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Desconstruindo Paulo Freire

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Embasado nas pluralizadas experiências individuais, afirmo, sem qualquer receio de parecer quixotesco, que boa parte de nossos veículos pedagógicos, sejam eles os espaços universitários ou o mercado editorial, acabam por endossar o totalitarismo pedagógico de Paulo Freire, adotando um equivocado comportamento reducionista no campo das ideias e gregário na seleção de uma única forma de expor a pedagogia brasileira.

A reputação deste trabalho justifica-se pelo escasso material verdadeiramente analítico disponível para estudos. Dessa forma, a produção intelectual “Desconstruindo Paulo Freire” tenta cumprir o dever de apresentar ao público leitor uma realidade desconhecida sobre o nosso atual baluarte pedagógico, fundamentando-se em uma metodologia lúcida, preocupada em abordar de modo realista a vida e a obra do atual Patrono da Educação Brasileira – sem as frequentes irracionalidades que marcam os olhares sobre o autor das concepções bancárias de educação.

Selecionei para este trabalho textos inéditos de pesquisadores das mais variadas áreas, ampliando o alcance investigativo do livro. Estimulado pelo desejo de qualificar o debate sobre os nossos problemas pedagógicos, sem amarras doutrinárias, escorado no desejo de pensar a nossa história à luz da verdade, evitando macular o dom da linguagem, é que deixo em suas mãos, caridosos leitores, a possibilidade de publicação deste trabalho necessário à adequada compreensão de nossas neblinas contemporâneas.

Os autores

Percival Oliveira Puggina:
Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, autor das obras “Pombas e Gaviões”, “Cuba, a tragédia da utopia”, Crônicas contra o totalitarismo e a “A Tomada do Brasil pelos maus brasileiros”, mantenedor de seu site http://www.puggina.org, articulista de vários portais online e cronista do jornal Zero Hora.

Clístenes Hafner Fernandes:
Professor de línguas e cantor lírico. Fundador da Schola Classica – centro de estudos das sabedorias clássicas. Atua como professor e palestrante tendo como escopo as culturas latinas e germânicas. Como músico, tem se dedicado ao ensino da técnica vocal e ao estudo e execução de Lieder (canções eruditas alemãs).

Roque Callage Neto:
Professor Doutor em Ciências Sociais e Relações Americanas com Pós-doutorado em Economia do Desenvolvimento. Com a sua pesquisa sobre a cidadania social canadense em 2004, venceu o prêmio “Governor General” do Ministério do Exterior do Canadá. Consultor da Chair “Canada: Social and Cultural Challenges in a Knowledge-Based Society”,Universidade de Ottawa, membro da Associação Brasileira de Estudos Canadenses (Abecan) e autor do livro “A Cidadania sempre adiada – da crise de Vargas em 54 à Era Fernando Henrique”.

Cléber Eduardo Dos Santos Dias:
Padre da Igreja Católica Apostólica Romana, Doutor em Filosofia Medieval pela PUCRS – com aperfeiçoamento nas Universidades do Porto e de Roma. Autoridade reconhecida em Direito Canônico. Pesquisador abalizado sobre os seguintes temas: “A teoria dos nomes e da abstração ou lógico-linguística de Pedro Abelardo (Petrus Abaelardus 1079-1142)”, “Os processos cognitivos na Idade Média”, “Beatitude/felicidade em Agostinho de Hipona” e “A Concepção de Lei em Tomás de Aquino”.

Rafael Nogueira:
Bacharel e Licenciado em Filosofia, e Bacharel em Direito. É Pós-graduado em Educação pela Universidade Metropolitana de Santos. Dirige cursos sobre livros clássicos, iniciativa que agora está sediada no NEC (Núcleo de Estudo e Cultura), sob o título “Ciclos de Estudos Clássicos”. É estudioso da vida e da obra de José Bonifácio de Andrada e Silva — que já estuda há dez anos e sobre quem dá palestras frequentes, além de trabalhar em projetos como o filme “Bonifácio – O fundador do Brasil” e nos cursos online “Os fundadores dos Estados Unidos” e “A formação do pensamento conservador brasileiro” – ambos disponíveis no site: historiaexpressa.com.br.

