Um jornalista solteiro e entediado de trinta e poucos anos e um espalhafatoso casal de franceses octogenários são os protagonistas do novo romance do prestigiado escritor, tradutor e jornalista Bernardo Ajzenberg. Em Gostar de ostras, Marcel e Rachelyne Durcan invadem o cotidiano monótono de Jorge, seu vizinho, de forma semelhante à trepadeira que cresce desordenadamente no jardim do prédio onde moram, compensando sua presença caótica com uma flor roxa de beleza intensa. Com sua prosa ao mesmo tempo firme e sensível, Ajzenberg envolve o leitor com a história dessa amizade improvável, que levará os Durcan a revisitar seu passado difícil, incluindo os motivos que fizeram com que deixassem seu país, e que mostrará a Jorge que a vida pode ser mais desafiante e colorida do que ele se acostumou a imaginar.
Bernardo Ajzenberg (São Paulo, 1959) é um escritor e jornalista brasileiro. Além de contos em revistas e coletâneas, publicou os romances Carreiras cortadas (1989), Efeito suspensório (1993), Goldstein & Camargo (1994), Variações Goldman (1998), A gaiola de Faraday (2002, prêmio de Ficção da Academia Brasileira de Letras), Olhos secos (2009, finalista do prêmio Portugal Telecom), Duas novelas (2011) e o livro de contos Homens com mulheres (2005, finalista do prêmio Jabuti) – os cinco últimos publicados pela Editora Rocco. Como tradutor, verteu para o português mais de trinta obras, em sua maioria literárias, do francês, espanhol e inglês. Em 2010, ganhou o prêmio Jabuti pela tradução do romance Purgatório, de Tomás Eloy Martínez (Companhia das Letras, 2009). Como jornalista, trabalhou desde 1977 até 2004 em veículos como revista Veja, jornais Última Hora, Gazeta Mercantil e na Folha de S.Paulo, na qual exerceu, dentre outras, as funções de secretário de redação e ombudsman. Ajzenberg foi coordenador executivo do Instituto Moreira Salles entre 2004 e 2008. Exerce atualmente o cargo de diretor executivo da editora Cosac & Naify.
Essa história ressoou em mim de diversas maneiras. Começou tendo sido indicada por um atencioso atendente em uma livraria, em um aniversário passado, mas que só li agora. O título também me intrigou, visto que não gosto de ostras. A determinada altura do romance, ele cita meu nome, em uma parte em que já estou devidamente encantada com essa história delicada, repleta de reflexões acerca da vida, de julgamentos sobre si e sobre os outros ao redor. E o elemento final, que em verdade foi o primeiro que me cativou, o autor comenta sobre vizinhos de cima que fazem muito barulho. Mais universal, impossível. Minha experiência foi sensorial e cheia de elementos pessoais, quem sabe a sua também não o seja? Aqui reside uma trama simples, singela, porém tocante e bela. Até o final, talvez você se pegue pensando em experimentar ostras novamente, feito eu.
Eu achei um saco. Infelizmente entrou na lista dos livros recomendados pelo meu namorado em que ele gostou pelo menos um pouco e eu não. Achei Jorge um chato e não tenho muita paciência pra esse tipo de personagem, classe média, vida medíocre, parece que nunca cresceu. A parte que ele disse que não tem paciência pra cozinhar e logo em seguida afirma que vai cada vez mais na casa dos vizinhos e come bem parece um manchild, fiquei com preguiça. Trouxe algumas referências reais (como segunda guerra e manifestações de 2013) mas achei tudo muito vazio de sentido, apenas plano de fundo pra um grande lero-lero, monótono e cansativo. Poderia seguir aqui criticando, mas não vou. Sei que é o estilo de alguns, mas pra mim não rolou.