Neste livro encontras, a cada página, uma mistura de sensações, muito amor e muito sexo.
Estes textos, que escrevi especialmente para ti, vão fazer-te sonhar, despertar essa tua vontade e curiosidade adormecida pela rotina, libertar o teu atrevimento natural e fazer-te desejar nada menos que tudo.
No meu universo não há vergonhas, receios, tabus ou lugares proibidos, mas principalmente não há arrependimentos. Tudo é possível na minha cama e fora dela. E para isso só precisas de uma coisa: querer.
Peço desculpa, ainda não me apresentei……sou o Afonso. Prazer.
Para mim, a descrição deste livro ("O autor que desperta o desejo das mulheres portuguesas") está completamente errada. Se fosse eu a escrevê-la, seria: O autor que desperta o desprezo das mulheres portugueses. Só para não dizer nada pior. A forma como as pessoas, especialmente mulheres, consomem disto aos milhares, para mim, é uma incógnita. Este livro tem um texto diferente em cada página e cada texto alterna entre um texto de auto-ajuda e "espetei-lhe o meu pau com força e fodi-a toda contra a parede". Honestamente, não é a escrita pornográfica que me irrita. É mesmo o ego ridículo de uma figura fictícia que clama querer valorizar as mulheres (só porque lhes molha o sexo antes de as penetrar) e, de seguida, se mete com o discurso "tens de ser assim, fazer isto, aqui e acolá, como eu quero e desejo, e eu é que mando". Todo o discurso é um excelente oxímoro. O autor contradiz-se uma e outra vez. Repetidamente. Exaustivamente. Aborrecidamente. Para mim, este livro só não foi uma desilusão, porque, honestamente, era o que eu já esperava. Já que tem o sucesso que tem, poderia cumprir a sua palavra e realmente valorizar a mulher, em vez de tentar impôr-lhe atitudes que não retratam nada mais do que a sua objetificação.
O autor é o expoente máximo do cringe erótico em Portugal. Se quiseres rir um bocadinho com um homem a escrever sobre o que supostamente as mulheres querem, este é o livro. Recomendo a todas as pessoas fãs de vergonha alheia.
Em cada página é relatada uma pequena história. Penso que o objetivo do autor é valorizar as mulheres; mostrar-lhes o quanto são interessantes (ou o quanto podem ser); é fazê-las perceber que está na hora de colocar os tabus de lado e de concretizarem os seus desejos; que devem ser exigentes e não conformar-se com aquilo que não as faz felizes, que devem afastar-se dos homens egoístas que pensam unicamente neles próprios e que as tratam muitas vezes como lixo, e obviamente, a culpa é delas por permitirem. Concluíndo, e apesar de não ser o tipo de leitura que mais aprecio, achei que pode ser uma lufada de ar fresco para muitas mulheres.
O que dizer deste livro? O escritor acha-se, como se uma mulher tivesse de ser o que ele quisesse. Trata a mulher como objeto sexual, sendo que muitas das atitudes dele são agressivas e se formos a ver, são tudo atitudes que ninguém deve ter com alguém que se ama. É um não.
Os textos interessantes e bons a partir das 50/60 páginas passam a ser repetitivos e maçantes. Por toda a integridade do livro não consigo dar uma nota maior.
