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Eu e os políticos

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Aquilo que o jornalismo não divulgou sobre os políticos.

Este livro de José António Saraiva traz à luz do dia um conjunto de episódios polémicos, vividos na primeira pessoa, com diversos políticos e personalidades que ocupam as páginas da história recente do nosso país: Alberto João Jardim, Álvaro Cunhal, Ângelo Correia, Aníbal Cavaco Silva, António Costa, António Guterres, António Horta-Osório, António Ramalho Eanes, Daniel Proença de Carvalho, Diogo Freitas do Amaral, Domingos Duarte Lima, Ernâni Lopes, Fernando Nogueira, Francisco Pinto Balsemão, Hélder Bataglia,Henrique Medina Carreira, João Soares, Jorge Braga de Macedo, Jorge Jardim Gonçalves, Jorge Sampaio, José Luís Arnaut, José Manuel Durão Barroso, José Pacheco Pereira, José Sócrates, Leonor Beleza, Luís Filipe Menezes, Luís Marques Mendes, Luís Valente de Oliveira, Manuela Ferreira Leite, Manuel Dias Loureiro, Manuel Maria Carrilho, Manuel Monteiro, Marcelo Rebelo de Sousa, Margarida Marante, Mário Soares, Miguel Portas, Nuno Morais Sarmento, Paulo Portas, Pedro Passos Coelho, Pedro Santana Lopes, Rui Machete, Vítor Constâncio.

Ao longo de mais de 40 anos como comentador e jornalista — 23 dos quais como director do Expresso e nove como director do Sol —, o autor conheceu pessoalmente quase todos os políticos de primeira linha. No momento em que deixa profissionalmente o jornalismo — embora não a colaboração na imprensa — José António Saraiva considera ter chegado o momento de divulgar aquilo que não pôde (ou não quis) escrever até hoje.

264 pages, Paperback

Published September 1, 2016

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About the author

José António Saraiva

24 books6 followers
José António Saraiva nasce em 1948, em Lisboa. Forma-se em Arquitectura, actividade que exerce entre 1969 e 1983. Dá aulas no Centro de Formação da RTP entre 1977 e 1980. Autor da grande reportagem televisiva «O 25 de Abril, Três Anos Depois» e da série «Os Anos do Século». Colabora em variadíssimos jornais e revistas entre 1965 e 1983.

Director do semanário Expresso entre 1983 e 2005. Fundador e director do semanário Sol entre 2006 e 2015. Ganha o Prémio Luca de Tena de jornalismo ibérico do semanário espanhol ABC em 2005. Professor convidado da Universidade Católica no Instituto de Estudos Políticos, onde lecciona desde 2000 a cadeira Política Portuguesa. Publicou vários livros de Política e História, e também quatro romances.

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1 star
15 (18%)
Displaying 1 - 12 of 12 reviews
Profile Image for Isa.
633 reviews312 followers
October 1, 2016
De uma baixeza indescritível.

Este "livro", se assim se pode chamar, é um exercício masturbatório onde José António Saraiva se vangloria e emproa em frente ao leitor.

Tenho, no entanto, de admitir que me fez ver os políticos de outra forma que pensava ser impossível: acabei por respeitar alguns pelas respostas que deram a comentários execráveis de JAS. Eu certamente não seria capaz de responder com a integridade com que a maioria respondeu...

Mesmo que o conteúdo o merecesse (o que não acontece), não poderia dar uma pontuação mais alta por causa da escrita que, sinceramente, é bastante fraca, digo até infantil - seria de esperar que um ex-director do Expresso tivesse aprendido a escrever...
Mas tendo em conta que o Expresso mal cumpre os requisitos para forrar o fundo de uma gaiola de periquito talvez seja eu que tenha lido o livro com expectativas demasiado altas.
Profile Image for Marisa Fernandes.
Author 2 books48 followers
December 23, 2016
José António Saraiva serve-se da sua experiência enquanto Director do Expresso e depois do Sol, para nos contar, de memória e/ou recorrendo a anotações tomadas no seu diário, aquilo que pensa sobre muitos dos políticos portugueses de agora, como resultado das conversas privadas que manteve directamente com estes ou através de terceiros (que os conheciam de perto) com eles. Há um caso ou outro de uma figura que não é política, mas que ainda assim acaba por ter relação com esta, como foi, por exemplo, o caso de Margarida Marante, um dos textos que mais gostei de ler aqui.

No fundo o que o autor faz é colocar preto no branco o que pensa sobre cerca de 40 figuras relacionadas com a política portuguesa. O resultado é interessante, sobretudo para quem quiser compreender um pouco melhor como funciona na realidade este país. Além do que, curiosamente, reforcei a ideia que tinha de muitos deles e noutros fiquei com uma ideia ligeiramente diferente (em alguns casos, admito que a ideia que tinha melhorou bastante).

