Depois do projecto "Até onde vais com 1000 euros?" e da colectânea de crónicas "Indochina", Jorge Vassallo - autor do blogue de viagens "fui dar uma volta" - apresenta o seu novo projecto literário: uma trilogia sobre as suas aventuras na Índia, chamada "Tudo é Possível!".
Neste primeiro volume, cuja capa foi desenhada pela ilustradora e street artist Vanessa Teodoro, o autor e líder de viagens faz um apaixonado relato da aventura que viveu com um amigo na Índia... em cima de duas Vespas.
"Índia... onde nunca nada acontece como-era-suposto, tu és uma surpresa em permanente metamorfose, tens sempre de inventar piruetas e cambalhotas, contorcionismos vários, tens sempre de ser a dona da última palavra."
Foram quase três meses e cerca de cinco mil quilómetros, do sul ao norte do subcontinente - e entre inúmeros momentos hilariantes e episódios insólitos, Jorge Vassallo destaca meia dúzia:
"A certa altura fomos detidos para interrogatório, por suspeitas de espionagem industrial e terrorismo - no auge do mais quente (e mortífero) Verão de que há memória, na Índia. Rapámos o cabelo no maior templo hindu do mundo. Fomos abençoados por elefantes, perseguidos por macacos - e perdemos a conta ao número de vacas de que tivemos de nos desviar, pelo caminho. Entrevistámos duas hijras, num slum de Bombaim, enquanto se preparavam para mais uma noite a prostituir-se. Aguentámos avarias e furos, diarreias e dores de dentes, buracos na estrada, trânsito... e os sempre-curiosos indianos."
Jorge Vassallo nasceu em Lisboa, mas cresceu e viveu em Sintra, rodeado de magia e nevoeiro, a ouvir histórias da Índia portuguesa, a ver filmes do Indiana Jones, a ler as aventuras de Júlio Verne e os livros de Salman Rushdie. Gosta de histórias, de personagens, de cenários e das relações entre uns e outros. E gosta de pôr todos os sentidos à prova - a curiosidade é a grande força que o leva a viajar. Licenciado em Marketing e Publicidade, fez também um curso de Escrita Criativa e, nos anos em que trabalhou como copywriter em publicidade, lançou-se em aventuras várias pela Europa... e estreou-se na Ásia em 2001. Foi amor à primeira vista. Depois de vários anos a viajar exclusivamente na Ásia, em 2008, foi até ao Senegal com apenas mil euros, um amigo e duas bicicletas - um projecto que mereceu o prémio de Melhor Blog do Ano, foi transformado em livro e serviu de "desculpa" para a agência de viagens Nomad o convidar a liderar pequenos grupos de viajantes no Sudeste Asiático. Desde então, já acompanhou mais de 40 grupos - quase 30 na Indochina. Em 2014, deu uma palestra sobre Angkor Wat e o Império Kmer, na Fundação Oriente. Em 2015, atravessou a Índia numa vespa. E, em 2016, seleccionou algumas das suas memórias da Indochina, escrevendo um livro com o mesmo nome.
XConsidero que livros de viagem são assim como o partilhar de algo íntimo e que possuem alguns contornos mágicos apenas para quem os viveu. Em todo o caso, tenho andado a pensar que gostaria de regressar à ìndia e este livro como que me caíu no colo...interpretei como um sinal e logo coemcei a leitura. Diverti-me com a escita e algumas das (des)venturas e, acima de tudo, reforcei o meu desejo. A Índia "não é para todos" mas, quando se sobrevive à primeria incursão, há algo que se entranha na pele...
Um livro fascinante e de leitura obrigatória, para quem gosta de viajar, de conhecer novas culturas e tradições, de se surpreender com aventuras e encontros inesperados nos mais recônditos lugares da Índia, de como lidar com o impossível,... Uma lição de vida a todos os níveis! Não falta, obviamente, muito humor e poesia, já habituais na escrita do Jorge! Um verdadeiro must-read!!!