Thomas Giulliano Ferreira dos Santos:
Licenciado em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, professor dos cursos livres “Desconstruindo Paulo Freire”, “O Brasil segundo Machado de Assis”, “Em torno de Joaquim Nabuco”, dentre outros. Mantenedor do site historiaexpressa.com.br e conferencista regular de instituições de ensino.

278 pages, Paperback

First published January 1, 2017

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About the author

Thomas Giulliano

4 books8 followers

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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Matheus Brito.
35 reviews1 follower
May 18, 2024
O livro é dividido em artigos que são escritos por diferentes autores, nem todos os artigos merecem essa nota, contudo nenhum deles merece 5 estrelas. Não vou me prolongar comentando cada artigo do livro por completo, portando farei uma análise do trabalho como um todo.
Creio que a tentativa de desconstruir Paulo Freire do livro foi falha, os argumentos utilizados para atingir esse objetivo são rasos e superficiais, em certos momentos usam a bíblia como argumento para a desconstrução, em outro momento dizem que se Paulo Freire utiliza como exemplo de revolucionários um genocida, seria ele também um genocida, argumentos apelativos e sem lógica.
Não há neste livro uma crítica bem construída dos pontos fracos do método Paulo Freire, o livro falha inclusive em delimitar tal método. Desse modo o livro usa de uma interpretação de má fé dos textos de Freire, afirmando que ele defendia o contrário do que sua filosofia dizia.
Como afirmei no começo, nem todos os artigos tem essas características, porém um artigo sensato que compara Paulo Freire com Piaget não tem utilidade na desconstrução da imagem de Paulo Freire, o autor fala como se obrigatoriamente uma filosofia de ensino tivesse que estar totalmente de acordo com o pensamento de Piaget, como se o pensamento de Piaget fosse o cume do pensamento educacional e portanto insuperável. O livro é demasiadamente conservador, tentando a todo custo afirmar que no pensamento antigo está a perfeição e o pensamento moderno está corrompido pelo marxismo, chegando em um momento a afirmar que a educação vai mal pois não ensinam mais latim aos alunos.
Um grande problema na argumentação do livro é que, apesar de Paulo Freire estar presente na formação de professores e em provas como o ENEM, seu pensamento não foi efetivamente aplicado na educação do Brasil, esta tentativa foi parada pela ditadura em 64, autores afirmam que as bases teóricas para a construção das políticas educacionais do Brasil são uma mistura equivocada de Piaget e Vigotsky, portanto nem a esses pensadores podemos atribuir a desgraça da educação brasileira.
Julgo este livro como fraco, com a velha argumentação de que se o autor é marxista logo sua obra é lixo, ignorando totalmente a coerência de seu pensamento, deixando de serem críticos a uma obra somente porque o autor não tem a mesma ideia de mundo que você.
E por último, obviamente o pensamento de Paulo Freire não é original, assim como todos Paulo Freire é fruto de todo o conhecimento acumulado em mais de 2000 anos de história da humanidade, podemos ver semelhanças na práxis freiriana e o pensamento de Platão, portanto a falta de originalidade não é um argumento para desqualificar a obra de Freire, mas sim um argumento para mostrar o quanto é embasada em outros pensadores portanto mais confiável.
Profile Image for Andreas F.
31 reviews
November 18, 2017
Um dos pilares de toda sociedade é a educação; se ela vai bem, o país desenvolve-se; do contrário, se ela vai mal, o país e sua sociedade entram em crise, não só econômica mas também de valores. Esse livro nos ajuda a entender a atual situação do Brasil, e porquê de ele ainda estar longe de achar uma solução.
59 reviews
June 16, 2018
Livro essencial para entender o desastre da educação brasileira.
Profile Image for Mauricio Simões.
88 reviews12 followers
February 14, 2019
Paulo Freire: o Patrono da Doutrinação Ideológica Comunista

