Ao atravessar o portão, Júlio e Helena viram um mundo imenso, muito maior do que as árvores compridas enfeitadas de flores, o gramado bem cuidado e pessoas andando de um lado para o outro do imenso jardim, era tudo o que eles enxergavam naquele momento. A vontade que sentiram foi a de correr ali dentro, subir nas árvores, brinquedos inventados do tamanho da empolgação que sentiam. José do Lago não demorou em achar estranho demais aquele lugar, o tempo retomado na velocidade das recordações que se deslocavam num fluxo de consciência que nem sempre ele conseguia controlar. Pouco a pouco, eles se desprendiam um do outro, cada um em busca de um lugar que mais lhe atraía naquele jardim cheio de caminhos.