《O teu corpo é apenas uma desculpa para te chegar à alma, porque é a tua alma que eu quero conquistar todos os dias.》, p. 9
《Se realmente te quero... quero-te toda. E quero mesmo. E não te irei dar um bocadinho menos que seja de mim do que aquilo que me dás de ti.》, p. 9
《Enquanto estiveres ao meu lado serás inteira, completa, e se por algum motivo não o conseguires ser, eu mesmo retiro um pedaço de mim para te completar.》, p. 9
《Aprendi a amar-te com defeitos, estou imune a eles, por isso nunca duvides da paixão com que os meus olhos te observam e as minhas mãos te tocam.》, p. 10
《[...] o mais certo é nunca aproveitares o que tens por quereres demasiado o que não tens.》, p. 15
《Só sabes que queres, muito, e essa é a maior certeza que podes ter. Mas eu dou-te outra certeza: não vais aguentar muito mais tempo. Até porque não está nos meus planos afastar-me de ti ou deixar de lutar por aquilo que quero. E tudo o que eu quero neste momento (vê só) é exatamente o mesmo que tu [...]》, p. 23
《Quanto a ti é meu dever dizer-te que te vais arrepender. E não será por não teres gostado de seres consumida por mim ou por teres feito algo que os teus princípios condenam. Será apenas porque depois de teres o que queres (eu) vais ter de aprender a querer o que precisas (o teu homem).》, p. 23
《Disfarças bem. E isso dá-me um certo gozo, confesso. A maneira como me tentas evitar porque sabes que se cederes aos teus instintos estarás completamente perdida.[...] E também sabes que, no meio de tanta coisa desprezível que tenho em mim, há algo que te cativa e atrai. [...] Tenho muitos defeitos, pois claro que tenho, mas o lado bom disto, para mim, é que se não os tivesse temo que também não teria de ti a tua atenção e o teu desejo.》, p. 24
《Não irei esperar por ti. A vontade não espera, e quem quer (no verdadeiro significado da palavra) sabe que quer. Não é necessário esperar por quem sabe o que quer.》, p. 26
《Não me lembro de alguém me acelerar o coração como tu fazes. E sem fazeres nada. Limitas-te a seres tu própria. E é isso que mais me seduz. O facto de seres mesmo assim. E seres assim é tanto para mim.》, p. 27
《Podes ter tudo de mim, mas eu não te darei nada. Tudo o que tiveres de mim ou tudo o que eu possa ter de ti será conquistado. Não te quero nem quero que me queiras de outra forma.》, p. 28
《A intensidade da tua vida irá sempre deprender da vontade, coragem e atrevimento que depositas naquilo que fazes.》p. 28
《E é por ser capaz de me entregar a ti desta maneira, de corpo e alma, de passado e futuro, sem medos, receios, preocupações ou questões, que eu tenho a certeza que o que sinto por ti é amor.》, p. 31
《És tu que descobres o melhor que eu posso ser. E é só para ti que eu sou o melhor que consigo ser.》, p. 31
《Será que vale mesmo a pena termos princípios que nos impedem de viver?》, p. 32
《Para que queres um homem que te faz desacreditar no poder que tens enquanto mulher?》, p. 35
《Não sei ser amigo de uma mulher que eu desejo. [...] Descobre-te comigo, faz tudo comigo, mas não me chames de amigo.》, p. 37
《Se não quiseres ficar, então não venhas. Se não te quiseres apaixonar, então não te aproximes. [...] Mas se eu desconfiar que sou uma hipótese para ti, então serás minha.》, p. 38
《Não quero fazer de mim mais do que aquilo que sou, mas sei que aquilo que sou pode muito bem ser mais do que aquilo que aguentas.》, p. 38
《Tu não o fazes por ser um erro mas sentes que erras ao não cometer este erro.》, p. 40
《Mas, bem mais do que isso, que o homem que tens ao teu lado não se limita a dar-te prazer mas também amor e carinho. Mais do que um corpo satisfeito quero que sintas o coração cheio. [...] Quero-o porque te quero, e é por te querer como quero que eu ainda estou aqui.》, p. 41
《[...] não acredito que [a vida] nos tenha cruzado para não passarmos de uma hipótese [...].》, p. 42
《Faço tudo contigo. Tudo e mais alguma coisa. Mas em tudo o que fizer tem de haver muito mais do que prazer, do que dois corpos, gemidos e suor. Tem de haver sentimento forte que o justifique. Tem de haver pelo menos a possibilidade de um para sempre.》, p. 43
《Quero-te mas quero muito de ti. Talvez queira mesmo demasiado de ti. [...] E para me fazeres querer terás de me fazer sentir. Se não te quiseres dar ao trabalho então não desperdices o meu tempo. Se eu quisesse sexo bastava estalar os dedos. É fácil. É demasiado fácil para merecer a minha vontade. Sou de desafios bem maiores e ao meu lado quero alguém que os queira e que mos dê.》, p. 43
