O jornalista Luiz Fernando Vianna e seu filho, Henrique, são unha e carne - às vezes unha do filho na carne do pai. Henrique é autista. Pouco fala, mas algumas palavras repete à exaustão. Tem momentos de agressividade contra si mesmo e contra terceiros. Sabe ser irônico. Gosta de desenhos animados e de mergulhar no mar. Como todo adolescente, tem suas curiosidades e seus impulsos, só que sem grande cerimônia. Luiz Fernando decifra os sons que ele emite, seus desejos imediatos e muitos de seus silêncios, no entanto não tem como alcançar o que o filho sente lá no fundo do fundo.
Há quem diga que ter um filho com deficiência é uma benção. Luiz Fernando Vianna discorda. Se fosse mesmo um presente, antes de receber ele diria: "Ah, não precisava." Com toda a franqueza e um pouco de música, o autor conta a sua experiência, cheia de altos e baixos, momentos de ternura e também de desespero ao lado do seu menino vadio.
A história tocante de um pai despreparado (mas quem está?) de um filho autita e as mudanças em sua vida e visão de mundo. Triste, sincero, tocante, poético, ás vezes me fez chorar.
Bastante sincero, duro, sofrido, pesado e pessimista. Fala inclusive de suicídio e infanticídio.
Não recomendo de forma alguma para autistas de grau 2 ou 3, mães de crianças autistas grau 2 ou 3 e muito menos para quem tem bebês que por algum motivo podem ser autistas.
Esta es una de esas lecturas que llegan a mí por obligación, y no por elección. En el curso de portugués siempre nos mandan a leer un libro en grupo, para luego hacer una exposición y presentarla en clase. La diferencia esta vez fue que cada miembro debía leer el libro completo, y no dividirlo. Así fue como con cierta curiosidad empecé a leer: “Meu menino vadio”.
El libro nos cuenta la historia de Luiz Fernando Vianna, y de su hijo Henrique, quién es diagnosticado con autismo a los 4 años. Él compartía la custodia con su ex esposa, pero de repente, ella decide mudarse a otro país, llevándose a Henrique sin ninguna autorización. Este evento desencadena una batalla legal casi imposible de ganar gracias a la ineficiente justicia brasileña.
Me ha gustado mucho el contenido de este libro, pues no solo habla de la vida de Henrique y las dificultades que se presentan al criar a un niño autista, sino que también se mencionan datos históricos sobre el descubrimiento de esta condición y los primeros intentos por tratarla (bastante espeluznantes algunos); también, el autor comparte con nosotros información de otros libros, los cuales leyó para entender mejor a su hijo.
Cada página está narrada con cierta angustia - o al menos así lo sentí – ya sea por la separación abrupta de Henrique o el miedo de criar a un autista. El libro es muy emotivo, el amor que siente el autor por su hijo es casi palpable, al igual que su resignación.
Al terminar de leer sentí un gran vacío, pensar en que mi pequeño(a) no pueda completar una frase o que ataque a otros o a sí mismo, hace que se me escarapele el cuerpo. Nada más puro que un niño, y nada más cruel que ver limitado su desarrollo.
Si buscan información acerca del autismo, y pueden soportar relatos descorazonadores, tal vez este libro les termine gustando tanto como a mí.
O autor, também jornalista, Luiz Fernando narra sua trajetória com seu filho Henrique que é autista, é emocionante, que ele coloca de uma forma crua, bem real, sem romantizar, da pra perceber os medos, as frustrações, e acima de tudo o amor que ele tem pelo garoto. É um livro que nos faz pensar, Henrique é autista não verbal, quantas vezes falamos com nossos filhos pra parar de falar um pouco... Uma coisa que gostei muito, o autor cita livros, filmes, da muitas dicas interessantes. Foi uma leitura muito proveitosa, é muito triste perceber que existe tanto preconceito, ignorância...
“Se eu queria ter um filho autista? Não. O que a convivência com ele me proporciona mais: prazer ou angústia? Angústia. Ainda assim, amo meu filho? Mais do que qualquer palavra pode traduzir.” ‘Lidar com o autismo é cansativo. Amor também cansa’. "Antes de eu adormecer, costumo observá-lo. Olho-o descansando, admiro sua beleza, a serenidade.
Fico pensando o que todo pai em situação semelhante deve fantasiar às vezes: logo que acordar, vai estar tudo bem. Henrique vai dar bom-dia, levantar-se com calma, urinar com elegância, escovar os dentes com eficácia e tomar seu suco. Pouco depois, pegará sua mochila e dirá que precisa ir para a escola, para a vida. Acabará com essa brincadeira de mau gosto e fará uma confissão: estava fingindo o tempo todo. Nem vou querer entender por quê. Apenas lhe darei um abraço. E o xingarei em silêncio. Olho de novo para ele dormindo e volto, sem sustos, à realidade. Nada vai mudar. Desdenho do meu pequeno delírio, respiro fundo e me ajeito melhor. Não para dormir logo, pois isso jamais acontece. Mas para deixar meu filho em paz, em seu sono de eterno menino, sem sentir na nuca o pai a lhe dedicar lágrimas de desespero."