"Andrés Vesalio -escribe Vicente Battista- fue un celebrado médico belga, al servicio del rey español Carlos V, que cuestionó las doctrinas de Galeno y contravino las normativas que desde Roma impartía el Santo Padre. La hoguera era el destino reservado para esos transgresores: Vesalio fue condenado al fuego. Felipe II, sucesor de Carlos V, modificó la sentencia: en lugar de que lo devorasen las llamas, Vesalio fue forzado a peregrinar a Tierra Santa con el fin de limpiar sus culpas". Es el nudo de la historia, una flamante novela del escritor Carlos Aletto.
A venerável tradição de "found literature", que vai de, digamos, Cervantes, a, digamos, Umberto Eco, encontrou, pelo menos a partir de Borges, um frutífero ramo argentino. No entanto, se esse tipo de enquadramento narrativo, além de divertido, permite alguma espécie de jogo com o caráter artificial da literatura, ele também exige, da parte de quem o cria, uma alta capacidade criativa, para não transformar uma ideia interessante em algo tosco.
Infelizmente, é mais ou menos isso o que acontece nesse livro do C.D.A. argentino. Aletto tem um único truque na manga: o embaralhamento de referências históricas e culturais, que no entanto não são convocadas por nenhuma razão a não ser o pedantismo. Seu outro truque premeditado, o estilo arcaizante, falha tanto em emular uma certa dicção renascentista quanto em construir um texto cuja leitura seja minimamente agradável. O enredo é mínimo, confuso, e não chega a lugar nenhum. A psicologia é inexistente, o que é estranho para um livro que trata da melancolia. As referências históricas e simbólicas são pedestres, repetitivas e cansativas.
Em suma: o livro não tem absolutamente nada a oferecer. E o fato de tentar imitar Borges só torna seu fracasso ainda mais constrangedor. Eu não devia ter comprado esse livro.
Destaco en lo personal el interés en leerlo rápido porque es entretenido y la narración con comparación de la melancolía entendida desde el despojo del ser y todavía más asumiendo que metafóricamente nos somete a crisis desde lo social y espiritual es buenísimo.