《Quando te olho vejo tudo. Tudo o que és capaz de fazer, de sentir e de viver... comigo.》, p.45
《Aos olhos do mundo e da sociedade eu e tu nunca poderíamos ter nada um com o outro. Mas, para chatice do mundo e da sociedade, queremo-nos como dois animais esfomeados [...].》, p. 52
《[...] mereces ao teu lado um homem que te saiba satisfazer em condições ou que pelo menos se esforce.》, p. 53
《É a nossa sintonia quando os nossos corpos se encontram que me dá a certeza que tu me pertences e que eu fui feito para ti.》, p. 54
《Somos muito mais do que tudo o que somos e enquanto a nossa vontade for de ferro os nossos limites serão de papel.》, p. 54
《Se tentaste ser sempre a melhor versão de ti [...] então deita fora toda essa revolta porque fizeste tudo o que podias fazer, controlaste tudo o que podias controlar. Tudo o resto foi destino.》, p. 55
《Há momentos para tudo, não é? E eu acredito que este é o nosso momento. Se for para ser que seja até ao fim, mas se te falta coragem e atrevimento é melhor mesmo não arriscares.》 , p. 57
《Não é qualquer uma que o faria, que me recusaria (e talvez seja por isso mesmo que te quero tanto) mas tu consegues isso, mesmo que muitas vezes vás contra a tua própria vontade. [...] Esse autocontrolo, essa capacidade de me deixar a ferver no meu próprio desejo.》, p. 59
《Mete uma coisa na tua cabeça, só não tens... se não quiseres.》, p. 63
《Sejamos sempre inteiros um com o outro independentemente do que possa acontecer depois. [...] que o depois nunca nos roube o agora.》, p. 67
《Aquilo que te prenderá a mim não serão os olhos, mas a tua inteligência. A tua capacidade de pensar será a minha arma preferida. Não conseguiria, por isso, conquistar-te se fosses ignorante.》, p. 68
《[...] o teu gosto e necessidade de novos desafios. Precisas sempre de algo que te ocupe a cabeça, que te faça levantar questões e até duvidar das tuas próprias capacidades. Além disso tu és perigosamente curiosa.》, p. 68
《Desejo-te! É tudo o que sei. O meu corpo só pede o teu, e mais nenhum lhe serve porque em mais nenhum vive a pessoa que a minha alma quer.》, p. 69
《Não te estou a dizer que o faria sem pensar duas vezes, mas se tu quiseres o mesmo... é bem mais provável eu dispensar a segunda.》, p. 71
《Confesso que me esforço para ser lembrado para sempre por quem entra na minha vida [...]. Por isso, se é para ser e é para ser comigo... então é para ser o melhor.》, p. 72
《Há coisas que têm mesmo de ser, e nós, os dois [...]... é uma delas.》, p. 75
《Por isso digo que quero muito mais de alguém com quem me deito. [...] Tem [...] de haver uma química muito forte, uma ligação mental maior do que o desejo carnal.》, p. 86
《O que quero de ti? Vai depender de ti. Eu nunca quero sozinho, a minha vontade não é solteira.》, p. 87
《Quero deixar-te no ponto, fazer-te implorar [...].》, p. 89
《Por mais que eu te deseje eu não te quero magoar, ainda que isso implique eu abdicar de ti e de tudo o que eu podia ter de ti.》, p. 90
《O que eu mais gosto em ti é precisamente a forma apaixonada com que me olhas quando me vês. [...] Porque quando me olhas dessa maneira eu sei que estou onde devo estar e que estou a fazer o que me compete para te sentires feliz.》, p. 92
《São essas pequenas coisas que te são tão genuínas que me fazem ficar e lutar todos os dias por ti.》, p. 92
《E se muitas noites durmo descansado com a certeza de que quando acordar ainda estarás ao meu lado e ainda vais querer continuar, muito se deve a este pormenor [o teu olhar apaixonado].》, p. 92
《Não preciso de muitas mulheres. De dormir com esta e com aquela para me alimentar o ego. Ele está muito bem de saúde, sei bem o que valho, dispenso isso.》, p. 93
《Porque te deixas morrer para a vida se a tua alma ainda quer e o teu corpo ainda pode viver?》, p. 95
《Aquele reencontro inesperado era por isso, ao mesmo tempo, um turbilhão de lembranças e emoções que eu tinha a certeza que a estavam a afetar também.》, p. 100
《És dotada de uma vontade gigantesca, mas a tua consciência comprime-a numa migalha.》, p. 102
《Eu nunca te irei completar porque simplesmente não é possível, por melhor que eu seja (e sou o melhor), no máximo vou complementar-te.》, p. 120
《Eu pertenço-te, tu pertences-me e pertence ainda um ao outro tudo aquilo que deixámos de ser um pelo outro porque era o melhor um para o outro.》, p. 120