Foi uma leitura bastante interessante, que me deu a conhecer alguns factos sobre a Índia. Gostei principalmente das histórias dos deuses hindus. No entanto, tive alguma dificuldade em adaptar-me à escrita do autor (apesar de depois me ter divertido bastante e sentir que estava a ler uma espécie de diário de um amigo) e achei que alguns detalhes eram desnecessários. Fico à espera do segundo volume :)
"Sab kuch milega. Escrita a tinta no antebraço, na véspera da primeira viagem na Vespa-que-não-era-Vespa-mas-não-interessa, está a frase que daria nome à trilogia de aventuras de Jorge Vassallo pela Índia. Tu consegues tudo, literalmente. Ou Tudo é possível, versão adaptada com que baptizara um novo projecto em 2011, colecção de relatos das muitas viagens à Índia." Mara Gonçalves - Fugas (Jornal Público) "Na Índia, (quase) tudo é possível numa viagem de mota" - 18 de Agosto de 2018
"Durante a viagem, a dupla (Luís Simões [World Sketching Tour]) andava de Vespa com um GPS, mas usavam-no mal de propósito. Pediam que lhes indicassem os percursos a pé. “Não nos queríamos meter em autoestradas, queríamos ir tranquilamente, passar pelas aldeias e pelas pessoas, por caminhos pequenos.” Ricardo Farinha - NEW iN TOWN "A história do português que fez uma viagem à Índia e acabou detido por espionagem" 21 de Abril de 2018
A book with +than 450 pages but very, very easy to be read. The reading is greatly soft.
If you're interested in visit India (or just to fill your curiosity), you should read this book, definitely. It states the adventures in detail in which the author (with vast experience in India) experienced in this country full of everything. Apart from this, relevant historic data about India, like the venerated gods there, for example, are mentioned. The book will take you to a mountain of emotions, I'm sure about that.
There is a second book that belongs to the same series of this one, released this year (2019), named "O Marajá Faz Anos" and match with the first time in which Vassallo (the author) went to India. Therefore, take both and board in a great adventure.
Mais um livro do Jorge, embora escrever mais um possa soar a repetitivo, o que de facto não acontece nos seus livros. Há uma dinâmica comum, que aprecio bastante, porém a forma descontraida como escreve, permite variar sobretudo nos sentimentos e sensações, tão próprios duma viagem. É um autor que cada vez mais aprecio e admiro. Este livro é mais um exemplo da sua capacidade comunicacional, no caso através da escrita.
Escritor com uma escrita invulgar e cheia de humor. Descreve perfeitamente o ambiente que se vive na Índia. Este livro leva-nos lá mesmo sem lá termos ido. Para uma apaixonada por conhecer novas culturas este livro foi a cereja no topo do bolo ;). Estás de parabéns Jorge Vassallo, continua a levar-nos à Índia real.
Livro maravilhoso, faz-nos viajar, rir e sonhar! Uma leitura leve mesmo a tempo do verão. Para quem nunca foi a Índia, como eu, dá um vislumbre do que poderá ser e de tudo o que eu imagino que venha a ser. Uma contradição, um gostar e um odiar, uma esquizofrenia de sentidos! Vamos lá para o segundo volume!!
Quem tem a sorte de ter viajado com ele reencontra-o no livro, quem nunca viajou com ele, não pode perder a oportunidade deste encontro singular em humor e humanidade deste viajante, que fala de uma das suas paixões com conhecimento: a Índia.
"Deixámo-nos cair nas camas e passámos o resto da tarde a relembrar as expressões das pessoas com quem nos cruzámos durante o dia, a elogiar a paisagem e os pormenores insignificantes que nem têm lugar nas páginas de um livro, mas que todos juntos são a essência de Viajar."
Resisto um bocado a livros sobre viagens, porque tenho sempre a ideia de que a magia está reservada para quem a viveu, a sentiu na pele, mas como tinha esta trilogia na minha lista já há muito tempo, eis que lhe “dei uma oportunidade”. Tinha lido o feedback de alguém que, de início, sentiu dificuldade em se adaptar à escrita do Jorge V., mas honestamente foi uma bela surpresa! Quem já ouviu o Jorge a falar, em lives e por aí, a escrita dele é uma extensão da sua oralidade, super leve, fluída e sem empates! Fiquei com (ainda!) mais vontade de ir descobrir essa Índia do Jorge, onde "tudo é possível". Chalo!