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Salomé e Outros Poemas

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109 pages, Unknown Binding

Published January 1, 1896

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Eugénio de Castro

87 books4 followers
Formado pela Faculdade de Letras de Coimbra, aí viria a desempenhar funções docentes e diretivas. É ainda durante os estudos académicos que Eugénio de Castro funda, em 1889, com João Menezes e Francisco Bastos, a revista Os Insubmissos, criada com o intuito deliberado de rivalizar com a revista académica Boémia Nova, lançada por Alberto de Oliveira e António Nobre. Eugénio de Castro colaborou em várias publicações periódicas do século XIX, nomeadamente: A imprensa (1885-1891), Ave azul (1899-1900), A semana de Lisboa (1893-1895), A leitura (1894-1896), Branco e Negro (1896-1898); nas duas séries da Ilustração Portuguesa: Ilustração Portuguesa (1884-1890) e Illustração portugueza (iniciada em 1903); e ainda em diversas revistas do Século XX, entre as quais a revista Serões (1901-1911), Atlantida (1915-1920), Contemporânea (1915-1926), Revista de turismo, iniciada em 1916, no periódico O Azeitonense (1919-1920) e na revista Ilustração (iniciada em 1926). Em 1890, entrou para a história da literatura portuguesa com o lançamento do livro de poemas Oaristos, marco inicial do Simbolismo em Portugal. Em 1895, Eugénio de Castro funda a revista internacional A Arte, que, anunciando a colaboração de autores como Paul Adam, Gabriele d'Anunzio, Maurice Barrès, Gustave Khan, Maeterlinck, Stéphane Mallarmé, Jean Moréas, Jules Renard, J. H. Rosny, ou Verlaine, pretende constituir, ligando alguma poesia portuguesa (sobretudo a do autor) à poesia europeia, um elo no movimento simbolista internacional, com cujos representantes Eugénio de Castro mantinha, aliás, correspondência.

A obra de Eugénio de Castro pode ser dividida em duas fases: a primeira, a fase simbolista, corresponde de um modo geral à sua produção poética até o fim do século XIX, que apresenta algumas características da Escola Simbolista, como o uso de rimas novas e raras, novas métricas, sinestesias, aliterações e vocabulário mais rico e musical. A segunda fase da obra de Eugénio de castro, a fase neoclássica, é caracterizada por um produção literária em que o poeta se volta para a Antiguidade Clássica e para o passado de Portugal, revelando um certo saudosismo. A feição neoclássica de Eugénio de Castro sobressai particularmente em Silva (1894), Salomé e Outros Poemas (1896), na peça dramática Constança (1900) e em A Fonte do Sátiro(1908).

Eugénio de Castro casou-se em 22 de Maio de 1898 com Brígida Augusta Correia Portal, e desse casamento houve seis filhos. Foi homenageado em Coimbra através da atribuição do seu nome a uma escola da cidade - o Agrupamento de Escolas Eugénio de Castro. Em 1949, a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o escritor dando o seu nome a uma rua junto à Avenida da Igreja, em Alvalade.

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Profile Image for U Recife.
122 reviews14 followers
July 29, 2018
Se gostei do que li, não sei sequer se gostei. Todavia, seria igualmente verdade dizer que não desgostei. Ponhamos assim: se este fosse um dos poucos livros existentes (sobrantes) no mundo e eu, aborrecido, buscasse com que me entreter, talvez o lesse com mais gosto. Felizmente para mim, ou infelizmente para o já falecido autor, não falta o que ler e desse tanto, muitos, muitos sim, merecem que o façamos com gosto.

Seja como for, este caderno de poesia não é tão mau quanto o faço parecer. Eu é que, à distância do tempo e dos interesses, não me identifico nem com os temas nem tampouco com o tratamento. Aqui e além uma ideia interessante (para mim), uma construção poética mais feliz, algo que me captura a atenção. Mas, contas feitas ao que até agora de Eugénio de Castro conheci, devo confessar que não é autor que me convença. É com pena, já que, se tivesse de jantar com a Florbela Espanca, e querendo fazer-lhe graça, menos em comum com ela teria à conta deste meu desinteresse.

Será falta minha? Por certo que sim. Contudo, sendo que não tenho aspirações a me tornar crítico literário em geral, nem deste período em particular (fim do século XIX), não me sinto em grande perda por não me descobrir apreciador deste poeta. Talvez mais informado, mais contextualizado, pudesse eu encontrar assim o que nesta minha leitura falhou.

Mas temendo que, ao deixar aqui a minha opinião, possa influenciar negativamente alguém (o que duvido, dada a superficialidade desta minha pseudo-crítica), aviso já que melhor fazem em me ignorar e dar ao autor uma justa oportunidade. Só assim terão uma ideia precisa do que dele podem esperar.

As boas notícias: o livro, como outro que do mesmo autor revi, não é longo. Tem essa vantagem! E como os poemas aqui contidos não estão unidos tematicamente, sempre se pode ler um ou outro para conhecer o estilo sem que haja perda ao se ignorar os restantes.

Uma coisa é certa vos garanto: este livro ficará naquela parte da minha biblioteca reservada para os tomos a ganhar pó. Com sorte, e antes de me tirarem a foto da praxe do intelectual lido, corro a dar-lhes uma espanadela, devolvendo-lhes assim algum do seu perdido glamour.
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