhor e não reconhecem o absurdo do seu próprio comportamento. Em alguns casos, o sentimento que vem à tona é de lamentação e pena de ver a história de um personagem incapaz de sair do ciclo degradante que vive, excluído socialmente de tantas formas. Foda.
Clarissa me impressionou bastante com sua narrativa e construção de personagens. Cada um levei certo tempo para absorver e entender tudo o que o fazia ser como era. Ainda estou nesse processo, na verdade. Foram muitos sentimentos ao longo da leitura em que a única conclusão possível era o título dado a obra. Um soco no estômago em vários momentos. Tantas questões problemáticas como racismo, machismo, tráfico, meritocracia, maternidade, aborto, bulimia, bullying, etc. Achei realmente incrível toda a narrativa e necessária para retirar o véu que encobre tanta hipocrisia no nosso dia a dia.
A ideia inicial é ótima. Um assassinato no metrô de São Paulo e a história de 13 pessoas que lá estavam quando o crime aconteceu. Sempre fui fã de narrativas onde várias histórias individuais se cruzam e, às vezes, se entrelaçam.
Porém, o apelo deste livro de estreia acaba aqui.
Não há um bom personagem em todo o livro, o que acredito que deva condizer com a temática e com o título. No entanto, mesmo acompanhando pessoas ruins, é preciso que estes personagens possuam algum apelo com o leitor, o que não acontece aqui. As narrativas também são curtas demais, não dando tempo de nada de fato acontecer com nenhum deles. Entendo que são histórias curtas, mas arcos com começo, meio e fim são possíveis até mesmo em contos, por que não seriam possíveis aqui? No final, isso torna Todo Mundo Merece Morrer numa coletânea de primeiros capítulos de histórias que, se desenvolvidas em separado e com o devido foco, dariam ótimas novelas por si só.
Outro problema é a forma rasa como as diversas questões sociais são abordadas no livro. Confesso que revirei os olhos em diversos momentos enquanto lia, de tão forçados que alguns tópicos foram apresentados. A exceção ficou apenas com o conto de Eva, que foi lidado com uma sensibilidade que eu de fato não esperava. De resto, tive que forçar um pouco para terminar certas histórias devido à forma como esses temas foram inseridos.
No fim, fiquei um pouco decepcionado com Todo Mundo Merece Morrer. Clarissa certamente tem talento e muitas boas ideias, mas acredito que queimou largada com este livro de estreia, pois aqui estão muitas potenciais narrativas permanecerão sem o devido desenvolvimento para se tornar algo mais. É uma autora em quem prestarei atenção daqui pra frente, pura e simplesmente pelo potencial apresentado e que, acredito, pode ser muito melhor explorado.
Fiquei na dúvida se dava duas ou três estrelas. Dei a nota maior porque as histórias me deixaram curiosa. Clarissa Wolff conta a história de 14 pessoas que se cruzam em um vagão do metrô de São Paulo por causa de um assassinato que poderia ter tido um final ainda mais trágico se não fosse a atitude heroica de um jovem. Cada capítulo tem a sua linguagem própria, variando entre primeira, terceira e até mesmo segunda pessoa. A proposta não é lá de todo nova, mas eu acho bem bacana. O que achei fraco no livro são as situações e diálogos de alguns capítulos, em especial do oitavo. Tudo parece meio artificial demais e forçado para criar uma situação. Cheguei a pensar se era proposital e irônico, mas como fiquei na dúvida, acho que se foi, foi mal feito porque deixa o leitor na dúvida. Achei que algumas da histórias são até impactantes, mas será mesmo que tanta gente que "merece morrer" estaria no mesmo vagão vazio do metrô? O livro é de leitura rápida então, vale a pena para quem quer bater o desafio do Goodreads.
É um livro sobre personagens. Um fato e 13 histórias, 13 mundos, 13 pessoas revelando a nós, leitores, sua real faceta. Personagens típicos dos nossos tempos, mas que aqui estão abertos, expostos em toda a sua complexidade. Os temas, também super atuais, nos fazem viajar por diversos sentimentos negativos, da raiva ao asco e confesso que alguns foram bem indigestos.
