om o título deliberadamente irônico de Que horas são?, este livro analisa alguns dos impasses e acertos da cultura brasileira desde o século passado até o presente momento. Além de discutir os motivos pelos quais ela dá sempre a impressão de ser postiça, ou de insistir no fato de que os partidos populares atuais devem ter uma política para a mídia, Schwarz examina o romance de Machado de Assis, a poesia de Oswald de Andrade e de Augusto de Campos ou o filme Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho, assim como uma peça de Brecht, A Santa Joana dos Matadouros. Suas leituras movem-se constantemente de uma cuidadosa atenção à obra para o espaço social em que esta foi gerada e vice-versa, o que faz com que seus textos críticos sejam não só abrangentes como estimulantes e polêmicos.
Roberto Schwarz é um crítico literário e professor aposentado de Teoria Literária brasileiro. Um dos principais continuadores do trabalho crítico de Antonio Candido, redigiu estudos sobre Machado de Assis elencados entre os mais representativos na fortuna crítica sobre o autor das "Memórias Póstumas de Brás Cubas".