Já publicada pela Editorial Presença numa edição de 14 volumes, esta História da Filosofia, que tem como principal objectivo romper com a anterior historiografia filosófica e recusar as interpretações tendenciosas, surge agora com uma nova apresentação gráfica e com doze volumes apenas . Através de um discurso claro, pedagógico e acessível, este primeiro volume incide sobre a Escola Jónica, Pitagórica e Eleática e sobre filósofos como Empédocles, Anaxágoras, os Atomistas, a Sofística, Sócrates, Platão e Aristóteles.
Leading Italian existentialist, Abbagnano studied in Naples and taught at Turin. His ‘philosophy of the possible’ condemned other existentialists for either denying human possibility (because all our efforts are futile in a hostile and meaningless universe) or exaggerating it, imagining us capable of things which actually lie outside our potential. In his later work he tended to adopt a more naturalistic and scientific approach to philosophy, although still condemning the ‘myth of security’ implicit in a complacent scientific world view. His major works include the monumental three-volume Storia della filosofia (‘History of Philosophy’, 1946–50) and Possibilità e libertà (‘Possibility and Liberty’, 1956).
Neste primeiro volume, o autor resume as escolas Jónica, Pitagórica, e Eleática, fala dos pré-socráticos, dos atomistas, dos sofistas, e ainda das três grandes personagens da Filosofia da Antiguidade Clássica: Sócrates, Platão, e Aristóteles. Abbagnano tem um poder de síntese excelente, conseguindo por um lado descrever sumariamente a vida e o contexto histórico destes grandes pensadores; referir quais os documentos que sobreviveram, quais os que podem ser acreditados, e ainda aqueles cuja autenticidade e/ou legitimidade devem ser questionadas; bem como, e mais importante que tudo, dar uma ideia geral dos conceitos propostos e explorados pelos fundadores da Filosofia Clássica. Gostei particularmente de recordar as ideias de Platão (que houvera lido nos seus "Diálogos"), bem como de analisar a obra imensa de Aristóteles. É muito interessante compreender a forma como certos tipos de ideias e ideais surgiram apesar das limitações não só científicas, como também conceptuais da época. Mais ainda, é impressionante constatar que já há dois milénios e meio que os grandes pensadores andavam de volta de conceitos que só foram compreendidos há menos de um século pela Matemática moderna. Este facto ilustra bem a maior limitação da Filosofia: a linguagem subjectiva que emprega. Fiquei com vontade de ler mais... Suponho que este seja o melhor elogio que possa ser dado ao autor e à sua obra.