"Pressa de ser feliz" é um daqueles livros que faz qualquer ansioso nato se identificar facilmente. Na mente de um ansioso, tudo é pressa ou medo, a vida parece correr a 100 km/h durante quase todos os momentos. E é legal ver esses momentos de tensão ou de dúvidas capturados em forma de crônicas ou de pequenos textos... mas ficou faltando algo.
O livro é leve e te faz sorrir aqui e ali, mas me pareceu um pouco cru. Explico: se comparado aos cronistas brasileiros mais recentes que eu li (Put Some Farofa e Nu, de Botas), falta algo para deixar o texto mais especial - um senso de humor mais afiado, um texto mais trabalhado esteticamente, histórias mais profundas e mais bem narradas - algo que coloque ali alguma intensidade, sabe? Senão, fica parecendo um texto de blog que se acha na internet, não que textos de blog não inferiores ou algo do tipo.
No fim, acho que se não fosse o tema da ansiedade, esse seria um daqueles livros que eu perderia o interesse já nas primeiras páginas. Mas a temática fez a diferença na medida do possível e até me rendeu algumas boas reflexões durante essa pequena maratona de férias.
"Pressa de Ser Feliz", de Matheus Rocha, é uma obra que dialoga profundamente com a busca por autenticidade, autoconhecimento e o amor próprio em meio às complexidades da vida moderna. Através de sua escrita sensível e reflexiva, o autor nos convida a repensar nossas atitudes, emoções e prioridades, destacando a importância de sermos fiéis a nós mesmos e de valorizarmos os pequenos momentos que realmente fazem a diferença.
Entre os melhores trechos do livro, destacam-se passagens que abordam a felicidade, as mudanças pessoais, o autocuidado e o poder da escrita como ferramenta de desabafo e autoconhecimento. Rocha nos lembra que muitas vezes estamos tão presos à pressa e às expectativas externas que deixamos de perceber que já somos felizes, mesmo sem saber ou admitir. Ele enfatiza que a felicidade não é um destino a ser alcançado, mas uma maneira de perceber e viver o presente.
Outro ponto central do livro é a reflexão sobre as mudanças inevitáveis na vida: os finais, as dores, as cicatrizes que carregamos, e como esses momentos nos moldam. Rocha nos encoraja a abrir mão do que nos faz mal, a seguir nossa intuição e a confiar na nossa força interior. Ele fala também da importância de renunciar aquilo que não nos faz bem, de abraçar o amor verdadeiro, de valorizar os abraços e de aprender a desacelerar, deixando de lado a busca incessante por aparências e validações externas.
O autor também destaca a relevância de escrever como uma forma de autoterapia, de desabafo e de reconhecimento de si mesmo, reforçando que nossas palavras, por mais simples que pareçam, têm o poder de nos transformar e de nos conectar com nossa essência. Além disso, Rocha reforça a ideia de que a vida pede coragem para mudanças, para desistir de certos caminhos e abraçar novos rumos com esperança e otimismo.
Em suma, "Pressa de Ser Feliz" é um convite a desacelerar, refletir e valorizar a nossa jornada, aprendendo a apreciar cada passo, cada abraço, cada momento de silêncio e de caos. É uma leitura que inspira a buscar a autenticidade e a paz interior, mostrando que, apesar das cicatrizes e das dificuldades, podemos encontrar a felicidade na simplicidade de sermos quem realmente somos.
Só uma pessoa ansiosa para conseguir descrever com tanto leveza e sinceridade o que a ansiedade causa nas pessoas. Aquela coletânea de textos que qualquer leitor ansioso tem que ler. Esse livro não foi bem uma leitura, parece que foi uma conversa profunda, um abraço, um colo de alguém que não vai te julgar ou pensar que é mimimi toda essa história de ansiedade, ele te acolhe e te conforta. Você sente cada palavra desse livro e se você ansioso você vive cada palavra.
Que livro maravilhoso. Varias passagens marcantes e que me identifiquei que achei que nunca fosse ler em um livro. Com certeza é um livro que vou voltar ou para reler o que marquei e reler ele inteiro. Só amores.
apreciando cada linha (de modo 100% coincidente para mim) encontro: força, alívio e liberdade em acolher todo estado de espírito da crônica do que é caminhar sendo ansiosa. tão essencial quanto uma mão amiga que agarra a outra em tal momento preciso. um amor pra minha vida.