Marta Chaves (1978) nasceu em Coimbra e vive em Lisboa. É psicóloga clínica e psicoterapeuta. Desde 2008, tem vindo a revelar os seus poemas em diversas antologias poéticas e revistas de poesia. Publicou os livros Onde não estou, tu não existes (2009), Pensa que deixou de pensar nela (2010), Dar-te amor e tirar-te a vida (2012), Pedra de Lume (2013), Perda de Inventário (2015), Varanda de Inverno (2018), Avalanche (2021) e Intervalo (2025).
ARCA Sentir o cheiro das coisas velhas, das coisas que ficaram por dizer.
A casa, a paisagem, o silêncio, o tempo. Diria que são estes os leitmotivs da poesia de Marta Chaves, aqueles de que nunca me canso e que em “Varanda de Inverno” estão lado a lado, se sobrepõem e acumulam.
CINEMÁTICA Gosto do torpor de regressar a casa de mão dada ao invisível, sem dar conta do caminho que me leva do lugar onde estou para o lugar que vou.
Tal como na prosa aprecio o género difícil que é a “flash fiction”, na poesia aprecio a condensação dos versos ao essencial, patente em inúmeros poemas desta obra.
CIRCUNSTÂNCIA Tenho uma idade duvidosa, versátil no ardor dos acontecimentos.
ANIVERSÁRIO Esta calma faz-me pensar que estou certa ou morta.
Podem ouvir a própria autora a ler “Solar”, um dos poemas mais emblemáticos de "Varanda de Inverno", num vídeo do Youtube.
EPÍLOGO Dificilmente reconheceria outro universo além deste, feito de retratos, músicas e poemas, onde por dentro de demorados silêncios foi impossível escapar à tristeza.