《Sabes o que me apetece agora? Agora mesmo, a meio da noite? É aparecer no teu quarto, onde o teu corpo (deus! O teu corpo!) descansa sozinho, como se meio mundo não o quisesse devorar. [...] Pronto, isto é um bocadinho do que me apetece agora... E a ti?》, p. 124
《Não consigo ver-te como amiga, se no meu universo podes ser ou podias ter sido mais do que isso, então eu não consigo. Não quero um meio-termo entre nós, e a amizade é um meio-termo se podemos ser mais do que amigos. Prefiro não ser ninguém para ti do que apenas teu amigo.》, p. 125
《Sou incapaz de falar contigo de um assunto qualquer desinteressante sobre alguém que não me diz nada, quando podia estar a seduzir-te com os meus temas sobre nós. Faz-me demasiada confusão dar-te um beijo no rosto antes de me despedir e ir cada um para a sua casa, quando podia perfeitamente consumir-te a boca com a minha antes de te meter no meu carro e irmos para a minha casa.》, p. 125
《Se é possível, eu quero. Se há hipóteses eu quero. Nunca aceito (nem suporto a ideia de) ter menos um bocadinho que seja de tudo o que eu posso ter.》, p. 125
《Tão concentrada em não ceder e foste cometer um erro tão grande: dar-me atenção.》, p. 126
《O conforto, a calma e o carinho com que me aconchegam no teu peito, como se fôssemos feitos da mesma carne, são tudo o que eu mais preciso para repousar e desligar do mundo.》, p. 127
《Os problemas só são problemas quando tu assumes para ti que não os consegues resolver. Caso contrário não passarão de questões que quando tiveres tempo e vontade vais responder.》, p. 129
《[...] não queiras nada menos do que tudo a que tens direito.》, p. 133
《[...] o inevitável aconteceu: apaixonámo-nos. Se não era paixão era outra coisa qualquer muito forte (quero lá saber de definições). Só sabia que eu a queria completamente e sei que ela não me queria menos, mas nunca o admitimos um ao outro.》, p. 134
《Entende que aquilo que nos une não se resolve com duas ou três noites de prazer. [...] Não dá, não é possível. A nossa conexão vai muito além de dois corpos e uma cama. O que nos prende é superior a nós, é uma força mental e espiritual avassaladora.》, p. 136
《[...] nunca, nunca e nunca te ias sentir tão satisfeita do que comigo. Simplesmente porque a nossa ligação é única. E só funciona um com o outro, venha quem vier.》, p. 136
《O meu foco, a minha prioridade é a tua mente, o teu coração. Parecendo que não, é lá que reside o mais puro e sincero prazer.》, p. 136
《Tão díspares e desconexos com o resto do mundo que teremos de inventar um só nosso. Olha só onde nos viemos meter...》, p. 136
《Eu não tenho de merecer nada. Se eu quero... eu tenho. Quem tem de merecer é quem escolhe entrar. E não, não é difícil entrar, aliás, isso de difícil não tem nada. Difícil é ficar e mais difícil ainda é sair.》, p. 137
《Vem ter comigo agora, ou eu vou ter contigo. Quero-te aqui neste exato momento. Já. Desenrasca-te a consegui-lo ou então diz-me onde te posso encontrar e vou a correr ter contigo, estejas onde estiveres.》, p. 141
《Sou frio mas fervo de vontade de te voltar a ter entre os meus braços. Não te demores.》, p. 141
《Podermos ver a vida a passar-nos diante dos olhos numa fração de segundo. Entenderíamos, finalmente, ainda que por breves instantes, porque é que pertencemos um ao outro. Porque é que nos entregamos um ao outro e não a qualquer outra pessoa.》, p. 147
《E tudo o que acontecer será apenas tudo o que podia não ter acontecido se não nos tivéssemos conhecido. Deixa ser, e se doer... é porque sentiste, e tudo o que se sente é vida.》, p. 152
《Por isso vê se te 《agasalhas》 e te proteges de mim. Sabes muito bem que estes meus conselhos são traiçoeiros e não é à toa que te estou a revelá-los. Estou desejoso para ver esse esforço em segui-los...》, p. 158
《A tua vontade, e só a tua vontade, escondida nesse sorriso inocente, é um inferno de pecado que não confessas.》, p. 163
《[...] eu serei um fantasma para sempre na tua vida. Um fantasma do que podia ter sido e não foi porque tu não quiseste [...]. Não quero ser um eterno fantasma na tua vida por causa daquilo que podia ter sido, quero ser uma eterna lembrança daquilo que foi e valeu tanto a pena.》, p. 168
《Todos temos direito a uma certa quantidade de ignorância opcional por questões de saúde mental, mas posso garantir-te que não saber é e será sempre uma espécie de tortura. Espero que lides bem com isso...》, p. 168
