Nesta seleção de narrativas indianas, verdadeiros contos de fada são recontados, transmitindo parte da riqueza cultural do Oriente. Contos de caráter épico, alegórico ou folclórico revelam - em meio às diferenças - fortes semelhanças com tramas e personagens que conhecemos no ocidente. Eles foram e são o berço de inspiração que muito nos ensinam sobre a natureza humana.
Sonia Salerno Forjaz, paulista, é Socióloga formada pela FFLCH/USP, Professora licenciada pela FE/USP, Especialista em Português, Língua e Literatura pela UMESP. Fez cursos e estudos acadêmicos sobre Análise do Discurso na USP (Discurso Didático - Linguagem e Sentido) e na UMESP (Discurso Literário e Fílmico). Durante anos, foi Diretora de Redação do estúdio Signos Comunicação, do desenhista e animador Ruy Perotti, onde participou da criação de projetos especiais para grandes editoras de revistas e criou textos para os mais variados públicos. Tem poemas publicados em antologias e em livro em coautoria. Estreou como escritora em revistas infantis da Editora Abril e há mais de trinta anos dedica-se à literatura infantojuvenil, com livros publicados nas editoras Moderna, FTD, Paulinas, Aquariana/DeLeitura,, Participa de bancas de jurados de concursos literários; redige e coordena publicações e sites para o público jovem. Atua na área da Educação, ministrando cursos de capacitação para educadores e palestras para jovens e adultos. É diretora editorial da ForjazZ Criações (www.forjazz.com.br). Coordenadora editorial do selo DeLeitura, da Editora Aquariana. Membro associado da UBE–União Brasileira de Escritores e da AEILIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantojuvenil.
É um livro muito bom, contém histórias do folclore indiano. Um dos meus contos favoritos é o do título. O conto "A princesa que enganou a morte (A história de Savitri)" retrata a história de uma princesa, que mesmo após ser avisada que a vida de seu amado seria breve, escolhe ficar com ele. Assim, após passarem um ano juntos, a morte, que era representada pela figura do deus Yama, iria buscar seu amado. Se recusando a deixá-lo ela inicia um jejum, até que o deus chegue, e embora suas forças estivessem esgotadas ela persegue a criatura que enlaça seu amor e o leva para longe. O deus pede que ela o deixe sozinho, porém ela se recusa e continua a segui-lo. Ele então, encantado pela doçura da jovem, a concede favores, desejos, para aliviar a tristeza da mesma. Ainda assim, a jovem não o deixa, demonstrando que o único desejo de seu coração era ter novamente seu príncipe. Então, o deus tocado por tamanha doçura e sabedoria das palavras da moça, finalmente concede a ela o seu pedido. Seu amado acorda em seus braços e os dois vivem juntos até o fim de seus dias, com as bençãos de Yama e cheios de alegria e prosperidade.
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