Thomas Giulliano Ferreira dos Santos escreveu e organizou uma composição ímpar. Desconheço outro livro que conteste com tanta propriedade, profundidade e veemência o tal “método Paulo Freire” e, por consequência, seu autor. Obrigatório para quem quiser conhecer como foi construída a doutrinação aplicada ainda hoje nas escolas brasileiras, sob o pretexto de “turbinar” o aprendizado. O livro traz 6 excelentes textos, sendo o primeiro escrito pelo próprio organizador, Thomas Giulliano, seguido pelos trabalhos de Clístenes Hafner Fernandes, Rafael Nogueira, Roque Callage Neto, Percival Puggina e Padre Cléber Eduardo dos Santos Dias. A edição é espartana, feita pela equipe História Expressa, com acabamento simples, mas com capricho.

A obra começa com um texto de Thomas Giulliano onde o autor faz o desmonte desde a raiz: identificando paralelos do pensamento de Paulo Freire com o marxismo (ou com o “universo teórico de Karl Marx”). De cara, destrói a ideia de que o método usa princípios educacionais. Trata-se exclusivamente de ideologia política. No seu livro mais conhecido, o maligno “Pedagogia do Oprimido”, Freire identifica-se abertamente com as ideologias dos maiores genocidas da história, comungando de premissas marxistas de ditadores que, cada qual a seu modo, aspiraram remodelar a natureza humana mesmo ao custo de milhões de vítimas.

Giulliano apresenta um conteúdo espetacular que o eleva à condição de maior pesquisador do tema na atualidade. Contudo, peca por ter escolhido uma escrita por demais rebuscada, por vezes prolixa, desnecessária ao ponto de restringir sua comunicação a leitores habituados a textos eruditos. Seu estilo é meramente acadêmico (como na redação de uma monografia), parecendo estar direcionado a agradar mais a professores e orientadores que ao público em geral, tornando a leitura muito cansativa. Estranhei também encontrar citações inteiras em francês sem a devida tradução.

Clístenes Hafner Fernandes nos brinda com uma análise que contrapõe a educação clássica ao método aplicado (compulsoriamente ou não) pelos seguidores de Paulo Freire. Explica-nos o quão danoso para a educação foi o fim do ensino do latim.

O texto de Rafael Nogueira analisa o conceito de “educação bancária” em que Freire associa os professores como meros “depositantes” de conhecimento nas “vasilhas” (na memória) dos alunos. Identifica de forma clara os aspectos ideológicos sobrepujando os pedagógicos na doutrina freiriana. Fala sobre o decreto sancionado por Dilma Rousseff que, em 2012, tornou Paulo Freire o “Patrono da Educação Brasileira”. Rafael também desmascara a propalada “originalidade” do pensamento de Freire, trazendo-nos inúmeros exemplos do que veio a se tornar uma salada pretensiosa cunhada como pedagogia. Demonstra que Paulo Freire certamente bebeu na fonte de muitos filósofos, mas que pouco extraiu deles ou o fez de forma desordenada, resultando no seu grotesco “Pedagogia do Oprimido”, obviamente apropriando-se das ideias sem dar os devidos créditos e referências.

“Como educador, Paulo Freire foi um bom revolucionário.”

Roque Callage Neto faz uma profunda análise onde contextualiza o ideário freiriano ao período sócio-político em que iniciou a implementação da sua metodologia. Apresenta suas principais influências, examina o construtivismo (de Jean Piaget) e suas intersecções com a pedagogia de Freire, assim como o faz com o trabalho de Lev Vygotsky. Porém, diferentemente de Piaget (genética da racionalidade realista e culturalista), Paulo Freire difunde a ontologia personalista comunitária. Roque finaliza vaticinando: “Embora contendo elementos genéricos, não se pode falar de uma teoria e metodologia construtivistas no trabalho de Paulo Freire”.