《[...] se há coisa que nunca irei conseguir apagar é o nosso passado e aquilo que gravei em ti. Aquilo que despertei em ti e que fui para ti.》, p. 177
《Se te posso dizer que sou feliz é muito por culpa de momentos destes. Momentos em que eu sinto que és minha, e que queres continuar a ser, e que eu mereço que continues a ser.》, p. 179
《Sabes, a vida não vai ter pena nenhuma de ti quando chegares a velha, olhares para trás e perceberes que não aproveitaste nada. [...] por teres deixado que o medo do arrependimento e a vergonha te tivessem impedido de viver como tu bem podias.》, p. 184
《Adoro ver-te falhar. Dá-me um prazer diabólico ver-te ceder dia após dia. E dá-me ainda mais gozo saber que eu sou o principal culpado disso.》, p. 185
《Uma mulher gosta de um homem que saiba o que quer, mas gosta ainda mais quando ele tem a capacidade de a fazer querer o mesmo.》, p. 187
《Quero ficar porque me deste uma razão suficientemente forte para conseguir o feito de me fazer abdicar de uma vida mundana com que sempre sonhei. Uma razão que me faz entender a futilidade desse sonho. Agora, o meu maior sonho, é continuar a querer e fazer-te querer ficar, porque sei que o único lugar no mundo que me pode fazer feliz é o teu abraço.》, p. 195
《[...] a necessidade do corpo nunca será maior do que a necessidade da alma.》, p. 196
《E se me perguntas o que eu tenho de mais especial em mim eu diria a ambição. [...] A ambição de dar uma dimensão maior a tudo o que faço.》, p. 196
《Sou conexão, sedução, excitação, paixão. Tudo o que não envolve isto não é mais do que uma forma diferente de passar o tempo. E apesar de não ser propriamente desinteressante é demasiado efémero para me satisfazer. [...] E eu sinto uma necessidade profunda de ser desejado uma infinidade de vezes e amado uma infinidade de tempo.》, p. 196
《[...] eu vou continuar a beijar-te o corpo de uma ponta à outra porque por mais imperfeito que ele seja é ele que guarda lá dentro a pessoa que amo, por isso é ele o corpo que eu mais desejo. E ao ajudar-te a amar-te desta maneira tenho a certeza que só te fará amar-me ainda mais.》, p. 199
《Essa mulher que teimas esconder de ti e do mundo é precisamente a que eu quero conhecer melhor todos os dias. A outra, aquela que mostras ser, todos conhecem, é uma mulher do mundo, da família, dos amigos, demasiado conhecida para o meu gosto. Eu prefiro a que escondes no cofre à espera de quem lhe mostre a saída.》, p. 203
《Sinto a tua falta. No entanto, ainda me falta saber se a falta que sinto é daquilo que eras para mim ou de quem eu era contigo. Só sei que sinto a tua falta. [...] É tudo o que quero que saibas. Não foste nem nunca serás mais uma na minha vida.》, p. 204
《[...] não é mais feliz a pessoa que está bem durante mais tempo, é aquela que quando está bem, está realmente bem.》, p. 206
《(Sim, por vezes a paixão dói, o que à primeira vista parece mau, mas até que ponto abdicarias de todas as paixões da tua vida só para não sofreres uma única vez?)》, p. 206
《[...] para mim as palavras, por melhor que eu seja nelas, não me dizem nada se as atitudes não falarem por elas.》, p. 208
《E sabes porque desisto? Porque eu fui a melhor versão de mim contigo e isso não foi suficiente. E a melhor versão de mim só não consegue aquilo que quer quando aquilo que quer é impossível de se ter.》, p. 208
《Orgulho sinto quando sou capaz de ficar ao teu lado depois desses momentos. De te acariciar o rosto e ajeitar o cabelo enquanto o pulsar do teu coração acalma. De cuidar de ti, sofrer por ti, preocupar-me contigo e proteger-te da melhor forma que sei. Essa é a minha verdadeira prova de superação ao teu lado. E irei agradecer-te eternamente por despertares o melhor de quem sou e não me deixares voar a esperança de um dia ser para ti o que nunca deixaste de ser para mim》, p. 214
《E eu odeio quando quero muito alguma coisa. Alguém. Querer muito é uma fragilidade à qual não estou habituado e nem me posso dar ao luxo de ter. Quanto mais se quer mais se corre o risco de se querer acima do que aquilo que nos querem.》, p. 216
《És simples e natural e é isso que me agarra a ti. E ao mesmo tempo me desperta um receio miudinho de te querer mais do que aquilo que devo. E o mais fascinante disto é que te estás a marimbar para o que eu penso. Raios! Como é que quase sem nada consegues ser tudo?》, p. 216