No meu entender, o livro não é verdadeiramente polémico. É natural que algumas pessoas possam ficar um pouco desconfortáveis, milindradas, mas essas pessoas também sabem que no meio em que se movem têm de ter cuidado com o que dizem e em quem confiam. O mundo da política está cheio de jogos de bastidores, de punhaladas. Há amigos a sério, mas também há amigos que dão jeito, de circunstância, que hoje servem e amanhã já não servem. Faz parte da natureza humana quando o que está em causa é a obtenção de mais poder. No fundo, é essa a grande ideia que se tira da leitura de "Eu e os políticos".
*
"Os políticos-comentadores são um pouco como os treinadores desempregados - que, para manterem a visibilidade, se tornam comentadores de futebol. E raramente assumem posições de ruptura. Porque podem voltar a ter emprego e não querem que os seus comentários lhes possam complicar a vida no futuro." (p.183).
Profile Image for Manuel Lobo.
70 reviews1 follower
October 7, 2016
Um livro interessante que descreve de forma mais incisiva os políticos, pelos olhos de quem conviveu com eles de perto. Revelam o seu lado mais humano, com qualidades e defeitos. Fora daquela capa que usam na comunicação social.

Não percebi a polémica do livro, nem a censura que lhe foi imposta.

Profile Image for Diogo Moreira.
4 reviews2 followers
October 12, 2016
Terminei o livro do José António Saraiva, "Eu e os Políticos" (2016). A conclusão que retiro é que a polémica em torno do livro parece ter sido apenas uma operação de marketing muito bem conseguida. À excepção da parte em que afirma ter uma fotografia de Paulo Portas vestido de mulher e rodeado por homens, nada mais de escandaloso existe que não tenha sido já noticiado. A Fernanda Câncio não deverá ter grande hipótese de evitar a publicação da obra, visto que a referência às fotografias em poses menos próprias podem ser facilmente contextualizadas para outra coisa. Há também a referência aquilo que o Miguel Portas terá dito sobre a homosexualidade do Paulo Portas, mas que duvido que seja actuável em tribunal, tendo em vista o ponto anterior da fotografia. O capítulo mais problemática é o da Margarida Marante, em que ela claramente acusa o irmão de Emídio Rangel, o Juíz Desembargador Rui Rangel, de fazer tráfico de armas. Mas as condicionantes que ele coloca sobre as declarações de M.M. podem-no safar.
O livro tem historietas interessantes sobre muitos políticos fora dos holofotes públicos. Não corresponde às expectativas criadas em termos de "escândalos".

2/5
Profile Image for Amílcar Rodrigues.
1 review7 followers
September 27, 2016
Sinceramente achei fraco. Não há assim grande lavagem de roupa suja e a que está escrita envolve malta que já cá não está para o contraditório. O que é pena, claro, porque a malta quer é BRONCA. Uau, o Paulo Portas é homossexual. E novidades? Faltou bem mais sangue no que toca a escândalos sexuais. "Faltou"?. Nem sequer há...

Vinte e dois mil contos de cocaína num ano parece-me uma marca interessante para O MESTRE, ainda assim esperava pormenores mais sórdidos, quer das trips em coca quer das trips com as prostitutas.

Há poucas histórias do Gambrinus e o capítulo sobre Pedro Santana Lopes parece-me pouco explorado. Então e um pouco de Santanettes?
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Miguel Pereira.
225 reviews
October 6, 2016
Sinceramente acho que o livro fica um bocado aquém do autor, sou leitor assíduo das suas crônicas no Sol e esperava mais.
Relativamente ao estardalhaço à volta do livro não se justifica claramente a situação de Paulo Portas é sobejamente conhecida e as outras situações são perfeitamente banais.
Um único aparte na parte final do capítulo dedicado a Manuel Monteiro ... é um percepção mas não confirmada é demasiado pessoal, acho que não deveria estar no livro.
No resto confirmou nalguns casos a ideia que tinha, sendo os casos de Pacheco Pereira e Vítor Constâncio os mais evidentes, este último flagrante mesmo como pode ascender ao topo?
Noutros passou me uma ideia mais positiva, em especial no caso de Mário Soares e Fernando Nogueira.
A meu ver faltaram três personagens, Ferro Rodrigues, Barbosa de Melo e Eurico de Melo.
Um documento histórico sem dúvida mas a JAS pedia-se mais !!!!
Profile Image for Diogo.
1 review
September 27, 2016
Lixo. Diz que o Santana tem 5 filhos de 3 mulheres e não diz quem são.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Rita.
916 reviews189 followers
September 29, 2016
1 estrela porque não é possível dar 0.

