O seu filho de dez anos passa horas diante da televisão, ao invés de fazer a lição de casa. Você o olha, balança a cabeça, suspira, experimenta falar-lhe em diversos tons de voz, do compreensivo ao grave, e chega até a entrar na frente do aparelho, mas as respostas que ouve são sempre algo “Não tenho lição hoje”, “Já vou”, ou até “Saia da frente que o programa está interessante”. Que fazer?
Muitos pais, influenciados pelas mais diversas correntes psicológicas, têm-se limitado a tolerar todo o tipo de condutas inadequadas, com receio de traumatizar as crianças; o resultado é uma geração de jovens e adultos com sérias dificuldades para viver em sociedade, assumir as suas responsabilidades e construir a própria felicidade.
No entanto, as perplexidades que muitos pais enfrentam – diz-nos o autor deste livro – têm solução. São técnicas comunicativas simples, claras e acessíveis a todos, ilustradas por uma multidão de exemplos práticos extraídos da vida cotidiana e resumidas num sistema coerente. Trata-se, em última análise, de conciliar na medida certa o carinho e a firmeza, evitando os excessos do “liberalismo” e do “autoritarismo”, a fim de oferecer às crianças pré-adolescentes uma orientação e um modelo de vida seguros.
"Carinho e Firmeza com os Filhos", de Alexander Lyford-Pike, é uma obra essencial para pais e educadores buscando um equilíbrio entre ternura e firmeza na educação infantil. O autor aborda a tarefa de criar filhos responsáveis e felizes, enfatizando a importância da combinação de amor e disciplina. Ele argumenta que a autoridade parental deve ser exercida com uma mistura de compreensão, paciência e firmeza, evitando os extremos do autoritarismo e da permissividade.
Propõe estratégias para gerenciar comportamentos desafiadores. As técnicas incluem o "disco riscado", para repetir comandos até serem cumpridos, e o "nevoeiro", que consiste em ignorar argumentos irrelevantes e provocativos. Outras técnicas, como a "interrogação negativa" e o "tempo fora", são propostas para compreender melhor as motivações infantis e redirecionar comportamentos inapropriados.
O livro tem uma ênfase na necessidade de os pais serem modelos positivos para seus filhos, estabelecendo limites claros e proporcionando um ambiente amoroso e de apoio. Discute a importância de evitar punições excessivas e castigos físicos, sugerindo uma disciplina bem planejada e uma comunicação calma e assertiva.
Ressalta que educar implica ensinar a escolher o bem, promovendo um ambiente de liberdade e responsabilidade. Adverte contra a procrastinação na intervenção dos problemas de comportamento, sugerindo que a inação pode agravar as situações.
Os pais precisam respaldar suas palavras com ações, para não perder a autoridade. Fala para fazermos reforços positivos e prêmios por bom comportamento, parte que achei um pouco complicada, já que me parece que em muitos casos pode-se criar uma dependência desses estímulos.
O livro tem alguns exemplos interessantes, que realmente pode ajudar na educação dos filhos. Mas me parece um livro antigo, com algumas formas de disciplina retrógradas. Mas acho valida a leitura e a importância de avaliarmos o que se encaixa nos nossos valores.