《Afinal o que é que fica para contar senão as loucuras que nos marcaram? O que é que nos fica na lembrança senão aquilo que de mais louco fizemos juntos?》, p. 217
《Esse teu corpo imaculado, esse jeito frágil e intocável desenham perfeitamente o meu caminho rumo ao inferno.》, p. 218
《Se sinto pena disso? Nenhuma. Estou a marimbar-me para aquilo que te acontece quando estás longe de mim. Quero mais é que seja completamente insuportável estares distante dos meus braços, da minha boca e da minha pele. É deliciosa essa sublime obsessão que eu, inevitavelmente, despertarei em ti.》, p. 220
《[...] enquanto a mantiver bem agarrada, amada, apaixonada, satisfeita e realizada podem vir todos os homens do mundo tentar tirá-la de mim que tenho a certeza que nenhum a levaria. Uma mulher quando tem... sabe que tem e o que tem.》, p. 223
《Sabes bem o que quero e é tão bom perceber que é o mesmo que tu.》, p. 225
《Se nada melhor levares de mim, leva pelo menos os pequenos gestos que fiz por ti, repletos de amor, repletos do melhor que soube ser. Se em algum momento tiveres de ir embora por eu não ter feito o suficiente para ficares ou por ter feito demasiado para ires, não me tires um último beijo. Um beijo que me atenue a culpa por não ter sido capaz de mostrar como devia todo o amor que despertaste em mim.》, p. 227
《Não me contento em ser um dos melhores, só me contento em ser 《o melhor》, 《o mais》, 《o único》.》, p. 232
《Serei isto e muito mais do que isto pois não sei viver devagarinho, a meio gás, a meia haste, nem sei o que isso é.》, p. 234
《Onde é que isto vai acabar? Tu sabes que não vamos aguentar muito mais tempo sem cedermos a este desejo comum que nos possui. É cada vez mais difícil estar perto de ti e conter-me para não deitar a mão a esse corpo e fazer-te minha de uma vez por todas.》, p. 235
《Eu não aceito continuar nesta agonia de não saber o que se está a passar e tu muito menos. Por isso ou nos entregamos completamente um ao outro, ou nos afastamos de vez.》, p. 235
《N.° 17 - O segredo está na mente dela, toca-lhe sem lhe tocar e tê-la-ás.》, p. 241
《N.° 59 - Não deixes que o depois te roube o agora.》, p. 243
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Nada Menos Que Tudo pode conquistar leitoras que se sinta frágeis e com necessidade de sonhar. A mim não conseguiu cativar em nada, tanto que comecei a ler, parei, retomei, voltei a parar e passaram mais de dois anos até que finalizei a leitura somente porque não gosto mesmo de deixar livros a meio, mesmo que sejam muito maus. Com pequenos textos de uma página a revelarem histórias com vários pontos repetitivos entre si, nesta obra feita somente para vender e ser lida quando não se tem nada para fazer, sendo um recurso mesmo de última linha, as partilhas de pensamentos e vontades por parte do narrador são feitas de forma a apelar ao descomplexar da mulher, o que nem sempre funciona no que é relatado. Vejo muitos dos textos como uma descrição sexual do corpo feminino, num autêntico modelo de objeto para ser usado e não como um ponto para ser visto perante um todo onde o amor exista. Não sei que imagem Afonso Noite-Luar quis passar das relações, mas sei que a maioria das pessoas não olham para o seu companheiro da forma como tudo é descrito neste livro que nada acrescenta. A par disto existe a demonstração do poder feminino em que é claramente notada a força da mulher, mas tudo retratado de forma tão fria onde tudo é virado para o poder físico e sexual esquecendo as ligações e refletindo somente no «somente preciso de sexo forte e vamos seguir viagem». Estes foram os pontos negativos que destaco essencialmente neste livro que não consigo ver alicerces positivos para conseguir valorizar o que quer que seja neste género de publicações que no meu entender só conseguem ganhar a preferência de leitoras de Verão, que pegam num livro fast-food muito de vez em quando e somente para dizerem que estão na moda e que andam a ler um sucesso literário que as faz sonhar, idealizar, ser vistas como utensílios (que talvez gostem) e pensarem que vão seguir determinadas histórias que são contadas nestas páginas. Nada Menos Que Tudo não é de todo recomendável, embora o Afonso até tenha uma boa e rápida escrita, mas que com estes temas e histórias submissas só consegue animar os serões quentes de muitas mulheres solitárias.