Lixo. 264 páginas de puro lixo.
Mal escrito, banal e sem qualquer interesse.

O que vale é que este livro foi grátis ou estava a cometer Harakiri.

156 reviews
April 25, 2020
« Uma cousa pequena ou uma palavra faz conhecer melhor os costumes das pessoas que as disseram que os infinitos inimigos mortos em batalhas e as cidades destruídas e reinos conquistados.»
José Hermano Saraiva (anot. e com.), Ditos Portugueses Dignos de Memória; História íntima do século XVI, 3.ª ed., Mem Martins, Europa-América, 1997.


Eu e os Políticos pôs em alvoroço os fidalgos de pagode que vicejam na scena política do portugalinho dos nossos dias. A promiscuïdade da política com o jornalismo é a constante que lhe subjaz, mas o carácter do «escol» nacional impressa ali em letra de fôrma foi o que deu polémica. No fundo os jornais são papel de embrulho de todos os fretes e o livro descobre-o, bem temperado com as idiossincrasias da politicagem de turno.

Alguns aí como José Manuel Fernandes afoitam-se em louvor velado do livro já arrolado ao índex da democracia, mas diminuem-no em que se só lá acha o que todos sabem. — Todos sabem? Quem são todos? — Os do meio: jornalistas e políticos, pois!... Sobra o povoléu: o às vezes cidadão comum, passe a redundância tão necessária aos todos, esses outros cidadãos não comuns, lordes da democracia, que, enfim, sabem sempre mais. — Ao cidadão ninguém lho diria abertamente, mesmo que rumores corressem. Mas agora só não sabe quem não quiser ler. O testemunho foi dado.
Outros, também aí, porém, não têm contemplações: Luís Pedro Nunes afirmou que José António Saraiva, havendo como director do Expresso sido o jornalista mais poderoso do país e tendo perdido esse poder, escreveu o livro por ressentimento; a Fernanda Câncio, vedeta visada, diz que interpôs uma providência cautelar para banir o livro. — Jornalistas censurando jornalistas. — Ou comadres exhalando liberdade de expressão!... — Sintomático!...

Para não haver dúvidas o autor escreve na apresentação o seu objectivo: deixar testemunho para a História. É bom argumento; esperançoso quanto ao objecto focado, mas, que importa?!... Sabemo-lo filho e sobrinho de historiadores; está-lhe nos genes; deve ser mais forte do que ele... E é de valor. Quanto não daríamos por crónica viva assim, dum contemporâneo das personagens que rodearam D. Afonso Henriques, D. Dinis ou D. João II, legando-o a nós vindouros, dando-nos a conhecer o carácter particular e íntimo dos actores da autêntica História, grandes e pequenos? — Grandes ou pequenos os julgaríamos nós melhor por conhecê-los em retrato intimista e coetâneo. — Pois podem agora os nossos vindouros fazê-lo desta gente de agorinha mesmo — gente menor, ínfima, bem entendido, mas toda ela símbolo dum tempo. É o que há para legar, paciência!... O valor desta fonte de História quase íntima, os vindouros lho darão, portanto. Se não vier a ser convenientemente apagada.

Se estes actores da História recente são o que são, se valem o que valem, são todavia os que apareceram a figurar. — Castigo da Providência, má fortuna nossa... — Quereriam que o deixássemos na obscuridade? Mas não é a sacrossanta democaracia isto mesmo: o alçar da maioria, que é a mediocridade, por boa? Se o quadro em que figuram os farsantes é miserável, eles o necessàriamente assim compuseram — não há omoletes sem ovos.
Da promiscuïdade entre política e jornalismo (este mera câmara de ressonância daquela) que o livro dá imagem, verificamos que o principal (único?) objecto da política é, ao cabo e ao resto, a sua própria publicidade. Ora o livro demonstra essa desgraça dando de caminho a degradação de costumes, a falta de carácter, a ânsia de protagonismo, a vaidade, a ganância, a ostentação e o vício dos protagonistas retratados. Serem eles com isso tudo que os identifica a transmitir a pequena História deste tempo desgraçado e pela pena dum deles, jornalista, é irónico. Talvez daqui o maior choque e raiva que o livro causou. Essa gente menor não queria ficar assim impressa para o futuro? Mas, que dizer? Eles merecem!...

— Que a democracia lhes seja pesada! — Eis o valor do livro do arq.º Saraiva.
Profile Image for David.
168 reviews
October 8, 2016
Mas que monumental pedaço de esterco.
Uma recensão aqui no Goodreads descreve o livro como "um exercício masturbatório". Concordo mas permitam-me acrescentar "um exercício masturbatório levado a cabo por Narciso".