O estudo nos mostra, ou eu assim entendi, que Paulo Freire até que desenvolveu uma teoria e, inicialmente, uma prática propedêutica e pedagógica. Todavia, o apoio e a aproximação com um governo comunista deram-lhe o incentivo e a liberdade para associar a doutrinação política ao seu método, aos poucos colocando este viés como prioritário e essencial. Para fazer essa associação desonesta, Freire distorceu sua própria teoria para colocá-la a serviço de uma ideologia esquerdista. E aqui vamos adentrar num terreno ainda mais pantanoso: boa parte da metodologia de Paulo Freire originou-se a partir de uma teoria epistemológica cristã radical e estabeleceu-se como uma eficiente ferramenta socialista, dando origem a algo bizarro que no Brasil ganhou o nome de “Teologia da Libertação”.

A melhor e mais saborosa colaboração desta obra parte do texto de Percival Puggina, onde ele expõe a ideologia esquerdista de Paulo Freire que, valendo-se de seu discurso cristão e do uso da tal “Teologia da Libertação”, associou a política ao seu método pedagógico. Puggina traz à luz uma série de fatos que comprovam a ligação de Freire a movimentos comunistas internacionais, desde Cuba até a União Soviética.

Puggina deixa claro que “Pedagogia do Oprimido” funciona como um minimanual do pedagogo revolucionário. É a obra onde ele subscreve genocidas como Fidel Castro, Lenin e Mao Tsé-Tung. Onde cita e faz releituras com estima e reverência a assassinos como Che Guevara, fazendo desse documento político uma arma alarmante quando se considera a extensão da sua influência imposta à educação brasileira.

“’Teologia da Libertação’ é o marxismo salpicado de água benta. E ‘Pedagogia do Oprimido’ é o marxismo sujo de pó de giz.” (Bispo Dom Boaventura Kloppenbug)

Por fim, o livro é coroado com a participação do Padre Cléber Eduardo dos Santos Dias escancarando a fraude que se denomina “Método Paulo Freire de Alfabetização”. Descreve o Frankenstein criado através de uma miscelânea de cópias de outros métodos, incluindo uma conhecida cartilha cubana de doutrinação. Evidencia o embuste do “método de alfabetização perfeito e revolucionário” que, quando exportado para a África, fracassou retumbantemente. “Dado que o método não visava (nem visa) a uma alfabetização em si, mas à incitação às mudanças revolucionárias, como aplicá-lo a um lugar onde a revolução já se instalou e não permite ser questionada?”, indaga Padre Cléber.

Padre Cléber ainda analisa as ligações de Freire com a nefasta “Teologia da Libertação”. Aliás, uma tradução forçada de um movimento marxista mundial que nasceu como “Teologia da Revolução” e ganhou a forma amena “Libertação” apenas na América Latina.

Uma das cerejas do bolo que expõe a fraude do “método” é a própria confissão de Paulo Freire, em 1978, no seu livro “Os Cristãos e a Libertação dos Oprimidos”, onde ele rechaça o próprio trabalho dizendo que trata-se, antes de qualquer coisa, de uma “técnica domesticadora”. E que, segundo Padre Cléber, “descobre-se que a práxis, no sentido gramsciano-marxista, sempre foi o objetivo central da vida de Paulo Freire”.

O livro traz um Apêndice muito bom, com 33 páginas, onde Giulliano seleciona de diversas fontes a comprovação da utilização da doutrinação freiriana nos mais variados ambientes de ensino.

No meu entender, Paulo Freire sequer mereceria ser alvo desta “desconstrução”, por não reunir a mínima capacidade (especialmente honestidade intelectual) para ter construído algo relevante. Porém, alçado à condição de “Patrono da Educação Brasileira”, acabou por ter uma evidência plastificada, mas nociva demais para ser ignorada. Tornou-se um câncer que levou a educação brasileira à condição de falência.

Thomas Giulliano estará lançando em breve uma nova obra intitulada “Desconstruindo (Ainda Mais) Paulo Freire”, trazendo novos colaboradores (entre eles, Lucas Berlanza e Francisco Escorsim) e ampliando a discussão.

Nota do livro: 7,28 (4 estrelas).
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