O grande mérito é inserir o leitor na jogada da literatura. É muito impressionante o arco temporal que considerou a literatura como tudo quanto é coisa, menos um objeto dinâmico, produzido por um indivíduo, com uma linguagem relativamente partilhada e que chega em uma outra ponta decisiva: o leitor.
As teses de Jauss têm lá seus problemas, apresentados por vários teóricos como Eagleton e Compagnon, mas para a época, passar a pensar no leitor, é um fator decisivo e tem todo seu mérito.
Ele fala de um jeito que parece que a literatura e a "regulagem" de um horizonte de expectativas se dão de modo linear - não sei se é bem essa a palavra, mas quero dizer o seguinte: não se pensam quais obras chegam ao público e quais meios - aqui tô pensando em mercado editorial, apadrinhamento. Afinal, o público leitor nunca tem acesso a todas as coisas produzidas na vida.
Mesmo assim, arrasou, Jauss.
Eu já havia lido as sete teses dele quando estava no mestrado, mas no conjunto desse livro fica bem mais claro a relação dessa nova teoria proposta por ele em oposição às teorias marxista e formalista que, por sua vez, se opuseram à historiografia positivista em voga até meados do XIX. Para quem quer compreender a teoria da literatura de forma bem geral, é um bom livro.
¿Quién me iba a decir que iba a leerme un libro de Jauss entero solo para poder debatir el historicismo de Kuhn? Empecemos por que hace unos días no sabía quién era Kuhn. Ha sido un gran regreso a la literatura más teórica pero esta vez sarna con gusto no pica. La verdad es que ha sido super interesante, pero creo que me ha faltado algo de base teórica para poder entenderlo del todo.