Paolo Virno (1952–2025) was an Italian philosopher, semiologist and a figurehead for the Italian Marxist movement. Implicated in belonging to illegal social movements during the 1960s and 1970s, Virno was arrested and jailed in 1979, accused of belonging to the Red Brigades. He spent several years in prison before finally being acquitted, after which he organized the publication Luogo Comune (Italian for "commonplace") in order to vocalize the political ideas he developed during his imprisonment. At the time of his death, Virno was teaching philosophy at the University of Rome.
Bonita edición, interesante introducción para proporcionar contexto a un público no tan familiarizado con la política italiana de las últimas décadas del siglo XX.
Mi principal insatisfacción ha sido la inaccesibilidad de los ensayos que, pese a tratar temas potencialmente reveladores para todos los públicos (interesados en la lucha de clases y la colectivización del conocimiento, claro), utiliza un lenguaje y una prosa muy poco clara, perdiéndose en unas teorizaciones filosóficas bastante de nicho que no suelen ser el target editorial de Traficantes de Sueños. Las reflexiones son de mucho interés, pero inaccesibles a la mayoría, y con referencias literarias bastante elitistas que, en mi opinión, poco aportan a la causa.
Gatekeeping y filosofía política europea de la que ya estamos cansadas. Necesitamos voces nuevas, modos de narrar más accesibles, entablar discusiones más urgentes e inmediatas. Una lectura imprescindible para los especialistas académicos en filosofía política, pero un ladrillo incomprensible y cansino para el resto de público interesado en herramientas más prácticas y reflexiones más cotidianas. Menos boomers comunistos intelectualoides, más discursos poscoloniales, anticapacitistas y realmente interseccionales.
Surpreendente. Não dava nada quando li o índice, mas que livro foda. O livro é dividido em dois ensaios, um "filosófico" e outro "político". Ambos excelentes. O primeiro trata do conceito de sublime, em Kant e Wittgenstein. Além do brilhantismo em articular os dois, Virno é capaz de acionar a crítica hegeliana à má infinitude e mostrar os afetos decorrentes das experiências das duas formas de sublime, com suas importantíssimas consequências políticas e estéticas. Ensaio realmente brilhante, especialmente na sua capacidade articular vários autores. Já aqui, o estilo me lembra o de Arantes, que aciona várias leituras de forma articulada e deixa suas críticas nas entrelinhas, com uma ironia peculiar. O segundo ensaio não decepciona, e é ainda mais puzzling. A partir da discussão sobre o intelecto em geral, conceito dos Grundrisse, Virno apresenta uma tese fundamental sobre o trabalho no regime pós-fordista. O caráter de atividade-sem-obra, a discussão sobre o virtuosismo e a análise sobre a forma como o Capital torna o Intelecto como instrumento para sua autovalorização leva a uma conclusão incrível, que demonstra de certa forma o problema de clamores por uma AGI emancipada do Capital, como em Negarestani (tanto o sujeito da inteligência como suas atualizações são momentos do processo do Capital; não há generalidade excedente ao Capital). Virno propõe então uma teoria do Êxodo que é bem complexa e puzzling, das quais as consequências ainda não sou totalmente capaz de ampliar. Mas de fato, Virno é capaz de criticar frontalmente a noção de soberania, ainda presente nos discursos pela democracia radical, o que põe uma questão problemática para o spinozismo. Me fica a questão, porém, onde Virno identifica o ponto crítico da relação entre Intelecto e Trabalho que permite a ruptura, algo que acho que é deixado propositalmente em aberto como incompletude necessária, no oxímoro "esperado imprevisto"; insistindo talvez em como a previsão trai o processo. Enfim, muito feliz que comprei e li esse livro. Brilhante. Esse primeiro trimestre de 2022 tem sido recheado de leituras ótimas, com poucas exceções até agora.