"E você não sabe, porque afinal você só tem 18 anos. Você também não sabe que, lá na frente, embora continue doendo sempre, você meio que vai se acostumar e vai até fazer uso de alguns perrengues para escrever ou atuar. Daqui de onde te escrevo, do futuro do Lulu Santos (de onde ele vê a vida melhor), mais precisamente do ano de 2017, 24 anos depois de tudo o que você está vivendo agora, eu te asseguro: a vida é boa, Maria. Você vai ter filhos, amores, trabalhos bonitos; vai ter amigos, histórias, encontros. Mas o mais legal eu deixei por último: você vai ter você, companheira. Inteira e independente, e em cima de duas pernas firmes. Mas ó, isso só em 2017. Conto com você. Beijos, Maria "
Maria é amor de primeira, seja falando ou escrevendo, a gente é preso em sua espontaneidade instantânea. Nesse livro, que se trata de comunicações interessantes, com recados que queria dar para pessoas conhecidas ou não, torna a leitura rápida e cativante. Sou suspeita de falar dela e não muito indicada devido a minha falta de neutralidade por ver muito dela em mim, forma de pensar, vícios e gostos. Eu que digo pra você Maria, a gente é amiga e você nem sabe. Obrigada pelas inúmeras referências de personalidades, musicais e de cinema. Pelas risadas discretas e outras bem grandes. Seu senso de humor é especial.
Maria escreve de uma forma que ler esse livro foi como conversar com uma amiga, ou ouvir uma amiga contando histórias daquele jeito que, de vez em quando, olha pra gente e fala algo que nos marca. todo composto por crônicas, sempre destinadas para alguém ou algo, tem reflexões puras, bem pensadas, inteligentes e uma boa dose de fofoca, que eu como jornalista amei saber! é uma leitura leve, mas que faz pensar. uma leitura que distrai, mas que agrega e ensina. é um livro que vale a leitura.
Ahhh Maria è de uma delicadeza ímpar na sua escrita. Sua honestidade e amorosidade são a marca. Claro que tudo isso fica interessante porque ela escreve muito bem! Gosto da forma como ela fala das suas relações sem filtros. Gostei muito!
Para quem gosta de fofocas, gosta de pesquisar para além da história e referências externas, esse livro é tudo. Além da capa belíssima, a escrita de Maria é muito gostosa, fluida e as indicações de filme e músicas são incríveis. Grande escritora!
Maria é gênia (com esse adjetivo mesmo que ela tanto usa). Ela trás pra escrita o deboche e a ironia que usa em seus vídeos do Instagram, ou dou YouTube. Ótimo livro pra quem é fã dela. Eu sou!
A sinopse tinha me chamado muita atenção e junto com o título me passou uma outra imagem do que seria a leitura. Gostei, mas achei meio cansativa. Tem alguns textos ótimos, que adorei a reflexão, outros não gostei tanto. Porém gostei de conhecer um outro lado da autora/atriz que eu não conhecia.
“Nem sempre a gente sabe o que tá escrevendo” + o michael scott falando que as vezes quando ele começa uma frase ele nao sabe pra onde ela ta indo mas tem esperança de encontrar onde vai ao longo di caminho = eu
A experiência de leitura deste livro foi muito interessante, pois me fez pensar muito na forma como o conteúdo nos arremata. E também na forma que a vida se faz. Ele é estruturado em cartas e legendas do Instagram (sim! o Instagram também pode ser um suporte de leitura na atualidade!) endereçadas a alguém - uma pessoa real ou não - contendo sentimentos, expectativas, dúvidas e reflexões. Assim, ganhamos um lugar muito íntimo nessa correspondência, pois é como se estivéssemos ali, espiando a relação dessas duas pessoas (o remetente e o destinatário). E, como o endereçamento não foi feito para a gente, ficamos livres para colar ora nos sentimentos da autora, @mariaaribeiro , ora no que imaginamos que quem recebeu a carta sentiu. Ficamos livres para transitar e investigar, e acredito que esse seja o ponto alto do livro. Maria é uma autora do sentir. A forma que ela escolhe para sua escrita é um pretexto para no fim investigar o que sente. E com isso, ela nos presenteia com um livro que nos permite olhar em volta e olhar para dentro. Não há outra forma de investigar o que se sente que não sendo honesta e muitas vezes provocadora. Maria faz isso como ninguém e ainda contextualiza cada pessoa/sentimento com um filme e uma música, como uma espécie de marcação. E existem melhores marcadores de vida que sentimentos e arte? Desconheço.