Terra do Papai Noel, de lindas mulheres loiras, paraíso democrático, igualitário, rico... lugar perfeito, não fosse o inverno que parece durar o ano todo, mantendo seus habitantes, os descendentes dos vikings, no frio extremo. Até que ponto essas afirmações são verdadeiras? Claro, uma herança cultural comum – feita de lendas, costumes, religiosidade luterana, vocação marítima e da experiência dos rigores do clima – confere aos escandinavos certa uniformidade. Mas ela é temperada por variações locais. A verdade é que, vistos de mais perto, os nórdicos não são todos iguais. Há uma diversidade de tipos físicos, de idiomas e de hábitos culturais por trás da unidade histórica e climática. Neste livro delicioso, Paulo Guimarães, diplomata brasileiro casado com uma nórdica e com vivência nos países escandinavos, empresta seu olhar de quem conhece de dentro essa cultura para o leitor brasileiro.A coleção Povos e Civilizações apresenta ao público brasileiro a personalidade e a diversidade de povos, nacionalidades ou etnias, suas culturas, hábitos, costumes e até estereótipos particulares. Cada autor conhece de perto seu tema e traduz com graça e elegância o espírito do povo retratado. As obras são enriquecidas por muitas imagens, em belas edições.
A partir de uma viagem curta a paises da Escandinávia - Dinamarca, Suécia e Noruega-, apareceu meu interesse em conhecer mais sobre a história e cultura da sua população, incluindo Islância, Finlândia, ilhas Faroé e Groenlândia. O livro que pulou na minha frente e chamou atenção foi esse ai, do Paulo Guimarães. Exatamente o que eu queria ler, na medida certa, sem exagerar nos detalhes, sem parcialidades. Região com uma bela história e costumes adaptados às condições climáticas de toda a região, ou seja, frio a maior parte de cada ano. Na verdade, muito frio! Belas paisagens, locais, costumes, comidas, bebidas, estradas. Fiz uma segunda viagem lendo o livro, bem mais informada que a primeira. Ajuda também, e muito, a desmistificar a ideia de que podemos copiar o modelo de bem estar social deles, e reproduzi-lo aqui. Impossivel, somos muito diferentes. O welfare state deles é mantido a custa de impostos altos, e uma enorme confiança da população na gestão competente dos governos que passam por lá. Recomendo demais, muito bem escrito, enriquecedor.