Quem me conhece, sabe que não resisto a um bom livro erótico, e como é um autor português, resolvi dar uma oportunidade, porque devemos valorizar os nossos autores portugueses e que por vezes não são tão valorizados como deviam de ser. Voltando ao livro, há umas quantas páginas que os meninos (não refiro a homens) deviam aprender com este Senhor. O livro em si são textos soltos, que me fizeram lembrar e muito o autor Pedro Chagas Freitas e a sua saga do Prometo. Este Autor de nome Afonso, fala sobre sexo de uma ponta a outra, que faz amor, que faz a mulher sentir-se bem consigo mesma, até aí tudo bem, mas achei um pouco maçudo, se tivesse se calhar história do início, meio e fim se calhar seria um óptimo livro, mas dei apenas 3 estrelas no goodreads. Esperei sinceramente mais do livro do que acabou por ser. Amigo se fores o Pedro Chagas Freitas não escrevas mais por favor, é só um conselho.
Nada Menos Que Tudo é uma espécie de promessa narrativa: é o Afonso a apresentar‑se ao leitor, a convidar para um mundo em que se desfazem vergonhas, receios, tabus. É um livro que vive do jogo entre exposição e ocultação, do erotismo que ambiciona não apenas excitar, mas libertar, explorar. Uma das qualidades mais fortes deste livro é justamente a sinceridade da voz narradora. Afonso quer‑te inteiro — ou, pelo menos, quer oferecer tudo, mesmo que tudo isso inclua imperfeições, desejos que teimam em emergir do silêncio, inseguranças. Ele não promete perfeição, mas exige entrega: “só precisas de uma coisa: querer.” Essa exigência cria um vínculo muito direto com quem lê, especialmente se já gostas de livros que não têm medo de expor, de ser intenso. Também achei muito potente o modo como o livro trabalha o erotismo não como mera explosão de desejo, mas como uma forma de autoafirmação, de descoberta de si, de confrontar a rotina, de despertar uma curiosidade dormida. Há um apelo para sair do conformismo; para recuperar a faísca que muitas vezes a vida vai apagando com o passar dos dias. Essa sensação de urgência, de querer mais — mais do prazer, mais da sensação de ser visto, de ser desejado — funciona como motor emocional. Por outro lado, há limites nessa proposta: o livro não se foca tanto no conflito psicológico profundo, nas feridas do passado com camadas complexas como numa narrativa com personagens multifacetados com histórias muito entrelaçadas. Aqui, o foco parece mais imediato: desejo, provocação, liberdade. Se gostaste dele, talvez isso tenha sido parte do encanto — um escape emocional, uma leitura para sentir. Mas isso também pode significar que, para leitores que procuram desenvolvimento interno, reflexão prolongada ou muitos reviravoltas, Nada Menos Que Tudo possa ficar por essa parte.
Tenho este livro na minha estante quase por acidente e, após várias tentativas frustradas de passar da primeira página, percebi o porquê: é, possivelmente, uma das piores leituras que já experienciei. A escrita é penosamente forçada, uma tentativa falhada de mimetizar um tom poético que, na verdade, nunca chega a descolar do ordinário.
O que mais incomoda é a monotonia temática. O autor parece incapaz de construir uma frase ou um pensamento que não orbite exclusivamente em torno do sexo, e fá-lo sem qualquer elegância ou mérito literário. É uma abordagem que satura e que, ironicamente, me retirou qualquer curiosidade em explorar o género no futuro.
