E um dia voltou a acontecer. O relato da destruição de Lisboa aos pés de um intenso terramoto e de um aterrador tsunami, a mostrar que a capital portuguesa continua a ser presa fácil de uma ameaça que se mantém sempre presente. Esta é uma história de devastação, sofrimento e choque. E é uma história de homens como nós, tornados gigantes pela força das circunstâncias.
O autor volta a apresentar uma narrativa para a qual compôs músicas. Assim, o que se propõe é um novo romance musical. Para ler. Para escutar. Para sentir.
O primeiro livro musical que li na minha vida! Gostei, um bocado diferente de todos os livros que li até então. Este livro acompanha a história de diversas personagens que são atingidas por outro terramoto identifico ou mais mortífero que o que ocorrera em 1755. E levou-me a reflectir sobre o assunto... será que actualmente Lisboa está preparada para uma catástrofe desta dimensão? Despertou em mim uma amalgama de sentimentos que eu própria não sei explicar, simplesmente sei que acabei o livro num ápice. Recomendo a lerem este livro, se gostam de temas relacionados com catástrofes naturais, ainda por cima numa cidade que muitos conhecem é óptimo.
"Especial e delicado" é assim que defino este livro. Não sabia o que estava a fazer, quando o comprei... Com a sua sinopse apelativa e pressagiosa de que a calamidade, o terrível terramoto de 1755, se repete em Portugal, mistura e arquiteta personagens de algum modo... Fantásticas! Cada uma delas é única e retratada duma forma sinfónica e fluída a sua escrita bela. Para além da obra fictícia em si, Miguel acrescenta um toque poético ao livro com alguns poemas anexados entre as páginas melódicas do enredo. Como se isso ainda não chegasse, o escritor intitulou uma música a cada poema, de maneira a que, enquanto lemos poesia a meio do romance, a ouçamos cantada, um complemento musical que nos transporta ainda mais para dentro da distopia.
Se tiverem o livro à mão, abram-no na página 22 (ou visitem a livraria) e leiam esse pequeno capítulo.. Façam isso, percam 5 minutos e não precisarei de dizer mais nada.
É oficial, pela primeira vez li um romance musical! A narrativa, bem escrita, incide sobre a cidade de Lisboa e as suas pessoas. De quem vive, de quem visita e de quem sente, com um enredo diverso em ambiente de catástrofe natural relatado de forma sublime. Confesso que ao início tive algumas dificuldades em temporizar adequadamente a leitura com a escuta musical, mas à medida que fui lendo a obra de Miguel Gizzas consegui adaptar-me bem e gostei da alternância entre a narrativa do romance e a poesia musical. O Dia em Que o Mar Voltou é um livro para ler, escutar e sentir, tal como o próprio autor indica.
Miguel Gizzas retoma neste romance um receio sempre presente da população lisboeta: a ameaça de um novo terramoto e tsunami com a magnitude do ocorrido em 1755. A história centra-se na destruição de Lisboa, em 2024, e nos efeitos devastadores que esta catástrofe provoca: sofrimento, perdas, horror, e todo o conjunto de reações e emoções com que as pessoas se confrontam em circunstâncias com esta dimensão trágica. A interação da prosa e da poesia com a música tornam este romance singular.
CDU: 821.134.3-31
Livro recomendado PNL2027 - 2018 1.º Sem. - Literatura - dos 15-18 anos - Fluente