Ainda se lembra das suas primeiras Sanjo? E da revista O Falcão? Ainda se recorda do dia em que viu o homem pisar a Lua? É de memórias e nostalgia que se faz este livro, de saudades desse tempo da nossa juventude, um tempo em que os telemóveis eram coisa de ficção científica e em que uma viagem de Lisboa ao Porto demorava meio dia. Mário Augusto abre o baú das recordações e guia-nos numa viagem ao arquipélago da memória, parando em todas as estações e apeadeiros e promete não deixar marco histórico por visitar.
Dos livros da escola primária ao suplemento juvenil d’O Século, do Tintin ao Sandokan, da bola de espelhos às cassetes piratas, dos gelados Rajá à primeira Coca-Cola, está tudo aqui.
Mário Augusto is a Portuguese journalist, presenter and writer. He was born on March 23, 1963 in Espinho, Vila Nova de Gaia.
He began his career as a journalist in 1985 when he was an intern in the Portuguese newspaper “O comércio do Porto”. After that he began to collaborate in other magazines and newspapers always in the Arts section, particularly, cinema. Among other achievements he works in television where he was part of the first crew that produced a series of documentaries about the Portuguese twentieth century and also hosted many shows dedicated to cinema and the academy awards ceremonies.
Since May 2003, he coordinates and presents a program called 35mm, where he presents and comments upcoming films and also shows his interviews with stars of the European and North American cinema.
Esteticamente um livro muito bem conseguido, e cheio de recordações, no entanto senti que era para uma faixa etária mais velha do que eu, talvez para quem ande na casa dos 50. Mas gostei e é sempre agradável recordar algumas coisas.
Esta sebenta é uma viagem a um mundo de sonhos, que foi o nosso e que agora podemos partilhar com os mais novos, porque em cada objeto, em cada filme, em cada herói (já esquecido), encontramos a emoção de termos sido jovens ou adolescentes. E esse sentimento nunca mudará com o tempo, nem com os seus objetos de culto ou os seus heróis.
É essencialmente um livro revivalista de um geração nascida entre os anos 60 e 70, com apontamentos pessoais do autor. Para quem já ouviu/leu a Caderneta de Cromos, de Nuno Markl, eventualmente achará muita coisa semelhante. Trata-se sobretudo de um exercício saudosista (o que não tem de ser necessariamente mau) para quem viveu aqueles tempos e uma descoberta para todas as gerações vindouras.
Um dos casos raros em que eu leio um livro da minha mãe 🤣 Curiosamente há aqui muitos "cromos" que passaram gerações, principalmente em música ou comida, mas também desenhos animados ou jogos. Uma boa opção de prenda para quem cresceu entre os anos 70 e 80.
De leitura muito fácil e agradável, parece que estamos a ouvir o autor. O conteúdo será mais interessante ainda para os nascidos nas décadas de 60 e 70 por terem vivenciado as memórias descritas.