João Grave nasceu em Vagos em 11 de Julho de 1872, morreu no Porto em 11 de Janeiro de 1934. Formou-se em Farmácia pela Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Cultivou o jornalismo desde o seu tempo de estudante na Província, tendo chegado a chefiar a redacção do Diário da Tarde.
Colaborou, assiduamente, no Diário de Notícias, O Século e em vários jornais brasileiros. Foi director da Biblioteca Pública Municipal do Porto, onde deixou assinalável obra de biblioteconomia, nomeadamente na reprodução e interpretação de manuscritos inéditos, catálogos, etc., e dirigiu a primeira edição do Dicionário Enciclopédico Lello Universal da casa editora Lello & Irmão.
Os seus romances, muito populares na época,ora tratam de temas históricos, ora têm acentuado carácter social.
Era sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.
Excerto: Antunes -- Pedro da Silva Antunes -- encontro-a por uma alegre noite, em casa dum amigo como ele empregado no comércio, onde se festejavam os cinquenta anos respeitáveis de D. Margarida, uma senhora alta e triste, já com madeixas de cabelos brancos sobre a fronte cismadora e fanada: e esse encontro inesperado fora, para ele e para a penumbra em que a sua existência deslizava, como a visitação amorosa e apaziguadora duma divindade oculta que viesse, envolta num disco lunar, esplêndida e transcendente, encher-lhe de claridade a escuridão da alma.
João José Grave nasceu em Vagos no dia 11 de Julho de 1872 e faleceu no Porto em 1934. Fez estudos liceais em Aveiro, formando-se em Farmácia no Porto. Nesta cidade exerceu o cargo de diretor da Biblioteca Pública Municipal. A nível literário, esteve inicialmente próximo dos naturalistas, notando-se influências de Emílio Zola. Depois enveredou pelo romance de costumes.