A afirmação na capa — de que este é o 'autor que desperta o desejo das mulheres portuguesas' — soa quase como uma ofensa à inteligência do público feminino. Em vez de elevar a mulher ou validar os seus desejos, o texto acaba por ser redutor e vulgar, diminuindo a figura feminina a uma visão caricatural. É um livro medonho que não faz justiça à avaliação que tem; uma obra que confunde libertação com falta de qualidade.
Facilmente se pode comparar o Nada Menos Que Tudo ao Prometo Falhar, de Pedro Chagas Freitas. A verdade é que não gostei nada de ler Prometo Falhar e este Nada Menos Que Tudo foi uma leitura semelhante. Passo a explicar o conceito do livro: cada página é uma história, cada página tem uma personagem diferente. É disso que eu não gosto. E como se não fosse suficiente, ainda há textos que parecem de auto ajuda. Mas nem tudo é mau, o autor até escreve bem e, quando conta histórias concretas, episódios vividos, aí vocês querem mais, querem saber o que os levou ali e como acabou, não só como aconteceu.
O AFONSO ESCREVE BEM, E VINHA COM AS EXPECTATIVAS ALTAS POR JÁ TER LIDO O “FAZ-ME FICAR” E TER ADORADO. JÁ ESTE… DEIXOU MUITO A DESEJAR.
QUE LEITURA DIFÍCIL.
É UMA COMPILAÇÃO DE TEXTOS SOLTOS, QUE JÁ POR SI, É CHATO. A JUNTAR A ISSO, SÃO TEXTOS COMPLETAMENTE DESPROPOSITADOS, DESNECESSÁRIOS E SEM NEXO.
O AUTOR CONTRADIZ-SE MUITAS VEZES E O EGO EXTREMAMENTE ELEVADO DO MESMO, INCOMODOU-ME O TEMPO TODO. PARA JUNTAR À FESTA, FOGE MUITO DO MEU CONCEITO DE ERÓTICO E É SÓ BREJEIRO E PURA OBJETIFICAÇÃO DA MULHER.
ENTENDO A IDEIA DO LIVRO E GOSTEI DO FACTO DE ESTAR ESCRITO COMO SE FALASSE DIRETAMENTE PARA NÓS, LEITORAS.
NÃO VOU DEIXAR DE LER AFONSO POR ESTE TER SIDO UMA MÁ EXPERIÊNCIA, ATÉ PORQUE O OUTRO QUE LI FOI 5 ESTRELAS. MAS ESTE, NÃO FUNCIONOU PARA MIM, TERMINEI-O POR TEIMOSIA.
Decidi dar somente 3 estrelas porque contém textos soltos, alias o livro todo é composto por textos soltos, o que não me cativou muito, mas consegui finalmente ler o livro graças a vários desafios em que o inclui e me surpreendi. Este livro exalta a sensualidade e o poder feminino como se pode ver no excerto “A mulher é o ser mais incrível que existe á face da terra. Sou e serei sempre um eterno e profundo admirador do ser magnifico que é a mulher. A maneira como ela sente, vive, sonha e ama é absolutamente avassaladora, estratosférica, sobre-humana. (…) Uma mulher sem um homem é uma mulher, um homem sem uma mulher é um rato. Ponto.” Resumindo, gostei do livro é uma leitura fácil, leve e que aumenta a autoestima feminina, porém com esta leitura cheguei também a conclusão que livros com textos soltos não são a minha preferência. Mas convido toda a gente a ler Afonso Noite-Luar.
Este livro é diferente de tudo o que já tinha lido. Cada página é uma lição que o autor nos quer ensinar, ou o relato de algum fetiche que nos faz querer fazer parte dele. A leitura é fluida, dá vontade de ler tudo de uma vez, mesmo que o livro nos faça sentir de várias formas. Indico-o para todas as mulheres apaixonadas e curiosas, que não se contentam com o banal e o monótono. Mas também gostava que alguns homens dessem atenção ao livro, e que partilhassem a sua opinião.
Este livro é composto por 300 textos em que o Afonso consegue despertar o desejo de todas as mulheres, sejam elas gordas, magras, altas ou baixas e para aquelas que tem baixa autoestima, aqui temos um bom companheiro. Eu dei 5🌟, apesar de gostar e de me identificar com alguns textos do que outros, mas mesmo assim vale a pena lerem porque vão gostar muito.
Nem tenho palavras para descrever. Porém, vou ler o segundo porque, apesar de tudo o que não gostei, sou demasiado curiosa e quero saber o que é que vai acontecer e como é que a história se vai desenvolver.