José António Saraiva é de uma presunção avassaladora, de um egotismo ímpar e de um baixo nível incomensurável. Este livro chama-se "Eu e os políticos" mas bem que poder-se-ia chamar "Magical Me" como o livro de Gilderoy Lockhart na saga de Harry Potter. Até porque, tal como Lockhart, Saraiva é uma fraude.
Mais de metade do livro é o autor a louvar-se a si mesmo e ao quão fantástico, perspicaz e especial ele e as suas previsões são. Vejam lá bem que ele a páginas tantas até consegue emborcar álcool em quantidades tremendas "sem ficar bêbedo", só ficando depois de se levantar da cadeira onde estava sentado...e mesmo assim ainda consegue ir a conduzir - alcoolizado - de Cascais até Lisboa.

É um ser extraordinário, este Saraiva.

Felizmente o seu tio, José Hermano Saraiva, pessoa pela qual tinha e ainda tenho o maior respeito, já cá não está para ler as barbaridades que o sobrinho escreveu.

Quanto ao conteúdo do livro?
Na comunicação social houve muito sururu em torno dele, apelidaram o autor de "alcoviteiro Real" mas sinceramente fiquei pasmo com o quão pouco de novo há no livro.
Praticamente tudo o que Saraiva conta é do domínio público e o grande "escândalo" do livro - a revelação de que Paulo Portas é gay - só é novidade para quem tenha estado a viver debaixo de um calhau nos últimos 20 anos.
Que o Sócrates é um, e cito, "escroque", e que mente com uma facilidade tremenda também já todo o país sabe. Que o Santana Lopes é um incompetente que não pensa a sério em nada também. Que o General Ramalho Eanes é uma pessoa muito séria também.
Ou seja, Saraiva utiliza alcoviteirices corriqueiras do domínio público somente como pretexto para mostrar ao Mundo o quão fantástico ele próprio é.

Outra coisa perfeitamente nojenta é o uso de pessoas já falecidas para "revelar" coisas. Nenhuma das revelações "chocantes" e que podiam acabar com Saraiva em tribunal por devassa da vida privada são feitas pelo próprio.
A homossexualidade de Paulo Portas é-lhe "contada" pelo irmão, Miguel Portas...que já está morto.
E confirmada pela Maria José Nogueira Pinto...que morta está.
As acusações de violência doméstica por parte de Emídio Rangel - que já está 7 palmos debaixo de terra - foram-lhe denunciadas pela Margarida Marante...que também já está a dar de comer às minhocas.
Ou seja, Saraiva utiliza-se do estatuto de jornalista que apenas "relata" o que "fontes" lhe contaram para se escapar a potenciais processos judiciais.
É esperto.
Nojento, mas esperto.

Bem e depois há a imensa propaganda que o mesmo faz ao restaurante "Pabe".
Tudo acontece no Pabe, tudo se disse no Pabe e todos se encontraram no Pabe. E se Saraiva não receber almoços de borla para o resto da vida no Pabe, depois de tanta publicidade, é de uma "injustiça" tremenda.

Também se percebe porque é que Passos Coelho ia apresentar o livro. Ele claramente não tinha lido mais nada a não ser o capítulo sobre ele mesmo. E o capítulo que José António Saraiva dedica a Passos Coelho é o mais próximo que já estive de presenciar um fellatio literário.

No fundo o livro é uma autêntica Babilónia de esterco. E eu li os livros da saga Twilight.
O que bate certo não só com o autor como com o jornal que este dirigiu.
O lixo que o jornal Expresso é ainda hoje é muito o reflexo daquele que foi o seu director durante anos (e que, diga-se, foi sucedido por outra criatura igualmente asquerosa e sem princípios).


Um lixo de jornal que foi dirigido por um lixo de pessoa.

Só me pergunto para onde está a ir o dinheiro que pago pela Tarifa de Resíduos Urbanos em Lisboa.
Profile Image for Carlos Dourado.
30 reviews3 followers
December 2, 2016
Literatura ultra-light, de onde basicamente sobressaem dois aspectos:

1) como o ego do autor é grande, perdão, enorme
2) a veneração do autor a Aníbal Cavaco Silva

Quanto ao resto, alguns "insights" de como se mexem as pessoas no mundo da política não chegam para fazer com que o livro não passe de uma "Caras" ou "Flash" em formato livro.

Resumindo, um livro absolutamente inócuo, servindo apenas para satisfazer o "voyeur" que há dentro de nós.
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