A impressão que tive foi que Clarissa revolveu jogar a toda a hipocrisia que vemos no nosso cotidiano na cara de todo mundo. Sem dó nem piedade. Nada de anestesia por essas páginas.
Gostei bastante do livro e de como ele termina, principalmente. Alguns personagens parecem terem sido bem focados no estereótipo e algumas narrativas, por serem muito marcadas pela fala e gírias, travaram um pouco a minha leitura, mas é questão de hábito e extremamente pessoal, não é uma crítica, longe disso.
Esse é daqueles livros que te deixam refletindo por horas e horas depois de acabada a leitura, é extremamente pesado, violento, cheio de gatilhos porém incrível. Eu li ele em apenas algumas horas, fiquei tão absorvida na história, na narrativa dessas diferentes vidas e na forma como elas terminam se conectando nesse final caótico e triste. Todos os núcleos foram interessantes assim como todos os assuntos delicados em que eles tocam desde desigualdade, racismo, sexismo a maternidade compulsória, depressão etc. Gostei demais de como ele reúne esses diversos recortes sociais, realidades e mundos completamente diferentes dentro da mesma metrópole e toda confusão e complexidade que a envolve.
O livro nos apresenta personagens cujas perspectivas de vida e opiniões muitas vezes são de revirar o estomago. Clarissa descreve uma São Paulo plural e constrói uma narrativa que reflete exatamente essa pluralidade. Cotidianos se desdobram direcionando essas personagens ao mesmo vagão de metro e, após curtos porém profundos mergulhos em cada história, fica difícil para o leitor escolher quem realmente mereceria ter morrido. Leitura recomendadíssima.
Uma narrativa crua, áspera e difícil de engolir. Impactante a cada página. A diversidade e individualidade de cada personagem enriquece o texto e nos permite perceber a capacidade de escrita da Clarissa, que maestria! A leitura que faz da essência humana, da "realidade" do brasileiro ( ou do ser humano?) e a reflexão a cerca do título: Todo Mundo Merece Morrer, é interessantíssima! Um livrão!
Completamente satisfeita com essa história. Terminei do jeito que imaginei que a autora quisesse que eu terminasse: refletindo, me questionando, com raiva de todos e de mim também. Que livro nacional incrível! Acessível e capaz de nos mostrar diversas nuances da sociedade brasileira que nos deparamos diariamente sem muitas vezes perceber.
Achei o livro confuso no geral, até mesmo a narração que sempre muda de pessoa e tempo (o que na minha opinião não acrescentou em nada), além de muita violência, a qual não foi justificada como esperado. Não consegui me prender aos personagens e achei alguns muito irreais até, a ideia da autora é muito boa, porém foi desperdiçada, uma pena.
aviso de gatilhos: machismo, misoginia, abuso sexual, estupro, racismo, homofobia, ideações suicidas, pedofilia, transfobia, bulimia, soropositividade e outros que não consigo lembrar.
Em suma, “Todo mundo merece morrer” é um livro composto por altos e baixos.
Comecei a trama achando tudo muito estranho, diferente e sem uma opinião muito forte. Então, com o passar das páginas, cada história de cada sobrevivente (não vítima, sobrevivente) foi adquirindo um teor de discussão sobre moral e ética, fazendo-me duvidar até de mim mesmo e meus pensamentos – e eu gosto de tramas assim, diga-se de passagem, gosto mesmo de duvidar de mim.
No entanto, à medida que eu lia, fui percebendo certas repetitividades entre uma história e outra, como se estivesse faltando criatividade da parte da autora. O que me pegou mesmo é que esta falta de criatividade culminava justamente em gatilhos e problemas sociais que, ao meu ver, não passava de uma pornografia da violência sem muito cuidado com o que estava mexendo, trazendo para o enredo apenas para chocar. Certo que o livro é sobre pessoas horríveis, mas precisa haver uma responsabilidade na hora de falar sobre racismo, por exemplo. Faltou uma leitura sensível, com certeza.
