Peca por ser extremamente desorganizado e mal-escrito, quase como se tivesse sido finalizado às pressas. Além disso, é complacente, para não dizer apologético, demais com seu repulsivo objeto de estudo. Apesar disso, certamente consiste instrutiva leitura para aqueles que ainda duvidam de tudo o que se passou no subsolo do Dops.
Um pouco assustador é o fato de que tal órgão era 100% civil e realmente desligado de qualquer posicionamento político, sendo suas ações originárias puramente da brutalidade de seus integrantes. Voltando um pouco à época pré-golpe, o livro também esclarece as origens da nossa obtusa polícia civil, que sem pau-de-arara, contando apenas com perícia e inteligência, é incapaz de resolver um caso.
Por fim, serve também para lembrar que várias figurinhas asquerosas da época ainda estão por aí. Por exemplo, Romeu Tuma até pouco tempo atrás era senador e a atual diretora do Deic foi escriturária de Fleury.