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A Queda dos Machos

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Nas 20 cartas contidas no presente volume, o Prof. J.L. Pio Abreu, autor de Como Tornar-se Doente Mental e Quem Nos Faz Como Somos dirige-se as mulheres, procurando convence-las de que os homens podem ser os seus maiores aliados. Recorrendo as neurociencias e a biologia, bem como a filosofia e as ciencias humanas, mas sobretudo repousando na sua experiencia acumulada de 50 anos de pratica medica, persuade-nos de que a aceitac?o da condic?o masculina, num contexto de renovac?o equilibrada das instituic?es e rituais outrora fundamentais, ajudara as mulheres a serem mais livres e felizes nas relac?es familiares, afectivas e em sociedade.

139 pages, Kindle Edition

Published October 1, 2016

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About the author

J.L. Pio Abreu

13 books25 followers
José Luís Pio Abreu é Psiquiatra. Ao longo de cinco décadas de atividade profissional, tem desenvolvido e orientado investigação no âmbito da psiquiatria biológica e psicoterapias. Tem realizado uma reflexão crítica sobre a atividade clínica e publicou vários livros. Como cidadão, sempre desempenhou atividade política, social e cultural, com diversas intervenções, artigos de opinião e colunas em jornais nacionais.

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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for João Barradas.
275 reviews31 followers
July 8, 2019
Estimado professor,

Devido ao ânimo demonstrado durante as lições ministradas, confesso que estabeleci uma forte curiosidade pelo estudo da mente e da alma humana, bem como pelos achaques que as podem maleitar. Sem ter o dom para enveredar na carreira profissional que lhe dedica o seu tempo laboral, senti-me, no entanto, instigado a descortinar esta janela tantas vezes trancada, pelo que segui o conselho e embrenhei-me na leitura do seu “Como tornar-se doente mental?”, onde lhe notei o travo irónico e o paradoxo fluente das ideias apresentadas.

Passados tantos anos, fui impelido a ler este livro de ensaios, com um título tão peculiar, nestes tempos em que feminismo e misoginia são as achas da fogueira quotidiana. Este conjunto de hipotéticas cartas, dirigidas a amigas, versa sobre as razões da fatal decadência do machismo tóxico. Apostando num tom, que quero entender como sarcástico, o busílis da questão reside na eterna caixa de Pandora, desta feita aberta quando valquírias destemidas decidiram tomar o trono das suas vidas e da sociedade em geral, subvertendo as normas estabelecidas de uma sociedade tacanha, numas crónicas sem gelo mas com muito fogo.

Com pagode assaz nos argumentos apresentados (a pílula milagrosa, os antibióticos libertinos, o cromossoma X castrador, a oxitocina reguladora, a sedução enfeitiçante), devo referir o meu prurido suscitado pelo constante foco num mundo binário, assunto em desuso nos anais da história. Como costumo dizer, num mundo de pretos e brancos, onde somos forçados a selecionar um posto e um lado para travar possíveis batalhas, creio ser a escala de cinzentos o melhor campo de tréguas para estabelecermos a nossa tenda.

A abertura de mentes deve ser amplamente expressa nas obras literárias, nomeadamente nas escritas por quem dedica parte da sua vida a estudar as pessoas, em todas as suas esferas – quais saltimbancos de um circo, a dar a vida por não cair (no chão e nas desgraças). Parto de sabor agridoce a agredir o palato, não levando porém a nenhuma queda de tensão.

Alvitro escapulir-me sem assumir o mea culpa,
Um aluno inveterado mas deliciado com grandes ideias apresentadas

"Como a nossa sociedade contém cada vez mais especialistas sobre áreas cada vez mais pequenas (até existir muita gente especializada em coisa nenhuma), existirão tantas verdades como as comunidades especializadas que se constituam." (pág. 78)

"O erotismo é a força que atrai os sexos, e não é nada Linear nos humanos. (...) Como em todas as actividades humanas, os apetites são adiados e culturalmente organizados. Muita gente cultiva o erotismo e transforma-o em arte. (...) Oculta para mostrar, deixando muito do que está escondido à fantasia do observador." (pág. 141)

"O nosso amor próprio, mas também a obstinação, fica ao sabor da contabilidade dos Likes. As nossas fantasias passaram para a mensagens. E tudo fica inscrito nessa grandiosa matrix que, circulando entre satélites, já nos controla e que nós servimos como terminais." (pág. 154)

"Não haverá então lugar para ressentimentos, só para a tolerância com os outros,tal como teremos de ser tolerantes para nós mesmo. Cometemos muitos erros enquanto, querendo estar sozinhos, fomos incompletos. Cometeremos menos erros na medida em que vivermos juntos e nos completarmos com os outros" (pág. 181)
Profile Image for Sónia  Teixeira.
163 reviews16 followers
January 17, 2021
Tenho dificuldade em falar deste livro. Parece que estou a ler um livro escrito ha 40 anos atrás. As referências não fazem sentido a uma pessoa da minha geração e as opiniões disfarçadas de análise de especialista nao são mais que isso opiniões. Livro pouco profundo, e não consigo sequer vê-lo de um ponto de vista filosófico pois tem demasiados vieses para isso.
Profile Image for Miguel Pereira.
226 reviews
April 18, 2020
Algumas ideias interessantes e deu para aprender outras coisas sobre biologia e comportamento humano. No entanto discordo de algumas opiniões, mas é nessa discordância que se apuram as ideias 💡
Displaying 1 - 5 of 5 reviews

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