A escrita de Clarissa é impecável e para mim essa é a melhor coisa do livro. Minha gente, tem até um ponto de vista narrado como se fosse versículos da Bíblia – com vocativos, verbetes e vocábulos perfeitos que só fizeram desse capítulo mais verossímil. Ponto para a pessoa que editou e outras que estavam por detrás desse conjunto de páginas. Eu gostaria MESMO de ler qualquer outra história escrita por ela e tenho certeza que, com atenção aos cuidados que mencionei, seria um livro grandioso.
A narração do capítulo final simplesmente me deixou sem ar. ”Todo mundo merece morrer” foi uma experiência muito louca, apesar destes e outros pecados. Vale a pena, mas tome cuidado (teve um capítulo que eu sequer consegui finalizar de tão agoniante).
Esse livro é a prova de que uma história prende (ou não) cada pessoa de uma forma. Comprei ele por dica de um Booktuber que gosto muito e quando fui procurá-lo por aqui, me surpreendi com a nota mediana. Li muitas das resenhas e isso me fez começar a ler o livro com expectativas baixas. Acho que isso foi bom, porque ele me surpreendeu. Se você está lendo isso, saiba: é visceral. É a intensa realidade de que no mundo real não existem mocinhos e vilões. Existem pessoas. E pessoas carregam em si mocinhos e vilões, independente da raça, da classe social, das ideologias e das crenças. Muitas partes desse livro me fizeram chorar, outras me encolheram em agonia ou devastação. A vida como ela é. As pessoas como elas são. A sociedade que vivemos, perfeitamente representada. Quem decide quais vidas são inocentes? Quem decide quem é o mocinho? Quem decide quem é o vilão? Quem decide quem merece morrer ou não? Nesse livro, somos nós. Eu e você. Com nossas vivências, nossas experiências, nossos traumas e nosso senso moral. E é mais constrangedor ainda, reconhecermos muitas vezes nossos próprios pensamentos, comportamentos ou nossa própria história de vida em personagens intragáveis, em histórias difíceis de engolir. Saber que esse foi o primeiro livro de Clarissa Wolff me deixou abismada. A qualidade da escrita polifônica é excelente. Cada capítulo é uma crônica, uma história de vida nua e crua que se passa em São Paulo e carrega em si o cinzento do céu, a rotina diária e os problemas de uma cidade grande e da vida moderna. Uma das melhores leituras nacionais que fiz nos últimos anos. Ler uma história na nossa língua materna, numa cidade do meu país, cala mais fundo pra mim. Com certeza recomendo!
Essa é a minha segunda releitura do ano de um livro que em 2019, me impactou muito. Lembro de ter ficado completamente presa na história, achando tudo muito intenso e provocativo. Mas, agora, relendo com um olhar diferente, preciso abaixar minhas estrelas. A premissa desse livro ainda me parece muito boa, mas sinto que falta conhecimento para a autora. Tudo é muito raso, como se ela tivesse uma ideia incrível, mas não soubesse bem como desenvolvê-la. E, no fim, parece que os assuntos polêmicos estão ali mais para preencher buracos do que para realmente serem explorados com profundidade.
Outra coisa que me incomodou foi a quantidade de pontas soltas. Algumas coisas são jogadas na história e simplesmente não têm fechamento, o que me deu a sensação de que a história poderia ser muito mais bem construída. Ainda assim, preciso dizer que esse livro tem um ritmo viciante e levanta questões interessantes. Mas, comparado à minha primeira leitura, dessa vez ficou claro que a ideia era maior do que a execução.
Sabe aquele livro pesado que conta com uma criatividade incrível da autora? Pois bem, esse é o caso de Todo Mundo Merece Morrer.
