Desde el fin de la Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos se involucró en sucesivos conflictos bélicos en diferentes lugares del planeta. Aunque la excusa altruista siempre es ayudar al establecimiento de la democracia, lo cierto es que el complejo militar-industrial que conduce al país necesita de la guerra perpetua para poder subsistir. Rehenes de estos intereses, todos los gobiernos, tanto demócratas como republicanos, se niegan a enfrentar esta tendencia porque implicaría un enorme costo político y económico. En este libro, Luiz Alberto Moniz Bandeira, uno de los principales internacionalistas de nuestra región, ofrece un retrato apasionante de un mundo en el que la estabilidad de un solo país se sostiene a costa de un planeta cada vez más inseguro y desordenado.
“Un trabajo excepcional de un auténtico cientista social, fundado en una documentación e investigación de archivo formidable y, al mismo tiempo, una literatura de combate contra un adversario tenaz y poderoso: el Imperio del Norte.” Michael Löwy, Director de Investigaciones Emérito del Centro Nacional de Investigación Científica (CNRS).
“Moniz Bandeira es el especialista más importante en política internacional brasileño y latinoamericano. Sus obras revelan su sólida erudición y su investigación meticulosa.” Samuel Pinheiro Guimarães, embajador.
“Moniz Bandeira es tal vez nuestro mejor analista de política internacional. Con El desorden mundial nos ayuda a entender los hechos y ofrece detalles del accionar de Estados Unidos.” Leonardo Boff, teólogo.
“Un libro escrito con elegancia y profundamente documentado, que nos ofrece un análisis de los grandes problemas de nuestro tiempo.” Theotonio dos Santos, Investigador Nacional Senior de la Universidad del Estado de Río de Janeiro.
Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira (Salvador, 30 de dezembro de 1935 – Heidelberg, 10 de novembro de 2017) foi um professor universitário, cientista político e historiador brasileiro, especialista em política exterior do Brasil e suas relações internacionais, principalmente com a Argentina e os Estados Unidos, sendo autor de várias obras, publicadas no Brasil e na Argentina, bem como em outros países. Encontrava-se radicado na cidade alemã de Heidelberg, onde era cônsul honorário do Brasil. Em 2015 foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura pela União Brasileira de Escritores (UBE), em reconhecimento pelo seu trabalho como "intelectual que vem repensando o Brasil há mais de 50 anos", segundo o presidente da UBE Joaquim Maria Botelho. Em 2016 foi homenageado na sede da União Brasileira de Escritores (UBE), com o grande seminário "80 anos de Moniz Bandeira", ocasião em que sua extraordinária e abrangente obra foi destacada por importantes personalidades do meio acadêmico, político e diplomático.
‘Desordem Mundial’ de Bandeira Moniz versus ‘Ordem Mundial’ de Henry Kissinger
Gosto do Bandeira Muniz. Se não gostasse, este não seria o quinto livro dele que termino. Porém, tenho que dizer que este livro é excessivamente enviesado (até mais que os demais), o que é uma pena.
Uma enorme coleção de ‘podres’ dos norte-americanos que vale a pena estudar e se aprofundar. Aliás, há diversos livros nos EUA sobre isso – de autores daquele país. Muitas referências de qualidade e informações úteis. Porém, o livro é descaradamente desproporcional e político. O que não necessariamente estraga toda a obra, mas causa um desconforto. Perde credibilidade, entende?
Podem dizer, mas há muitas referências. Sim, é verdade, mas muitas delas também são enviesadas. Da mesma forma que a FoxNews ‘noticia’ news destorcidos, a Russia Television – RT e Al Jazira também. Gosto de ler e assistir vídeos e versões de todos ‘players’ porque trazem outros pontos de vista dos acontecimentos. Porém, não é aconselhável confiar inteiramente numa só. Ainda mais em casos controversos.
Então em quem confiamos? Difícil dizer para outsiders como nós. Por isso, coloquei o livro do Henry Kissinger, ‘Ordem Mundial’, no título desse review. O livro do norte-americano é bem mais superficial que o do nosso professor, mas chama a atenção para algo importante: nem sempre em matéria de geopolítica é possível agir com ética ou seguindo preceitos elevados. Nunca foi e provavelmente nunca conseguirá. Seja que potência for.
Objetivamente: 1) Crítica: não fala os ‘podres’ dos russos. Aliás, o autor só os defende. Fiquei com algumas dúvidas: não há ‘podres’ porque todos os agentes daquele país são honestos e morais ou não há oposição que tenha coragem (ou possibilidade) para as expor alguns inconvenientes (ou quando expõe, aparece envenenado)? Não há investigação de grandes autoridades do executivo ou da Duma (assembleia legislativa da Rússia) porque não há o que investigar ou não há instituições realmente fortes para enfrentar as vontades das elites ligada ao poder central?
2) Pergunto, seria possível o ex-dirigente máximo do equivalente ao FBI dos EUA, como no caso de James Comey (e seu livro ‘A Higher Loalty’ – aliás, um livrão) expor as condutas equivocadas dos últimos presidentes, vice-presidentes e candidatos dos EUA (Bill Clinton, George Bush, Hillary Clinton, Trump, Dick Cheney), publicar um livro na Rússia sobre más condutas de empresas e oficiais de governo?
3) A lógica, me desculpem, é a mesma em relação ao regime militar que muitos defendem o retorno. Não havia ‘podres’ na época porque a imprensa era censurada. Havia basicamente uma mesma versão para tudo. Na Rússia, nos últimos 20 anos, há somente a versão de um homem: Vladimir Putin.
4) Penso que o livro seria mais útil se ou tentasse descrever os ‘trends’ de poder e geopolítica internacional de forma mais geral (como fez o ‘Ordem Mundial’ de Henry Kissinger) ou descer nos detalhes de como a coisa é de todos os envolvidos. O campo internacional é amoral e volátil. Sem amigos ou inimigos perpétuos com base em religião, laços históricos e morais. A ‘Paz de Vestefália’ implantou essa ordem mundial no século XVII e dura até hoje. Gostemos ou não.
Não acho que foi uma perda de tempo a leitura e vou usá-lo para estudar a história norte-americana, especialmente no período da década de 30 – no entre guerras. O leitor pode na verdade consultar as referências e descobrir muita coisa interessante sobre os EUA.
Obs: não é uma obra para iniciantes. O leitor saíra cheio de visões distorcidas e argumentos parciais. Nesse sentido, o livro mais doutrina que ensina. Por isso minha nota 3.
Espero que um dia eu chegue perto de entender a contextualização do processo histórico e político como Moniz Bandeira fez como ninguém.... Que grande intelectual brasileiro!
Una perspectiva diferente a la de la mainstream media sobre los conflictos alrededor de mundo. Recomendado, lectura indispensable para comprender los conflictos en curso de la actualidad.
Livro grande mas passa num instante. Queria muito que ele ainda estivesse vivo, gostaria de acompanhar as reflexões dele sobre o atual estágio de conflitos na Palestina e na Ucrânia.