Nele, um atentado ocorre em um metrô, e a partir desse acontecimento, a autora vai discorrer sobre a vida de sujeitos que estavam no local da fatalidade, nos colocando como "júri" de realidades totalmente diversas, mas que, em todos os casos, vão contra os preceitos básicos de boa convivência em sociedade: vamos nos deparar com pessoas racistas, homofóbicas, bullers, e por aí vai. Por trás de uma máscara, todo mundo tem algum segredo. Daí que, moral da história, você acaba pensando que realmente todos, sem exceção, "mereciam morrer".
Confesso que fiquei bem impactada em determinados capítulos, porque a autora não poupa palavras na hora de tocar em assuntos polêmicos. Mas, fiquei grudada do início ao fim, e terminei o livro muito rápido. Vale a pena, caso você goste de uma leitura que faz pensar sobre a realidade social de boa parte da população brasileira, seja ela privilegiada ou não.
Todo Mundo Merece Morrer é o único livro que pausei a leitura diversas vezes para processar o que tinha acabado de ler, as vezes precisava parar de ler para respirar de tão impactante são os personagens desse livro. Ele te deixa indignado do início ao fim e as vezes vai te fazer questionar a inocência de cada personagem ou até mesmo relacionar seus pensamentos com os dos personagens. A leitura não é fácil e tem que ter muita cabeça pra ler, mas em contra partida é impossível se arrepender desse livro pois pra quem gosta de questionar o mundo e o quão feio ele pode ser ou até mesmo mudar sua forma de pensar, ele é ideal e perfeito. Apesar de ser o livro de estréia da autora eu achei muito bom e com certeza essa facilidade em criar personagens extremamente reais pode ser muito aprimorada no futuro fazendo assim ela uma escritora de sucesso.
Uma assalto no metrô de São Paulo, a manchete sensacionalista que classifica rápido demais os envolvidos em heróis, vítimas e vilões, e o olhar atento de Clarissa para lembrar que nem tudo é o que parece.
Como o livro começa bem! Li o primeiro capítulo duas vezes, uma aula sobre idas e vindas no tempo sem perder o leitor. Os diálogos têm a estrutura certa: o melhor argumento (muitas vezes inesperado) por último. Além disso, a versatilidade dos temas, do tom e da linguagem. Na transição do segundo para o terceiro capítulo, oscilei do profundo asco às gargalhadas, em poucos minutos. Cada capítulo introduz novos personagens, todos ligados pelo crime anunciado no prólogo. Um romance com gostinho de coletânea de contos.
Concordo com o título do livro... Eu ainda tô em choque com tudo que li. O título não mentiu em nada, todos tem algo de podre que poderia ser motivo pra "merecer morrer" para outro alguém. Esse livro com certeza vai alugar milhares de condomínios na minha mente. Incrível, tô sem fôlego depois de lê-lo e isso é surreal. Eu não esperava grandes coisas, mas me surpreendeu lindamente, trouxe sentimentos e me fez perceber o quanto somos TODOS hipócritas. Obrigada Clarissa Wolf por fazer valer a pena eu ter aprendido a ler.💞
A-DO-REI!!!! impossível parar de ler e de desejar que todos os personagens morram. Os verdadeiros "cidadãos de bem". Que péssimo vagão para se estar, hein?
Depois de um primeiro capítulo morno, mas que me despertou a curiosidade, infelizmente esse livro só foi se tornando mais e mais difícil de pegar pra ler. Não sou fã de livros com temas pesados, ainda mais quando não tem nenhum tipo de explicação, redenção ou plot twist no final. Sobre a escrita em si, alguns capítulos me agradaram (o capítulo do padre e da irmã voltando do velório foram os que salvaram esse livro de ganhar só 1 estrela pra mim) mas a maioria se perdeu de tão diferente que a narrativa fica a cada mudança de personagem. Se fossem menos personagens e capítulos mais densos, seria menos cansativo e frustrante. Acredito que esse livro tenha um público, mas não sou eu.
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I read this one to practise my portuguese, but as a story I think is not a book for everyone. The topics discussed are hard to read, but not so far away from people’s reality in a lot of the 3rd world countries. Would I reread it? NO. But I think the writer delivers what she promises on the title by giving us the background of some of the characters that were saved in the mass shooting attempt.